Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Entrevistas sobre cobertura móvel na RTP de Portugal
Entrevistas com os dois participantes da cobertura móvel das eleições das Européias 2009 para a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), conforme postamos aqui. Nas entrevistas os repórteres Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço falam sobre as fragilidades da experiência e das potencialidades na cobertura a partir de dispositivos móveis.
Via Comunicamos
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
30 anos do Walkman da Sony
Na última quarta-feira, o Walkman da Sony completou 30 anos. Um aparelho cobiçado por jovens da década de 80 e 90. Agora com os sofisticados iPods e iPhones o Walkman parece um dinossauro. Entretanto, na época era um dispositivo móvel analógico revolucionário com a possibilidade de carregar suas músicas em fita cassete e ouvir em mobilidade. Nostagia!!!
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
QR Code na revista Publish

A revista especializada em design e indústria gráfica, Publish, traz na capa deste mês o QR Code. Em algumas publicidades internas também aparece o QR Code complementando as informações para acesso via celular. Revistas e jornais estão cada vez mais adotando os códigos para complemento de matérias (com frases, notas, elementos multimídia).
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Correio Braziliense implanta QR Code no jornal e versão móvel no novo projeto
O Correio Braziliense mudou o projeto gráfico e editorial do jornal impresso e também implementou mudanças no site. Entre as novidades estão o acesso móvel pelo m.correiobraziliense.com.br e a implantação de QR Codes no jornal impresso seguindo os passos do A Tarde de Salvador, que adotou a tecnologia em dezembro do ano passado. A partir dos códigos 2D publicados nas páginas do jornal, o usuário com aplicativo-leitor instalado em smartphones poderá acessar conteúdo multimídia (conexão impresso-celular-internet).
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Reportagem móvel na RTP de Portugal

A RTP (Rádio e Televisão de Portugal) está conduzindo um projeto de reportagem móvel na cobertura das eleições das Européias 2009. Dois repórteres com celulares acompanharam as votações em Lisboa com o envio de fotos e videos. A RTP criou uma estrutura no site do projeto que incluia transmissão ao vivo, mapas com a localização dos locais e horário do envio, galeria de imagens e o uso do Twitter.
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
A Tarde lança versão móvel para iPhone
O Grupo A Tarde, de Salvador, lançou hoje a versão para iPhone de seu site móvel Mobi A Tarde e avança nas estratégias de comunicação móvel (transmissão ao vivo no carnaval, uso de QR Code e versão anterior mobile para outros smartphones). A plataforma atual, desenvolvida internamente pela equipe de profissionais do grupo, investe bem em conteúdos multimídias com a introdução de vídeos, galerias de imagens e, principalmente, áudio, pouco explorado em outros projetos similares no Brasil. A notícia em forma de áudio sempre terá seu espaço, principalmente para dispositivos móveis. O El Mundo Movil, da Espanha, por exemplo, oferece a possibilidade da navegação pelo conteúdo através do áudio acionado em um ícone na parte superior direita da home. A versão móvel para iPhone do A Tarde ficou bem amigável e competitiva. Vamos testar ao longo do tempo.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Curso de mídias locativas: experiências e questões para pensar sobre o tema
Durante esta semana participei do curso "Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade", organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cibercidades da UFBA, organizado pelo professor André Lemos e que acontece no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA. Na quarta-feira (13/05) apresentei o tema "jornalismo e mídias locativas", mas me antecedendo tivemos na segunda-feira o André Lemos, na abertura do curso, com o tema "Mídia locativa - Comunicação e Mobilidade. Introdução e aspectos gerais"; e na terça-feira José Carlos Ribeiro abordando "Redes sociais e mídias locativas".
Algumas considerações sobre os três primeiros dias (o curso continua na próxima semana):
1.Mídias locativas é um tema relativamente novo na forma e nas práticas desencadeadas no contexto contemporâneo. Neste sentido há uma curiosidade em entender o que significa e que implicações traz para os estudos da cibercultura e da comunicação. Por trás desse objeto está uma série práticas associadas a emergência das conexões sem fio, de tecnologias móveis associadas a localização e todas as questões em torno da mobilidade.
2.Durante o curso foi interessante notar a atenção de um público muito interessado em conhecer melhor as pesquisas e discussões sobre o tema. O Grupo de Pesquisa em Cibercidades é um dos pioneiros no país quando se tratar da abordagem mídias locativas e, no momento, concentra um considerável número de pesquisadores de mestrado e doutorado com estudos voltados para a observação de fenômenos enquadrados nesta categoria. Estudos sobre games, jornalismo, mapas na web, redes sociais, enfim....
3.Portanto, para nós pesquisadores, é um entusiasmo participar de iniciativas como a deste curso à medida que temos a oportunidade de expor nossas pesquisas e debater com um público atento questões amadurecidas e outras que precisam ser postas para o aprofundamento. Além disso, o debate tem ido além do ambiente (auditório) invadindo microblogs e blogs (veja tag #midialocativa).
4.Além de falar sobre o impacto e as implicações das tecnologias móveis, da mídia locativa e derivados é importante experimentar. Neste sentido o curso também tem funcionado desta forma. Qr Codes, bluetooth, transmissões ao vivo via Qik e Twitter foram utilizados para potencializar o evento e dar visibilidade as tecnologias e suas aplicações de forma factível.
Na minha apresentação, na quarta-feira, apresentei vários aspectos de minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo móvel relacionando as questões da mídia locativa com o jornalismo. Entendo que há aproximações e tensões em decorrência da configuração de cada área. Entretanto o que me parece comum é a possibilidade expandida de emissão de informação (tela acima) vinculada aos dispositivos móveis digitais e as conexões sem fio. Tanto para o jornalismo quanto para as mídias locativas temos aí implicações novas.
Outra perspectiva que apresentei enquadrei foi: "como estudar os fenômenos da comunicação móvel com os métodos e teorias clássicas pensadas para a comunicação de massa?". Raciocínio semelhante foi feito pelo José Carlos Ribeiro anteriormente.
E para encerrar, gostaria de reiterar que cursos como este, sem sobra de dúvidas, oportunizam discussões novas em busca de respostas para novos problemas colocados pela emergência das mídias locativas, da comunicação móvel e de todas estas práticas associadas às redes e aos processos de digitalização.
Para quem não teve oportunidade de estar presente, uma série de vídeos estão disponíveis sobre a apresentação de André Lemos, José Carlos Ribeiro e Fernando Firmino ou ainda trechos das transmissões ao vivo via Qik http://qik.com/andrelemos
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Inscrições abertas para o curso de Mídias Locativas na FACOM/UFBA

Lembramos aos interessados na discussão que o Curso Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade está com as inscrições abertas através http://www.fapex.ufba.br/mof/
Abaixo segue as informações completas do curso com professores, temas e respectivas ementas.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
GRUPO DE PESQUISA EM CIBERCIDADE
CURSO DE EXTENSÃO
MÍDIAS LOCATIVAS – COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE
COORDENADOR
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS, PESQUISADOR 1 DO CNPQ
PROFESSORES DO CURSO
EQUIPE DO GPC
André Lemos, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
José Carlos Ribeiro, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
Macello Medeiros, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Fermando Firmino da Silva, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Luiz Adolfo Andrade, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
EMENTA
O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da “internet das coisas”. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet “pingando” nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados “atentos” a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.
CARGA HORÁRIA
15H
PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.
ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.
QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO
HORÁRIO
19 às 22H
INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA
CUSTO
Profissional – R$ 100,00
Estudante – R$ 50,00
CALENDÁRIO DO CURSO
11 DE MAIO - MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS – Prof. Dr.. André Lemos
12 DE MAIO - REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. Dr. José Carlos Ribeiro
13 DE MAIO – JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Fernando Firmino
18 DE MAIO – JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Luiz Adolfo Andrade.
19 DE MAIO – BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Macello Medeiros
PROGRAMA DAS DISCIPLINAS
11 DE MAIO
MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS.
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS
EMENTA
As formas e artefatos comunicacionais têm transformado os espaços sociais desde as primeiras cidades até as metrópoles contemporâneas. As mídias locativas, agregando conteúdo informacional a um local específico, criam novas formas de ação no espaço urbano. Vemos essas mudanças na agregação de pessoas em áreas Wi-Fi, na busca por zonas de acesso às redes de telefonia celular, nas trocas de SMS, fotos ou vídeos, nas conexões em redes bluetooth, na emissão de dados por etiquetas de rádio freqüência, RFID3. A mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação, a fase da “internet das coisas”. As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades. Mostraremos nesse módulo como as formas sociais emergentes dessas mídias de função pós-massiva, aliadas às tecnologias móveis (dispositivos e redes de comunicação como palms, laptops, GPS, celulares, etiquetas RFID, Wi-Fi, bluetooth), criam novos processos de controle informacional do espaço, em novos “territórios informacionais”. Para tanto, criamos uma tipologia das mídias locativas e definimos os territórios informacionais como heterotopias (Foucault) da ciberurbe. Mostramos exemplos concretos a partir de experiências em meio, geolocalização, anotações urbanas e realidade aumentada, games, jornalismo, etc. Apontamos também algumas questões ligadas ao controle, vigilância e invasão da privacidade.
BIBLIOGRAFIA
Beslay, Laurent., Hakala, Hannu., Digital Territory: Bubbles., in Vision Book, 2005., http://europa.eu.int/information_society/topics/research/visionbook/index_en.htm
Bourdin, Alain., A Quesão Local. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.
Castells, Manuel., A era da intercomunicação, in Le Monde Diplomatique., in http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379, 2006.
Foucault, Michel, De Outros Espaços., in Architecture, Mouvement, Continuité, 1984, traduzido por Pedro Moura, disponível em http://www.rizoma.net/interna.php?id=169&secao=anarquitextura
Hemment, D., Evans, J., Humphries, T., Raento, M., Locative Media and pervasive surveillance: The Loca Project., in http://www.drewhemment.com/2006/locative_media_and_pervasive_surveillance_the_loca_projectby_drew_hemment_john_evans_theo_humphries_mika_raento.html., 2006
Lemos, A. (2008) Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir., São Paulo: EDUC., pp. 207-230.
Lemos, A., (2007). Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dosDispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multirredes (DHMCM). Revista Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v.4, n.10, p.23-40, jul.
Lemos, A.(2009). Mobile Communication and New Sense of Places. A Critique of Spatialization in Cyberculture. No prelo. Galáxia, PUC -SP.
Lemos, André., Ciberespaço e Tecnologias Móveis: processos de Territorialização e?Desterritorialização na Cibercultura., COMPÓS, Baurú, SP, junho de 2006.
Lemos, André., Cidade Ciborgue., in Galáxia. Revista Transdisciplinar de Comunicação, Semiótica, Cultura., n. 8, PUC-SP, São Paulo, EDUC:Brasília, 2004
Lemos,André (org). Ciberurbe. A cidade na sociedade da informação, RJ, Ed. E-papers, 2005.
McCulloug, M., (2). On The Urbanism of Locative Media, Places 18.2, p. 27., 2006., http://repositories.cdlib.org/cgi/viewcontent.cgi?article=2243&context=ced/places
Pope, S. The Shape of Locative Media, Mute Magazine Issue 29 (9 February 2005)., http://www.metamute.com/look/article.tpl?IdLanguage=1&IdPublication=1&NrIssue=29&NrSection=10&NrArticle=1477
Rheingold, H., Smart Mobs. The next social revolution., Perseus Publishing, 2003.
Santaella, L. (2008). A Estética Política das Mídias Locativas. In Nómadas, n.. 28. Abril 2008. In http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/colombia/iesco/nomadas/28/12-estetica.pdf
Tuters, Marc. The Locative Utopia., in http://www.locative.net/tcmreader/index.php?endo;tuters , 2006.
12 DE MAIO.
REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. DR. JOSÉ CARLOS RIBEIRO
EMENTA
Este módulo se propõe a mapear e discutir alguns elementos que compõem o quadro das trocas sociais efetivadas através do uso das mídias locativas nos espaços dos centros urbanos. A partir da análise de diversos exemplos, procura-se evidenciar as principais características que se revelam como promotoras de mudanças nas redes e nas dinâmicas sociais vivenciadas por seus participantes. Em uma perspectiva mais ampla, busca-se também examinar em que medida estas manifestações singulares servem de base para se pensar em uma gradativa mudança em padrões habituais de sociabilidade no contexto contemporâneo.
BIBLIOGRAFIA
Albrecht, K., McIntyre, L. Spychips. How Majors Corporations and Government Plan to Track Your Every Purchase and Watch Your Every Move., NY: Plume Book, 2006.
Kraan, A. To Act in Public through Geo-Annotation. Social Encounters through Locative Media Art. In OPEN no. 11 Hybrid Space. Disponível em http://www.skor.nl/download.php?id=3234.
Lemos, A. Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir. São Paulo: EDUC, pp. 207-230, 2008.
Meyrowitz, J. No Sense of Place. The impact of Electronic Media on Social Behavior. London: Oxford University Press, 1985.
Ribeiro, J. C. ; Brunet, K. ; Falcão, T. Comunicação Móvel e Jogos em Espaços Híbridos. E-Compós (Brasília), v. 11, p. 02, 2008. Disponível em http://www.compos.org.br/ seer/index.php/e-compos/article/view/247/275.
Shirvanee, L. Locative Viscosity: Traces Of Social Histories In Public Space. Disponível em http://leoalmanac.org/journal/vol_14/lea_v14_n03-04/lshirvanee.asp.
Siegemundand, F.; Florkemeier, C. Interactionin Pervasive Computing Settings using Bluetooth-enabled Active Tags and Passive RFID Technology together with Mobile Phones. Disponível em http://xml.coverpages.org/Siegemund-BluetoothRFID.pdf.
13 DE MAIO
JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. MSC. FERNANDO FIRMINO
EMENTA
As tecnologias móveis digitais em redes sem fio e as tecnologias baseadas em localização penetram cada vez mais no ambiente jornalístico e formatam novas práticas comunicacionais. Observamos que a mobilidade expandida na produção, distribuição e consumo de informação propiciada por estes dispositivos, reconfigura o jornalismo em suas rotinas jornalísticas, nos seus produtos e na forma como a audiência lida com a informação na sociedade contemporânea. Portanto, nosso objetivo com o curso é oferecer um panorama da área e discutir as potencialidades e implicações do jornalismo e mobilidade como categoria sob a perspectiva do jornalismo móvel e do jornalismo locativo. Mostraremos experiências midiáticas com abordagem dos aspectos de mobilidade e localização vinculados às mídias locativas e à comunicação móvel.
BIBLIOGRAFIA
Briggs, Mark. Journalism 2.0 – how to survive and thrive (a digital literacy guide for the information age. Disponível em http://www.kcnn.org/resources/journalism_20/ acesso em 27 dez. 2007.
Goggin, Gerard. Cell Phone Culture – mobile technology in everyday life. New York: Routledge, 2006
Lemos, André. Cidade e mobilidade. Telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais. Revista MATRIZes n.1 out. 2007
Pavlik, John V. Journalism and new media. New York: Columbia University Press, 2001
Paterson, Chris. Domingo, David (orgs.). Making Online News - the ethnography of new media production. New York: Peter Lang, 2008
Pellanda, Eduardo. Internet móvel: novas relações na cibercultura derivadas da mobilidade da comunicação. (tese doutorado). Porto Alegre: PUC-RS, 2005
Pardo Kuklinski, Hugo; BRANDT, J.; PUERTA, J. P. Mobile web 2.0. A theoretical – technical framework and developing trends. International Journal of Interactive Mobile Technologies (iJIM). Vol. 2, No. 4, p. 54-61, 2008
Quinn, Stephen; LAMBRE, Stephen. Online Newsgathering – research and reporting for journalism. Oxford: Focal Press, 2008.
Santaella, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007
Salaverría, Ramón.; AVILÉS, José Alberto García. La convergencia tecnológica em los medios de comunicación: retos para el periodismo. Trípodos, número 23, Barcelona, 2008, p. 31-47
Silva, Fernando Firmino da. Edição de imagem em jornalismo móvel. In FELLIPI, Ângela; SÓSTER, Demétrio de Azevedo; PICCININ, Fabiana (orgs.). Edição de imagens em jornalismo. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008
Silva, Fernando Firmino da. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: Amaral, A.; Recuero, R.; Montardo, S. (orgs.). Blogs.com: Estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009
18 DE MAIO
JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIA LOCATIVA.
PROF. MSC. LUIZ ADOLFO DE ANDRADE
EMENTA
O objetivo deste módulo é explorar a relação entre jogos eletrônicos e as mídias locativas. Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos games, considerando os diferentes gêneros e plataformas. Mostrar o formato dos pervasive/ubiquitous games, criados com base no paradigma do Computador do Século XXI e viabilizados pelo advento das redes sem fio, plataformas móveis e mídias locativas. Apresentar a classificação atual destes games (pervasive games, alternate reality games, ubiquitous games, cross-media games, etc) acompanhada dos principais projetos, no mundo. Explicar como é feito o design destes jogos, destacando papel das mídias locativas e suas diversas finalidades - marketing, treinamento, educação, política, etc.
BIBLIOGRAFIA
Andrade, Luiz Adolfo de. Efeitos em terceira pessoa e funções pós-massivas: o caso de Obsessão Compulsiva. Trabalho Apresentado no II Simpósio da ABCIBER (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura. São Paulo: PUC, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134
Andrade, Luiz Adolfo de. Realidades Alternadas ou revelações de Lost sobre games e ficção seriada. Trabalho apresentado no Colóquio internacional Televisão e Realidade. Salvador: UFBA, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134
Mcgonigal, Jane. The Puppet Master Problem: Design for Real-World, Mission-Based Gaming.” Second Person. MIT Press, January 2007. Eds. Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin. Http://www.avantgame.com/writings.htm
Lemos, André. Mídia locativa e territórios informacionais. 2007. Disponível em http://www.andrelemos.info/artigos/midia_locativa.pdf
19 DE MAIO
BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS.
PROF. MSC MACELLO MEDEIROS
EMENTA
O advento dos artefatos móveis como os smartphones (celulares de última geração), PDAs, Notebooks e Netbooks vem reconfigurando a forma do consumo de informação. As conexões via tecnologia Bluetooth, por exemplo, estão sendo utilizadas para o envio de conteúdo informativo para esse dispositivos como podemos constatar na ações de Bluetooth Marketing. Esse tipo de ação é realizada em um lugar determinado, geralmente lojas, stands de vendas, shoppings, bares e restaurantes, onde os clientes portadores de artefatos móveis como os celulares podem receber cupons de desconto, informações do cardápio, promoções, peças de campanha publicitária, etc. A proposta do curso é entender o funcionamento básico da tecnologia bluetooth nos artefatos móveis e as suas implicações nos usos e práticas comunicacionais contemporâneas.
BIBLIOGRAFIA
Anderson, Chris. A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho. São Paulo: Editora Elsevier, 2006.
Beltrão, Luís; Quirino, Newton de Oliveira. Subsídios para uma teoria da comunicação de massa. São Paulo: Summus, 1986/2003.
Canetti, Elias. Massa e Poder. São Paulo: Companhia das letras, 1995.
Castells, Manuel. A Era da Intercomunicação. Artigo do site Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379
Kumar, Krishan. Da Sociedade Pós-Industrial à Pös-Moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2006.
Lemos, André. Mídia Locativa e Territórios Informacionais, in Carnet de Notes http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/locