terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Livro "Comunicação e Mobilidade"


Replico post do Carnet de Notes sobre o lançamento do livro "Comunicação e Mobilidade. Aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil", editado pela EDUFBa, Salvador, 2009 (ISBN - 978-85-232-0658-1, organizado por André Lemos e pelo Fabio Josgrilberg com textos de Eduardo Pellanda, Sérgio Amadeu, Gilson Schwartz, Fernando Firmino, Lucas Bambozzi, Lucia Santaella, Fernanda Bruno, além dos organizadores. O livro deve estar em breve nas livrarias. Agradecemos a todos os autores, ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, o Wi. Journal of Mobile Media, e a Edufba pelo belo trabalho de edição e revisão.

Abaixo texto da orelha e o sumário do livro:

O livro Comunicação e Mobilidade - Aspectos Socioculturais das Tecnologias Móveis no Brasil, organizado por André Lemos (UFBA/CNPq) e por Fábio Josgrilberg (Metodista, SP), oferece ao leitor uma coleção de artigos que traçam um panorama completo e atual da comunicação móvel no Brasil. Os artigos abordam diversas temáticas relevantes para a compreensão complexa do fenômeno, como a relação das tecnologias móveis de comunicação com o corpo, a cidade, a vigilância, a arte, o jornalismo, as mídias locativas e a inclusão digital. Os artigos foram originalmente publicados em inglês na revista eletrônica canadense "Wi - Journal of Mobile Media" (http://wi.hexagram.ca), em julho de 2009, e é a primeira contribuição brasileira no campo a ter uma projeção internacional.

A obra está inserida no contexto atual da computação móvel e ubíqua, oferecendo ao leitor uma visão geral do impacto das redes sem fio e dos telefones celulares no Brasil. Escrito pelos mais importantes pesquisadores do tema na área das ciências sociais aplicadas no país, o livro faz uma radiografia das múltiplas apropriações dos dispositivos móveis mostrando a sua influência nas relações sociais, econômicas, políticas e culturais. Comunicação e Mobilidade é leitura obrigatória para pesquisadores, estudantes de graduação e interessados em compreender os rumos e as perspectivas das tecnologias de comunicação móvel e seus usos no Brasil.

Sumário

Apresentação......................................................................................................07
André Lemos, Fabio Josgrilberg

Comunicação móvel no contexto brasileiro.....................................................11
Eduardo Campos Pellanda

Redes municipais sem fio: o acesso à Internet e a nova agenda da cidade......19
Fabio B. Josgrilberg

Espectro aberto e mobilidade para a inclusão digital no Brasil...........................37
Sérgio Amadeu da Silveira

Identidade, valor e mobilidade: Motoboys em São Paulo.....................................51
Gilson Schwartz

Tecnologias móveis como plataformas de produção no jornalismo.......................69
Fernando Firmino da Silva

Arte e Mídias locativa no Brasil........................................................................89
André Lemos

Aproximações arriscadas entre site-specific e artes locativas............................109
Lucas Bambozzi

Revisitando o corpo na era da mobilidade...............................................................123
Lucia Santaella

Vídeo-vigilância e mobilidade no Brasil...................................................................137
Fernanda Bruno

Sobre os autores...........................................................................................................153

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

QR code e jornalismo: por que essa interface ainda é tímida na mídia impressa?

A discussão em torno da sobrevivência da mídia impressa ou sobre a crise instalada sobre ela é cada vez mais recorrente no círculo acadêmico e nos grupos de comunicação. Novos modelos de negócios ou a adoção de novas tecnologias que façam o impresso renascer ou conquistar um público mais próximo de interfaces computacionais ou de celulares são apontados como saídas para o futuro. O Kindle, da Amazon, tem sido referenciado como uma das possibilidades para tal empreendimento. E por lá já estão grandes jornais dos Estados Unidos e até do Brasil - O Globo e Zero Hora - (veja lista de jornais para Kindle). Será mesmo o Kindle o salvador? O jornalismo impresso precisa realmente de uma tecnologia de distribuição salvadora ou é seu modelo de gestar os conteúdos que deve mudar? Ou ambas as coisas?

Para o analista de mídia e consultor de tecnologia e negócios, Rob Durst, em entrevista, "jornais e revistas devem parar de tratar suas publicações como produtos fixos" e pensá-los a partir da interface com o conteúdo online e móvel. Para isto ele propõe a implantação de QR Code nas publicações impressas para oferecer conteúdos extras e multimída (via leitura no celular) para seus leitores (de jornais e revistas).

"They can do this using mobile codes, which are essentially printed barcodes that readers “click on” using a camera phone—kind of like clicking on a Web link with a mouse. QR (quick response) codes are a good example. They are in widespread use throughout Asia. QR codes contain a Web address, and your phone’s browser automatically connects to that Web site when you take a picture of the code with your camera phone."

Na entrevista Rob Durst coloca também o potencial das tecnogias de ruptura como os leitores de e-books Kindle (Amazon), O Nook (Barnes & Noble) e o tablet (da Apple). Porém ele aponta vantagens e desvantagens nessas tecnologias tácteis digitais. Entre as vantagens estão a portabilidade, a facilidade de leitura e uma conexão maior com recursos web de hiperlinks. Entretanto, ele aponta que a desvantagem ainda está no tratamento estático do e-print (transposição) que contrasta com as características dinâmicas da Web.

Os leitores de tinta eletrônica como o Kindle e o QR Code são duas formas novas de transportar a leitura de jornais para plataformas portáteis digitais que se sobrepõem ao constrangimento do papel impresso. As experiências em andamento neste campo ainda são incipientes e sem dados concretos. O caso específico do QR Code foi implantado pioneiramente no Brasil pelo Jornal A Tarde de Salvador e posteriormente outras grandes publicações adotaram o recurso como o Correio Braziliense. A pouca disseminação ou conhecimento da tecnologia nos celulares ainda é um empecilho, mas é necessário criar a cultura. O uso do QR Code na Ásia é bastante disseminado, mas no Brasil ainda é incipiente. Verificamos seu uso por aqui de forma ainda localizada, especificamente na mídia como nos jornais mencionados e em projetos acadêmicos e artísticos. Mas está cada vez mais claro que a mídia impressa precisa avançar nesse sentido para perceber a necessidade de uma interface maior com as mídias de características online.

O Celular nos parece o dispositivo mais conveniente para essa conexão, principalmente por causa dos leitores de QR Code instalado. Portanto, três questões são fundamentais apontar como se tratando de empecilhos para um uso mais sitemático dessa tecnologia: 1.Desconhecimento da tecnologia QR Code por boa parte dos usuários de celulares; 2.Planos de banda larga móvel caros; 3.Uma cultura das empresas de visualizar essa conexão entre interfaces incipiente ou com estratégias que não levem em conta a particularidade de cada mídia e uma narrativa transmidiática (como prega Jenkins no livro Cultura da Convergência).

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SBPJor e lançamento de livro


No último final de semana estive em São Paulo participando da SBPJor na ECA-USP. Os relatos do que aconteceu por lá estão disseminados pelo twitter (#sbpjor) e pelos blogs de colegas que estiveram lá, além do blog oficial do evento. O tempo corrido também não me permitirá um relato minucioso das discussões que acompanhei por lá e de alguns projetos que vão emergir a partir da interface jornalismo-tecnologia-redes sociais e etc.

Portanto, limitarei-me apenas a informar sobre o lançamento do livro "Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma". Semelhante ao que ocorreu na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro foi bem recebido pelos colegas pesquisadores, professores e alunos e esgotou horas antes da sessão de lançamento. Um bom sinal. Dessa vez pude participar junto com Demétrio de Azeredo Soster, que organizou a obra junto comigo.

O livro já está disponível para venda online no site da Editora Edunisc. A obra contempla temáticas que são foco de discussões na atualidade na relação com as mudanças impulsionadas pelas tecnologias digitais como infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, microblogs, wikipedia, generos digitais, telejornalismo, radiojornalismo, redes sociais entre outros perspectivas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LocastPOA: projeto de jornalismo geolocalizado da PUCRS, MIT e Grupo RBS


Jornalismo móvel, jornalismo locativo, jornalismo hiperlocal. As tecnologias móveis com conexões sem fio e aplicações GPS em mapas ocupam cada vez mais espaço nas experiências que circulam na web. Com a apropriação destas características foi lançado na última segunda-feira no Brasil o projeto LocastPOA. A iniciativa, com propósito de produção de conteúdo jornalístico com características de ultra-localismo com uso de celulares com GPS, é uma parceria entre o curso de Comunicação Social (Famecos) da PUC-RS, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e jornalistas do Grupo RBS. As notícias, produzidas em vídeo, vêm vinculadas a um mapa através de GPS, com a demarcação da localização de onde o fato acontece. Para isto os jornalistas utilizam celulares e fazem a edição diretamente no aparelho e na hora. A primeira etapa do projeto, de produção de conteúdo jornalístico, vai até o dia 23 de novembro. Acompanhe o projeto por aqui ou através do blog Ubimidia, do coordenador do projeto, Eduardo Pellanda.

P.S: Para quem quiser saber mais sobre projetos relacionadas a mídia locativas, geolocalização, mobilidade vale a pena ver o projeto dos alunos de graduação do professor André Lemos na UFBA denominado Vila Brandão Existe com uso de QR Codes. Ou acessar a edição especial da sobre comunicação móvel no Brasil na Wi-Journal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Reportagem multimídia do JC Online sobre bicicletas


Os grupos de comunicação ainda investem muito pouco na produção de matérias convergentes ou reportagens multimídia. O jornalismo digital - com os recursos do ciberespaço, da web 2.0, das narrativas transmidiáticas - têm à disposição um arsenal para a experimentação ou o desenvolvimento de formatos mais inovadores. É claro que as redações online ainda são enxutas demais para liberar uma equipe para o lado mais criativo e aprofundado da produção em linguagem multimídia. Mas aí está um exemplo: é o caso das reportagens especiais multimídias, do portal JC Online (Recife), que conheci há pouco e in loco durante temporada de pesquisa de campo do doutorado. A equipe já ganhou vários prêmios nacionais e internacionais. A mais recente produção foi a reportagem multimídia A revolução das bicicletas – uma história em quadrinhos sobre os desafios do trânsito da vida real. Quadrinhos, vídeos, fotos, storyboard, making off, interatividade fazem parte desse especial capitaneado pela jornalista Julliana de Melo e design de Sidclei Sobral.
Sempre fui fascinado por bicicletas. É a mobilidade em duas rodas. Boas lembranças....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Livro Metamorfoses Jornalísticas II será lançado em Porto Alegre e São Paulo


"O jornalismo já não é mais o mesmo. Questões tecnológicas, sociais e legais vêm modificando o campo em ritmo acelerado."
É assim que começa o prefácio do professor-doutor da PPGCOM/UFRGS, Alex Primo, para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado pelos professores Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva e que será lançado em Porto Alegre (14/11), durante a 55ª Feira do Livro, e em São Paulo (26/11) durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor. A capa foi elaborada pelo designer Rudinei Kopp, autor de Design Gráfico Cambiante.

O livro trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição.

O livro é o segundo volume da série Metamorfoses Jornalísticas. O primeiro tratou das "formas, processos e sistemas", enquanto que o segundo analisa as "reconfigurações da forma" do fazer jornalístico. Ambos volumes se inserem em um contexto mais amplo, do qual fazem parte ainda dois outros livros – Edição em jornalismo: ensino, teoria e prática (Edunisc, 2006) e Edição de imagens em jornalismo (Edunisc, 2008), cujo objetivo tem sido observar as complexificações que se estabelecem no jornalismo a partir do momento em que ele se vê imerso em um cenário altamente tecnologizado, tendo a internet como ponto de referência sócio-histórico.

................................................................

O que: Lançamento do livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009)
Quem: Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva (Organizaodores)
Quando: 14/11 (sábado, 18h30) e 26/11 (quinta, 20h)
Onde: Porto Alegre (na 55ª Feira do Livro, 14/11) e São Paulo (7ª SBPJor, 26/11).


O SUMÁRIO:


PREFÁCIO
Alex Primo

APRESENTAÇÃO
O SEGUNDO PASSO
Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva

COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO?
Lia Seixas

REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão
Raquel Recuero

OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO
Cláudio Cardoso de Paiva

COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo
Carlos d’Andréa

REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel
Fernando Firmino da Silva

SOBRE ZH: Zero Hora Responde
Antonio Fausto Neto

MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO
Demétrio de Azeredo Soster

ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico
Jairo Ferreira

DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição
Fabiana Piccinin

A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA
Águeda Miranda Cabral

BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências
Adriana Alves Rodrigues

VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS
José Afonso da Silva Junior

O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO
RADIOJORNALISMO

Nelia R. Del Bianco

O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE
Jair Giacomini

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Portugal: Universidade e mercado discutem o jornalismo móvel em encontro

O Labcom (Laboratório de Comunicação Online) da Universidade Beira Interior, de Portugal, realizou entre os dias 23 e 25 de outubro o 1o Encontro da Montanha para discutir o tema "Jornalismo e Redes Móveis". O evento foi organizado por Antonio Fidalgo e João Canavilhas. O blog do Encontro traz resumos e entrevistas em vídeo das discussões. Apresento este post porque boa parte da discussão abordou mesmo o jornalismo móvel com suas perspectivas, contradições e potencialidades, o que muito me interessa. Para os interessados no tema reúno abaixo alguns links do encontro com programação, resumos, videos, discussão no Twitter e etc. [Obrigado Pedro Jerónimo pela dica].

Abaixo video com Juan Miguel Aguado, que defendeu no evento a idéia de que "estamos a caminhar para um ecossistema mediático líquido" com a emergência da comunicação móvel.

sábado, 19 de setembro de 2009

Equipe de 18 jornalistas da RTP em cobertura móvel de eleições




Uma equipe de 18 jornalistas da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) e Antena 1 está realizando cobertura jornallística das Eleições Legislativas 2009 a partir do uso de celulares dentro do conceito de jornalismo móvel. As atualizações ocorrem em tempo real com transmissões ao vivo, postagem de fotos ou via Twitter. "É uma iniciativa com uma dimensão inédita em Portugal. Para além do trabalho diário que os vários jornalistas realizam para a televisão e rádio, o uso do telemóvel em tempo real, na rua, abre uma nova dimensão", destaca matéria sobre a iniciativa.
A estrutura de cobertura móvel se utiliza de celulares 3G e das aplicações Flickr (para imagens), Qik (videos) e Twitter (para textos). Possivelmente seja esta a maior experiência de jornalismo móvel em grupos de comunicação em termos de quantidade de profissionais envolvidos (18 no total). A introdução de tecnologias móveis digitais em grandes coberturas ganha cada vez mais espaço, principalmente com o uso de celulares com tecnologia de terceira geração embarcada nos dispositivos.
No último post mostravamos a série de reportagens do Jornal da Record feita conduzida exclusivamente com um celular Nokia N95. A mobilidade e a portabilidade oferecidas pelos dispositivos móveis em redes sem fio permitem, de uma forma praticável, a emissão de conteúdo jornalístico a distância. Jornalismo-mobilidade-conexão e emissão estão numa relação mais intrínseca. E não somente os grupos de comunicação detêm estas possibilidades. O jornalismo participativo vem se apropriando dessa estrutura móvel para noticiar fatos de grande repercussão e caráter político, ativista, cultural.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Celular na produção jornalística

São muitas as práticas associadas ao celular e aos dispositivos móveis na cena contemporânea. Os estudos da comunicação móvel resultam das novas implicações que emergem deste novo contexto. Este blog, como uma espécie de diário de campo de uma pesquisa de doutorado em andamento, faz parte desta tentativa nossa de mapear e compreender este cenário a partir da perspectiva do jornalimo. Desde 2007 que observamos a introdução mais intensa de tecnologias móveis como os smartphones, netbooks e de conexões sem fio na produção jornalística como experiência ou como uso sistemático.
O programa Jornal da Record começou na última segunda-feira uma série de reportagem, denominada "deixo que eu filmo", realizada exclusivamente a partir de um aparelho celular Nokia N95. Durante 40 dias o repórter Vinicius Dônala trabalhou nesta série que está sendo exibida esta semana (veja video abaixo). A particularidade esta no uso de celular em vez de câmeras convencionais. Para aproximar das condições reais de uma equipe jornalística de tv foram desenvolvidos alguns acessórios para uma melhor apropriação para a prática como relatado em matéria do portal da Record:

"A nova série do Jornal da Record, que vai ao ar até o próximo sábado (19), apresenta uma matéria exclusiva realizada com um aparelho de telefone celular. A equipe de reportagem da Record desenvolveu uma grua (espécie de guindaste utilizado em gravações, para movimentação da câmera em tomadas de cena do alto) e acoplou um telefone celular na ponta de um cano de PVC para realizar a captação das imagens e também para gravar as passagens (momento que o repórter aparece na matéria) de Vinícius Dônala."

Estamos diante de um ambiente móvel de produção. As tecnologias móveis e as conexões sem fio caminham para uma integração mais afunilada com a prática jornalística. Além dos dispositivos, cada vez mais híbridos e com crescente potência computacional, há uma série de aplicações na Web que oferta novas possibilidades para repórteres em mobilidade, em campo. Mini cameras como Flip, netbooks, celulares como Nokia N97, N900, iPhones e a expansão da computação em nuvem (apesar de instabilidade das redes móveis banda larga) permite a visualização de um cenário bem distinto de, digamos, há cinco anos.
Aos profissionais de comunicação, cabe a possibilidade de novas experimentações.
Aos pesquisadores, diante desse novo fenômeno, cabe endereçar novas questões visando problematizar para compreender as implicações (potencialidades e consequências) do uso de tecnologias móveis na rotina diária do jornalismo.

Obrigado a Sidclei Sobral pela dica.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lançamento do livro Metamorfoses Jornalisticas 2


[Replico do Blog do Dê, o post abaixo]

"A quem interessar possa: o primeiro lançamento do livro Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado por mim e por Fernando Firmino da Silva, será realizado às 18h30 do dia 14 de novembro de 2009, um sábado, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O livro também será lançado no III Simpósio Nacional ABCiber, de 16 a 18 de novembro, e no 7º Encontro da SBPjor, de 25 a 27 de novembro.

Em linhas gerais, Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma busca compreender não apenas o momento evolutivo em que nos encontramos, mas, principalmente, as formas e processos que se instauram a partir do cenário de profunda imersão tecnológica em que o jornalismo se encontra.

Trata-se de uma espécie de mapa por meio do qual busca-se sistematizar não apenas as mudanças que se observam nos dispositivos midiáticos-comunicacionais quando se estruturam em rede em uma escala de dimensões planetárias, mas, também, no que tange às novas formas de se exercer e estruturar o jornalismo.

O livro é composto pelos seguintes autores-pesquisadores: Alex Primo (apresentação), Lia Seixas, Raquel Recuero, Cláudio Paiva, Carlos D’Andrea, Fernando Firmino da Silva (org.), Antônio Fausto Neto, Demétrio de Azeredo Soster (org.), Jairo Ferreira, Fabiana Piccinin, Águeda Miranda Cabral, Adriana Alves Rodrigues, José Afonso Júnior, Nelia Del Bianco e Jair Giacominni."

sábado, 29 de agosto de 2009

Redes sociais, política e protestos na web


Veja a reportagem da TV Assembléia da Bahia sobre redes sociais, política e manifestação na internet. Entre os entrevistados está o Yuri Almeida do blog Herdeiro do Caos e eu também. Eu destaco o fato de que as apropriações de ferramentas da rede como Twitter para as manifestações na rede vão criar interface com o espaço urbano levando estes protestos para o espaço urbano. Para localizar especificamente esta matéria vá até os 14min40s.

(só uma ressalva: os créditos dos entrevistados estão trocados: onde aparece Fernando Firmino leia-se Yuri Almeida e vice-versa).

sábado, 15 de agosto de 2009

Lançamento da edição especial sobre comunicação móvel da Wi: Journal of Mobile Media


Wi: Brasil

O Mobile Media Lab (MML) Montreal-Toronto está feliz em anunciar o lançamento do número especial do Wi. Journal of Mobile Media, disponível on-line em http://www.wi-not.ca/. Os editores convidados, Dr. Fabio Botelho Josgrilberg (Universidade Metodista de São Paulo) e o Dr. André Lemos (Facom/UFBA, Bahia) apresentam neste número nove artigos sobre o contexto específico brasileiro. Todos escritos por autores brasileiros cuja competência e interesse abrangem disciplinas como comunicação, filosofia, semiótica, psicologia social, economia, sociologia e estudos culturais.
Os artigos cobrem uma gama de assuntos incluindo: comunicação móvel, tecnologias móveis no jornalismo, redes sem fio na cidade, mídia locativa, vigilância, espectros políticos e cultura dos motoboys.Wi está livremente disponível on-line e é uma produção colaborativa do MML. Utilizar programas de fonte aberta permite ao Wi mobilizar uma integração de imagens, texto, vídeo e sons. Os artigos estão também disponíveis para impressão em PDF.Visitem o website da Wi e tenham uma excelente leitura.

Conselho Editorial da Wi
Kim Sawchuk
Andrea Zeffiro
Michael Longford
Barbara CrowJanice
LeungSanja Obradovic

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Wi: Brazil

The Mobile Media Lab (MML) Montreal-Toronto, are pleased to announce the launch of special issue of Wi Journal of Mobile Media. It is now available online at http://www.wi-not.ca/.
Guest-edited by Dr. Fabio Botelho Josgrilberg (Metodista, São Paulo) and Dr. André Lemos (Federal University of Bahia) this issue features nine articles that address the specific context of Brazil.
All are written by Brazilian authors whose expertise and interests span the disciplines of communications, philosophy, semiotics, social psychology, economics, sociology, and cultural studies. The topics cover a range of issues including: mobile communication, mobile technologies in journalism, wireless in the city, locative media, surveillance, spectrum politics, and moto-boy culture.
Wi is freely available on-line and is a collaborative production of the MML. Using open-source software allows Wi to maximize the hyper-linked integration of image, text, video, and sound.
Visit the Wi journal website and have a good read!

The Wi Editorial
TeamKim Sawchuk
Andrea Zeffiro
Michael Longford
Barbara CrowJanice
LeungSanja Obradovic

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Wi: Brésil

Le Mobile Media Lab (MML) Montréal-Toronto est heureux d'annoncer le lancement du numéro spécial de Wi. Journal of Mobile Media est disponible en ligne à http://www.wi-not.ca/.
Les rédacteurs invités, Dr. Fabio Botelho Josgrilberg (Université Méthodiste de Sao Paulo) et Dr. André Lemos (Facom-UFBA, Bahia) ont réuni dans ce numéro neuf articles sur le contexte spécifique brésilien.
Tous les textes ont été écrits par des auteurs brésiliens, dont l'expertise et l'intérêt touche des sujets comme la communication, la philosophie, la sémiotique, la psychologie sociale, l'économie, la sociologie et les études culturelles. Les articles couvrent un large éventail thématique, notamment: la communication mobile, le journalisme mobile, les réseaux sans fil dans la ville, les médias de location, surveillance, spectres politiques et la culture des "moto boys".
Wi est disponible gratuitement en ligne et est une production collaborative du MML. L'utilisation des logiciels libres de source-ouverte permet à Wi l'intégration d'images, de textes, de vidéos et de sons. Les articles sont également disponibles pour l'impression en PDF.
Visitez le site web de Wi. Nous vous souhaitons une excellente lecture!

Comité de rédaction de la Wi
Kim Sawchuk
Andrea Zeffiro
Michael Longford
Barbara Crow
Janice Leung
Sanja Obradovic

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

TV ao vivo no iPhone: será o futuro da recepção de tv em mobilidade?

Os dispositivos móveis cada vez mais se sofisticam no quesito produção e consumo de informação em mobilidade. As redes móveis (Wi-Fi e 3G) mais celulares como iPhone desencadeiam novas práticas como assistir tv ao vivo do celular distante das torres de transmissão das tvs abertas. Não me refiro à recepção de sinal da tv digital no celular que o modelo japonês implantado no Brasil permite, mas que não avançou ainda pela falta de celulares disponíveis no país de forma mais acessível. Alguns celulares disponíveis no mercado (legal e pirata) vêm com receptor de tv aberta, mas no formato anterior das mini-tv (com sinal comprometido pelo alcance da cobertura e pelo movimento do usuário). A diferença mesmo está acontecendo com as aplicações para iPhone que permitem ao usuário assistir em streaming ao vivo programação de emissoras de tv ou ouvir rádio como a BBC de Londres e Al Jazeera. Neste caso aqui o canal de tv pode ser classificado "sem fronteira" uma vez que não importa onde o usuário se encontra desde que uma conexão Wi-Fi ou 3G esteja disponível. Em vídeo a BBC demonstra como funciona sua aplicação no iPhone e, abaixo, outro vídeo apresentando transmissões no celular. A Livestation é uma das responsáveis pelas aplicações. O importante é situar essa evolução e as implicações que representam na forma de assistir tv tendo a portabilidade e a mobilidade como fatores novos. No Japão mais de 70% dos que têm dispositivos móveis assistem televisão pelo celular.

Live TV iPhone app for Broadcasters from Joe Connor on Vimeo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dossiê sobre Comunicação Móvel no Brasil

Acaba de ser publicado o número especial do Wi: Journal of Mobile Media sobre o Brasil com a temática Comunicação e Mobilidade. Tive o prazer de participar desta edição, à convite de Andre Lemos e Fábio Josgrilberg, com o artigo Mobile Technologies as production platforms in Brazilian journalism, onde apresento uma discussão sobre o jornalismo móvel com a indicação de algumas experiências do país a partir do uso de tecnologias móveis e conexões sem fio na rotina jornalística. Esta edição certamente é a publicação que aborda com mais profundidade o fenômeno da comunicação móvel no Brasil como Estado da Arte contribuindo efetivamente para as discussões na área. Abaixo todos os artigos disponíveis para leitura:


It is a great pleasure to present Wi: Journal of Mobile Media’s third issue. What differentiates it from previous issues is its focus on a single country, namely, Brazil. More importantly, with views, cases and theoretical discussions made by Brazilian researchers and artists.

MOBILE COMMUNICATION: THE BRAZILIAN PARADOX
By Eduardo Campos Pellanda

Cell phones are one of the icons of the post-modern age because they represent many possibilities converged in one single device. They connect people, and at the same time, they are used more generally to organize life through textual, audio and video platforms...

LOCATIVE MEDIA IN BRAZIL
By André Lemos

Paradoxically, mobility media are localization media. It is interesting to note that locative media, which emphasize places, are furnished by mobility technologies that combine devices (laptops, smart phones, PDA and...

RISKY APPROXIMATIONS BETWEEN SITE-SPECIFIC AND LOCATIVE ARTS
By Lucas Bambozzi

I'd like to address the term 'site' as a field of semantic migrations, as migrations that occur due to cultural dislocations, linguistic operations, technological influences, poetic licenses or theoretical digressions.

"WE ARE AS WE MOVE ON": MOTOBOYS ICONOMIC EVOLUTION IN SÃO PAULO
By Gilson Schwartz

Man is born free, and everywhere he is in chains. Many a man believes himself to be the master of others who is, no less than they, a slave. How did this change take place? I do not know. What can make it legitimate?

MULTIFACETED COMMUNICATION PROCESSES: WHICH THEORIES?
By Lucia Santaella

In the South American context, especially in Brazil, the main theories adopted by scholars of communication studies for decades have been the critical theories rooted in the Frankfurt School, ?

DISTRIBUTED SURVEILLANCE: VIDEO, MONITORING AND MOBILITY IN BRAZIL1
By Fernanda Bruno

Surveillance and mobility have historically maintained close relations: the demarcation of borders and territorial protections, the control of migration and the flow of people, goods, diseases etc. all represent ancient lineages of the intersections between these two processes (Salter & Zureik,...

MOBILE TECHNOLOGIES AS PRODUCTION PLATFORMS IN BRAZILIAN JOURNALISM
By Fernando Firmino da Silva

Mobile communication studies have expanded from within various disciplinary areas (in sociology, communication, cyberculture and cultural studies, for example), instigated by they way that practices arising from the emergence of new digital mobile technologies1 and wireless connection...

WIRELESS INTERNET ACCESS: THE SAME OLD PROBLEM AND THE CITY?S NEW AGENDA
By Fabio B. Josgrilberg

Over the last few years, the provision of wireless broadband internet access has become part of governmental agendas at all levels, and in many different locations (Middleton & Crow, 2008). This inclusion of yet another 'new technology' on the political agenda, however, belies...

CLOUDS OF OPEN CONNECTION: OPEN SPECTRUM, DIGITAL TELEVISION AND DIGITAL INCLUSION
By Sergio Amadeu da Silveira

Low income communities and individuals in Brazil are now grasping the importance of the Internet. The boom in blogs and user-friendly databases worldwide have greatly expanded hypertextual writing and the production of news and information across the web. Even television programs disseminate...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Redação do Wall Street Journal


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Flash mob na TV

O canal Multishow colocou no ar um novo programa chamado Mob Brasil. A idéia é funcionar como uma flash mob pelas ruas de São Paulo com ações inusitadas. O programa é apresentado pela ex-vj da MTV, Didi Wagner. O segundo episódio do programa abordou o tema "Privacidade". Foram convocados vários "fotógrafos" para simularem uma ação de paparazzis. Porém no lugar de famosos o alvo eram pessoas comuns, que ficavam desnorteadas sem entender o que estava acontecendo. Veja o vídeo abaixo:

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Experiência de transmissão com o TwitCam: aplicação une o Twitter e webcam


Hoje participei de uma experiência interessante (GLOBAL TWITTER) unido o Twitter e LiveStream à convite do João Simão do Comunicamos e professor e pesquisador em Ciências da Comunicação na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal. A experiência aconteceu da seguinte forma: as pessoas enviavam via Twitter as perguntas e eu respondia ao vivo em streaming. Foram em torno de 20 minutos respondendo sobre jornalismo móvel. Como a plataforma estava em beta seguem algumas considerações.

1.Utilizei a nova aplicação de stream chamada TwitCam da LiveStream lançada recentemente e que está integrada ao Twitter. Você entra com seu login e senha do Twitter no TwitCam, aciona a webcam e começa a transmitir instantaneamente e a gravação ficar armazenada em seguida para embed em blogs e sites.

2. A plataforma Global Twitter do Comunicamos reunia no mesmo ambiente a transmissão e as perguntas formuladas via Twitter.

3. A principal limitação de uma transmissão como está no fato de que outras pessoas não podem participar ao vivo e simultaneamente fazendo questões além do uso do Twitter. Outro problema identificado é a baixa resolução da tela quando ampliada, cheia. Em alguns momentos há um certo delay, mas nada comprometedor do acompanhamento.

A experiência valeu a pena pela facilidade e porque a ferramenta demonstrou estabilidade na transmissão com um áudio muito bom e sem queda e a flexibilidade de você conectar tudo pelo Twitter lançando, inclusive e automaticamente, o link para seus seguidores. (assista abaixo o vídeo na íntegra).

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por que o jornalismo móvel se tornou praticável?


O jornalismo e mobilidade não é novo. Nem as tecnologias portáteis. Entretanto, a expansão de experiências e estudos sobre a área aumentaram consideravelmente nos últimos cinco anos devido a um fato concreto: atualmente há uma estrutura técnica e estratégica que favorece a prática do jornalismo móvel. Esta estrutura é formatada por um conjunto de tecnologias móveis digitais sofisticadas (smartphones, câmeras digitais, netbooks, etc) e conexões sem fio (3G, Wi-Fi, WiMax e Bluetooth). E tudo isto vincula-se a uma rede banda larga móvel que instaura uma mobilidade sem precedente na produção, consumo e emissão de conteúdo (áudio, vídeo, imagens e textos).
É importante demarcar esta ambiência centrada no início do século XXI, principalmente a partir de 2004 em diante, para que possamos analisar o cenário do jornalismo móvel de uma forma mais objetiva. Em 2000, 2001 alguns autores falavam do tema de uma forma incipiente e ainda na condição futura de possibilidade do desenvolvimento do jornalismo móvel como John Pavlik (2001), no livro Journalism and New Media, e Stephen Quinn (2002), no livro Knowledge Managemente in the Digital Newsroom. A tecnologia mais avançada para a prática e citada por Pavlik era um Palm Pilot com reconhecimento da escrita. O Palm Pilot lançado em 1996 tinha uma mémoria interna de 128 kb.

A década de 1990 foi promissora para a expansão dos chamados Handhelds e Palmtops. Mas no início deste século as configurações dos dispositivos (e suas interfaces) melhoraram consideravelmente em paralelo ao surgimento das conexões banda larga móvel. Neste sentido, estamos diante de práticas impensáveis há dez anos. O conceito de jornalismo móvel, na sua acepção atual, está atrelado ao uso de tecnologias móveis digitais em redes móveis para potencializar a mobilidade de repórteres na prática jornalística. O curioso notar é que as conexões 3G abriram espaço para transmissões ao vivo via celular para redes de tv. Antes era impensável esta possibilidade pela inexistência de redes móveis com capacidade de tráfego de dados pesados como vídeo. Experiências brasileiras como a da TV Band e da Tv Jornal do Recife demonstram como o futuro do streaming no celular já está aqui. Naturalmente que as redes em breve aumentaram sua capacidade de alargamento com as redes 4G com velocidades de transmissão, download ou upload muito superior à tecnologia 3G.

Ferramentas para o Repórter 3G - Atualmente surge o que se denomina de repórter 3G ou repórter móvel. O ambiente móvel de produção, constituído por inúmeras ferramentas portáteis, impulsiona a prática ao colocar à disposição do repórter em campo as condições necessárias para apurar, navegar por banco de dados, editar conteúdo e emitir do local do acontecimento. Na prática isto vem ocorrendo em algumas circunstâncias e situações. Durante a solenidade de despedida de Michael Jackson o repórter da Globo, Rodrigo Bocardi (vídeo abaixo), utilizou a mini-câmera Flip para gravar sua passagem de dentro do estádio. Os netbooks, ainda pouco utilizados pelos repórteres, podem se transformar em breve numa estação de trabalho devido a sua portabilidade (minicomputadores de 7, 9, 10 polegas) e capacidade (120, 160 de HD) oferecendo condições para atividades mais complexas de edição. O Nokia N95, N96 e N97 ainda são os celulares ideais para a prática por possui recursos mais sofisticados para o jornalismo como câmera de 5 megapixels, gravador digital, teclado bluetooth e a possibilidade de agregação de outros acessórios de produtividade. O iPhone 3GS vem com novos aperfeiçoamentos e conta com uma quantidade enorme de aplicações disponíveis o que transformará o dispositivo num podero smartphone para o jornalismo móvel.

domingo, 19 de julho de 2009

As várias variáveis do Twitter


O jornalismo passa por diversas discussões na atualidade no âmbito do seu modelo de negócios, da relação com a audiência, das grades curriculares dos cursos, da formação profissional. O background desta discussão decorre da emergência das tecnologias digitais, do processo de convergência e da comunicação móvel. Alguns visualizam como uma crise, outros como novas oportunidades. O importante a observar é que, de fato, há mudanças significativas na prática jornalística associadas a fenômenos emergentes impactando o modo de fazer, o modo de consumir e o modo de compartilhar notícias (nos seus diversos formatos). Qualquer que seja o ângulo identificaremos tensões no campo do jornalismo e na indústria do entretenimento.

Os microblogs, essencialmente o Twitter, têm sido um dos desencadeadores destas reconfigurações. Como o jornalismo está se adaptando e explorando estas potencialidades? Como fica a relação com a fonte quando esta lança primeiro no Twitter as informações exclusivas? É perceptível a adoção rápida desta ferramenta nos mais diversos segmentos (políticos, artistas, acadêmicos, esportistas, mídia....) e isto transforma as relações não somente entre o público, mas também com a mídia. Técnicos e dirigentes de times de futebol anunciam as informações de impacto dos seus clubes no Twitter; políticos disparam no microblog as notícias parlamentares e de votações relevantes; os usuários divulgam suas críticas positivas ou negativas de filmes e outros serviços no Twitter. Enfim, há uma infinidade de usos que transforma esta ferramenta numa poderosa rede social (e móvel) que faz circular instantaneamente um conjunto de dados que abre possibilidades de utilização inimaginável para o jornalismo, para as empresas e paraos usuários.

A influência do microblog pode ser medida por dois textos publicados esta semana: Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias e Twitter pressiona uma mudança no foco da atividade jornalística. Ou seja: já é possível falar em mudanças nos dois setores que mais reclamam do "estrago" causado pelas mídias digitais: a indústria do entretenimento, que tenta brecar o download de músicas e filmes, mas não apresenta modelos alternativos; e do jornalismo, que atrela a crise dos jornais às novas formas de consumo de notícias.
Sem sombra de dúvidas estamos diante de um cenário que se tornou um campo fértil para pesquisas acadêmicas. E estas aumentam consideravelmente em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado permitindo observações as mais variadas. No livro "Blogs.com - estudos sobre blogs e comunicação" (organizado por @adriamaral, @raquelrecuero e @sandramontardo) escrevi o artigo Moblogs e Microblogs: Jornalismo e Mobilidade em que enquadrava este fenômeno do Twitter a partir da pespectiva da comunicação móvel à medida que possibilita uma atualização ou visualização através de dispositivos móveis amplificando o poder da rede e sua incorporação na rotina jornalística. A ampliação desta discussão poderá ser encontrada em breve no livro "Metamorfose jornalística 2: a reconfiguração da forma", que organizei com o amigo @dsoster, e será publicado no final do ano com a análise destas mudanças no jornalismo a partir de diversas perspectivas de análise.

Portanto, torna-se imprenscindível novos olhares sobre a superfície do jornalismo para endereçar questões de pesquisa que possam problematizar os fenômenos que orbitam em torno destas discussões.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrevistas sobre cobertura móvel na RTP de Portugal



Entrevistas com os dois participantes da cobertura móvel das eleições das Européias 2009 para a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), conforme postamos aqui. Nas entrevistas os repórteres Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço falam sobre as fragilidades da experiência e das potencialidades na cobertura a partir de dispositivos móveis.

Via Comunicamos

sexta-feira, 3 de julho de 2009

30 anos do Walkman da Sony

Na última quarta-feira, o Walkman da Sony completou 30 anos. Um aparelho cobiçado por jovens da década de 80 e 90. Agora com os sofisticados iPods e iPhones o Walkman parece um dinossauro. Entretanto, na época era um dispositivo móvel analógico revolucionário com a possibilidade de carregar suas músicas em fita cassete e ouvir em mobilidade. Nostagia!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

QR Code na revista Publish


A revista especializada em design e indústria gráfica, Publish, traz na capa deste mês o QR Code. Em algumas publicidades internas também aparece o QR Code complementando as informações para acesso via celular. Revistas e jornais estão cada vez mais adotando os códigos para complemento de matérias (com frases, notas, elementos multimídia).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Correio Braziliense implanta QR Code no jornal e versão móvel no novo projeto

O Correio Braziliense mudou o projeto gráfico e editorial do jornal impresso e também implementou mudanças no site. Entre as novidades estão o acesso móvel pelo m.correiobraziliense.com.br e a implantação de QR Codes no jornal impresso seguindo os passos do A Tarde de Salvador, que adotou a tecnologia em dezembro do ano passado. A partir dos códigos 2D publicados nas páginas do jornal, o usuário com aplicativo-leitor instalado em smartphones poderá acessar conteúdo multimídia (conexão impresso-celular-internet).

terça-feira, 16 de junho de 2009

Reportagem móvel na RTP de Portugal


A RTP (Rádio e Televisão de Portugal) está conduzindo um projeto de reportagem móvel na cobertura das eleições das Européias 2009. Dois repórteres com celulares acompanharam as votações em Lisboa com o envio de fotos e videos. A RTP criou uma estrutura no site do projeto que incluia transmissão ao vivo, mapas com a localização dos locais e horário do envio, galeria de imagens e o uso do Twitter.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Tarde lança versão móvel para iPhone

O Grupo A Tarde, de Salvador, lançou hoje a versão para iPhone de seu site móvel Mobi A Tarde e avança nas estratégias de comunicação móvel (transmissão ao vivo no carnaval, uso de QR Code e versão anterior mobile para outros smartphones). A plataforma atual, desenvolvida internamente pela equipe de profissionais do grupo, investe bem em conteúdos multimídias com a introdução de vídeos, galerias de imagens e, principalmente, áudio, pouco explorado em outros projetos similares no Brasil. A notícia em forma de áudio sempre terá seu espaço, principalmente para dispositivos móveis. O El Mundo Movil, da Espanha, por exemplo, oferece a possibilidade da navegação pelo conteúdo através do áudio acionado em um ícone na parte superior direita da home. A versão móvel para iPhone do A Tarde ficou bem amigável e competitiva. Vamos testar ao longo do tempo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Curso de mídias locativas: experiências e questões para pensar sobre o tema

Durante esta semana participei do curso "Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade", organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cibercidades da UFBA, organizado pelo professor André Lemos e que acontece no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA. Na quarta-feira (13/05) apresentei o tema "jornalismo e mídias locativas", mas me antecedendo tivemos na segunda-feira o André Lemos, na abertura do curso, com o tema "Mídia locativa - Comunicação e Mobilidade. Introdução e aspectos gerais"; e na terça-feira José Carlos Ribeiro abordando "Redes sociais e mídias locativas".
Algumas considerações sobre os três primeiros dias (o curso continua na próxima semana):

1.Mídias locativas é um tema relativamente novo na forma e nas práticas desencadeadas no contexto contemporâneo. Neste sentido há uma curiosidade em entender o que significa e que implicações traz para os estudos da cibercultura e da comunicação. Por trás desse objeto está uma série práticas associadas a emergência das conexões sem fio, de tecnologias móveis associadas a localização e todas as questões em torno da mobilidade.
2.Durante o curso foi interessante notar a atenção de um público muito interessado em conhecer melhor as pesquisas e discussões sobre o tema. O Grupo de Pesquisa em Cibercidades é um dos pioneiros no país quando se tratar da abordagem mídias locativas e, no momento, concentra um considerável número de pesquisadores de mestrado e doutorado com estudos voltados para a observação de fenômenos enquadrados nesta categoria. Estudos sobre games, jornalismo, mapas na web, redes sociais, enfim....
3.Portanto, para nós pesquisadores, é um entusiasmo participar de iniciativas como a deste curso à medida que temos a oportunidade de expor nossas pesquisas e debater com um público atento questões amadurecidas e outras que precisam ser postas para o aprofundamento. Além disso, o debate tem ido além do ambiente (auditório) invadindo microblogs e blogs (veja tag #midialocativa).
4.Além de falar sobre o impacto e as implicações das tecnologias móveis, da mídia locativa e derivados é importante experimentar. Neste sentido o curso também tem funcionado desta forma. Qr Codes, bluetooth, transmissões ao vivo via Qik e Twitter foram utilizados para potencializar o evento e dar visibilidade as tecnologias e suas aplicações de forma factível.

Na minha apresentação, na quarta-feira, apresentei vários aspectos de minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo móvel relacionando as questões da mídia locativa com o jornalismo. Entendo que há aproximações e tensões em decorrência da configuração de cada área. Entretanto o que me parece comum é a possibilidade expandida de emissão de informação (tela acima) vinculada aos dispositivos móveis digitais e as conexões sem fio. Tanto para o jornalismo quanto para as mídias locativas temos aí implicações novas.
Outra perspectiva que apresentei enquadrei foi: "como estudar os fenômenos da comunicação móvel com os métodos e teorias clássicas pensadas para a comunicação de massa?". Raciocínio semelhante foi feito pelo José Carlos Ribeiro anteriormente.
E para encerrar, gostaria de reiterar que cursos como este, sem sobra de dúvidas, oportunizam discussões novas em busca de respostas para novos problemas colocados pela emergência das mídias locativas, da comunicação móvel e de todas estas práticas associadas às redes e aos processos de digitalização. Slide 5
Para quem não teve oportunidade de estar presente, uma série de vídeos estão disponíveis sobre a apresentação de André Lemos, José Carlos Ribeiro e Fernando Firmino ou ainda trechos das transmissões ao vivo via Qik http://qik.com/andrelemos

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Inscrições abertas para o curso de Mídias Locativas na FACOM/UFBA


Lembramos aos interessados na discussão que o Curso Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade está com as inscrições abertas através http://www.fapex.ufba.br/mof/

Abaixo segue as informações completas do curso com professores, temas e respectivas ementas.



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
GRUPO DE PESQUISA EM CIBERCIDADE

CURSO DE EXTENSÃO
MÍDIAS LOCATIVAS – COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE

COORDENADOR
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS, PESQUISADOR 1 DO CNPQ

PROFESSORES DO CURSO
EQUIPE DO GPC

André Lemos, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
José Carlos Ribeiro, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
Macello Medeiros, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Fermando Firmino da Silva, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Luiz Adolfo Andrade, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA

EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da “internet das coisas”. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet “pingando” nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados “atentos” a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO

Fapex/UFBA

CUSTO
Profissional – R$ 100,00
Estudante – R$ 50,00

CALENDÁRIO DO CURSO

11 DE MAIO - MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS – Prof. Dr.. André Lemos

12 DE MAIO - REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. Dr. José Carlos Ribeiro

13 DE MAIO – JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Fernando Firmino

18 DE MAIO – JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Luiz Adolfo Andrade.

19 DE MAIO – BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Macello Medeiros

PROGRAMA DAS DISCIPLINAS

11 DE MAIO

MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS.
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS

EMENTA

As formas e artefatos comunicacionais têm transformado os espaços sociais desde as primeiras cidades até as metrópoles contemporâneas. As mídias locativas, agregando conteúdo informacional a um local específico, criam novas formas de ação no espaço urbano. Vemos essas mudanças na agregação de pessoas em áreas Wi-Fi, na busca por zonas de acesso às redes de telefonia celular, nas trocas de SMS, fotos ou vídeos, nas conexões em redes bluetooth, na emissão de dados por etiquetas de rádio freqüência, RFID3. A mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação, a fase da “internet das coisas”. As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades. Mostraremos nesse módulo como as formas sociais emergentes dessas mídias de função pós-massiva, aliadas às tecnologias móveis (dispositivos e redes de comunicação como palms, laptops, GPS, celulares, etiquetas RFID, Wi-Fi, bluetooth), criam novos processos de controle informacional do espaço, em novos “territórios informacionais”. Para tanto, criamos uma tipologia das mídias locativas e definimos os territórios informacionais como heterotopias (Foucault) da ciberurbe. Mostramos exemplos concretos a partir de experiências em meio, geolocalização, anotações urbanas e realidade aumentada, games, jornalismo, etc. Apontamos também algumas questões ligadas ao controle, vigilância e invasão da privacidade.

BIBLIOGRAFIA

Beslay, Laurent., Hakala, Hannu., Digital Territory: Bubbles., in Vision Book, 2005., http://europa.eu.int/information_society/topics/research/visionbook/index_en.htm

Bourdin, Alain., A Quesão Local. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.

Castells, Manuel., A era da intercomunicação, in Le Monde Diplomatique., in http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379, 2006.

Foucault, Michel, De Outros Espaços., in Architecture, Mouvement, Continuité, 1984, traduzido por Pedro Moura, disponível em http://www.rizoma.net/interna.php?id=169&secao=anarquitextura

Hemment, D., Evans, J., Humphries, T., Raento, M., Locative Media and pervasive surveillance: The Loca Project., in http://www.drewhemment.com/2006/locative_media_and_pervasive_surveillance_the_loca_projectby_drew_hemment_john_evans_theo_humphries_mika_raento.html., 2006

Lemos, A. (2008) Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir., São Paulo: EDUC., pp. 207-230.

Lemos, A., (2007). Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dosDispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multirredes (DHMCM). Revista Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v.4, n.10, p.23-40, jul.

Lemos, A.(2009). Mobile Communication and New Sense of Places. A Critique of Spatialization in Cyberculture. No prelo. Galáxia, PUC -SP.

Lemos, André., Ciberespaço e Tecnologias Móveis: processos de Territorialização e?Desterritorialização na Cibercultura., COMPÓS, Baurú, SP, junho de 2006.

Lemos, André., Cidade Ciborgue., in Galáxia. Revista Transdisciplinar de Comunicação, Semiótica, Cultura., n. 8, PUC-SP, São Paulo, EDUC:Brasília, 2004

Lemos,André (org). Ciberurbe. A cidade na sociedade da informação, RJ, Ed. E-papers, 2005.
McCulloug, M., (2). On The Urbanism of Locative Media, Places 18.2, p. 27., 2006., http://repositories.cdlib.org/cgi/viewcontent.cgi?article=2243&context=ced/places

Pope, S. The Shape of Locative Media, Mute Magazine Issue 29 (9 February 2005)., http://www.metamute.com/look/article.tpl?IdLanguage=1&IdPublication=1&NrIssue=29&NrSection=10&NrArticle=1477

Rheingold, H., Smart Mobs. The next social revolution., Perseus Publishing, 2003.

Santaella, L. (2008). A Estética Política das Mídias Locativas. In Nómadas, n.. 28. Abril 2008. In http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/colombia/iesco/nomadas/28/12-estetica.pdf

Tuters, Marc. The Locative Utopia., in http://www.locative.net/tcmreader/index.php?endo;tuters , 2006.

12 DE MAIO.

REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. DR. JOSÉ CARLOS RIBEIRO

EMENTA

Este módulo se propõe a mapear e discutir alguns elementos que compõem o quadro das trocas sociais efetivadas através do uso das mídias locativas nos espaços dos centros urbanos. A partir da análise de diversos exemplos, procura-se evidenciar as principais características que se revelam como promotoras de mudanças nas redes e nas dinâmicas sociais vivenciadas por seus participantes. Em uma perspectiva mais ampla, busca-se também examinar em que medida estas manifestações singulares servem de base para se pensar em uma gradativa mudança em padrões habituais de sociabilidade no contexto contemporâneo.

BIBLIOGRAFIA

Albrecht, K., McIntyre, L. Spychips. How Majors Corporations and Government Plan to Track Your Every Purchase and Watch Your Every Move., NY: Plume Book, 2006.

Kraan, A. To Act in Public through Geo-Annotation. Social Encounters through Locative Media Art. In OPEN no. 11 Hybrid Space. Disponível em http://www.skor.nl/download.php?id=3234.

Lemos, A. Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir. São Paulo: EDUC, pp. 207-230, 2008.

Meyrowitz, J. No Sense of Place. The impact of Electronic Media on Social Behavior. London: Oxford University Press, 1985.

Ribeiro, J. C. ; Brunet, K. ; Falcão, T. Comunicação Móvel e Jogos em Espaços Híbridos. E-Compós (Brasília), v. 11, p. 02, 2008. Disponível em http://www.compos.org.br/ seer/index.php/e-compos/article/view/247/275.

Shirvanee, L. Locative Viscosity: Traces Of Social Histories In Public Space. Disponível em http://leoalmanac.org/journal/vol_14/lea_v14_n03-04/lshirvanee.asp.

Siegemundand, F.; Florkemeier, C. Interactionin Pervasive Computing Settings using Bluetooth-enabled Active Tags and Passive RFID Technology together with Mobile Phones. Disponível em http://xml.coverpages.org/Siegemund-BluetoothRFID.pdf.

13 DE MAIO

JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. MSC. FERNANDO FIRMINO

EMENTA

As tecnologias móveis digitais em redes sem fio e as tecnologias baseadas em localização penetram cada vez mais no ambiente jornalístico e formatam novas práticas comunicacionais. Observamos que a mobilidade expandida na produção, distribuição e consumo de informação propiciada por estes dispositivos, reconfigura o jornalismo em suas rotinas jornalísticas, nos seus produtos e na forma como a audiência lida com a informação na sociedade contemporânea. Portanto, nosso objetivo com o curso é oferecer um panorama da área e discutir as potencialidades e implicações do jornalismo e mobilidade como categoria sob a perspectiva do jornalismo móvel e do jornalismo locativo. Mostraremos experiências midiáticas com abordagem dos aspectos de mobilidade e localização vinculados às mídias locativas e à comunicação móvel.

BIBLIOGRAFIA

Briggs, Mark. Journalism 2.0 – how to survive and thrive (a digital literacy guide for the information age. Disponível em http://www.kcnn.org/resources/journalism_20/ acesso em 27 dez. 2007.

Goggin, Gerard. Cell Phone Culture – mobile technology in everyday life. New York: Routledge, 2006

Lemos, André. Cidade e mobilidade. Telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais. Revista MATRIZes n.1 out. 2007

Pavlik, John V. Journalism and new media. New York: Columbia University Press, 2001

Paterson, Chris. Domingo, David (orgs.). Making Online News - the ethnography of new media production. New York: Peter Lang, 2008

Pellanda, Eduardo. Internet móvel: novas relações na cibercultura derivadas da mobilidade da comunicação. (tese doutorado). Porto Alegre: PUC-RS, 2005

Pardo Kuklinski, Hugo; BRANDT, J.; PUERTA, J. P. Mobile web 2.0. A theoretical – technical framework and developing trends. International Journal of Interactive Mobile Technologies (iJIM). Vol. 2, No. 4, p. 54-61, 2008

Quinn, Stephen; LAMBRE, Stephen. Online Newsgathering – research and reporting for journalism. Oxford: Focal Press, 2008.

Santaella, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007

Salaverría, Ramón.; AVILÉS, José Alberto García. La convergencia tecnológica em los medios de comunicación: retos para el periodismo. Trípodos, número 23, Barcelona, 2008, p. 31-47

Silva, Fernando Firmino da. Edição de imagem em jornalismo móvel. In FELLIPI, Ângela; SÓSTER, Demétrio de Azevedo; PICCININ, Fabiana (orgs.). Edição de imagens em jornalismo. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008

Silva, Fernando Firmino da. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: Amaral, A.; Recuero, R.; Montardo, S. (orgs.). Blogs.com: Estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009

18 DE MAIO

JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIA LOCATIVA.
PROF. MSC. LUIZ ADOLFO DE ANDRADE

EMENTA

O objetivo deste módulo é explorar a relação entre jogos eletrônicos e as mídias locativas. Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos games, considerando os diferentes gêneros e plataformas. Mostrar o formato dos pervasive/ubiquitous games, criados com base no paradigma do Computador do Século XXI e viabilizados pelo advento das redes sem fio, plataformas móveis e mídias locativas. Apresentar a classificação atual destes games (pervasive games, alternate reality games, ubiquitous games, cross-media games, etc) acompanhada dos principais projetos, no mundo. Explicar como é feito o design destes jogos, destacando papel das mídias locativas e suas diversas finalidades - marketing, treinamento, educação, política, etc.

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Luiz Adolfo de. Efeitos em terceira pessoa e funções pós-massivas: o caso de Obsessão Compulsiva. Trabalho Apresentado no II Simpósio da ABCIBER (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura. São Paulo: PUC, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Andrade, Luiz Adolfo de. Realidades Alternadas ou revelações de Lost sobre games e ficção seriada. Trabalho apresentado no Colóquio internacional Televisão e Realidade. Salvador: UFBA, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Mcgonigal, Jane. The Puppet Master Problem: Design for Real-World, Mission-Based Gaming.” Second Person. MIT Press, January 2007. Eds. Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin. Http://www.avantgame.com/writings.htm

Lemos, André. Mídia locativa e territórios informacionais. 2007. Disponível em http://www.andrelemos.info/artigos/midia_locativa.pdf

19 DE MAIO

BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS.
PROF. MSC MACELLO MEDEIROS

EMENTA

O advento dos artefatos móveis como os smartphones (celulares de última geração), PDAs, Notebooks e Netbooks vem reconfigurando a forma do consumo de informação. As conexões via tecnologia Bluetooth, por exemplo, estão sendo utilizadas para o envio de conteúdo informativo para esse dispositivos como podemos constatar na ações de Bluetooth Marketing. Esse tipo de ação é realizada em um lugar determinado, geralmente lojas, stands de vendas, shoppings, bares e restaurantes, onde os clientes portadores de artefatos móveis como os celulares podem receber cupons de desconto, informações do cardápio, promoções, peças de campanha publicitária, etc. A proposta do curso é entender o funcionamento básico da tecnologia bluetooth nos artefatos móveis e as suas implicações nos usos e práticas comunicacionais contemporâneas.

BIBLIOGRAFIA

Anderson, Chris. A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho. São Paulo: Editora Elsevier, 2006.

Beltrão, Luís; Quirino, Newton de Oliveira. Subsídios para uma teoria da comunicação de massa. São Paulo: Summus, 1986/2003.

Canetti, Elias. Massa e Poder. São Paulo: Companhia das letras, 1995.

Castells, Manuel. A Era da Intercomunicação. Artigo do site Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379

Kumar, Krishan. Da Sociedade Pós-Industrial à Pös-Moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2006.

Lemos, André. Mídia Locativa e Territórios Informacionais, in Carnet de Notes http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/locativa.pdf , janeiro, 2007.

______________ Cidade e Mobilidade. Telefones Celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais., in Matrizes, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação., USP, ano 1, n.1, São Paulo, 2007, ISSN 1982-2073, pp.121-137.

Mackenzie Adrian in SHELLER, Mimi; URRY John. Mobile Technologies of The City. New York: Editora Routledge, 2006

Oliveira, Ricardo Augusto Rabelo. Bluetooth e Multimídia. Anais do IV Workshop em Tratamento de Imagens, NPDI/DCC/ICEx/UFMG, p. 14-25, Junho de 2003.

Prado, Eduardo. Mobile Marketing: Uma Nova Mídia Digital. Artigo do site TELECO. Disponível em http://www.teleco.com.br/emdebate/eprado21.asp.

Tahtinen, Jaana. Mobile Advertising or Mobile Marketing. A Needs for a New Concept? In FeBR 2005 – Frontiers of e-Business Research 2005. Conference Proceedings of eBRF 2005 pp. 152-164.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Curso sobre Mídias Locativas na UFBA

Repassando

Está "no ar" o novo site do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa. O site ainda está em construção mas já pode ser visitado. Ressalto e aproveito para divulgar o Curso de Extensão sobre Mídias Locativas que começa no dia 11 de maio a noite.

Peço que divulguem. As vagas são limitadas. Abaixo a ementa e informações gerais. Mais detalhes no link.



EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da ?internet das coisas?. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet ?pingando? nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados ?atentos? a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA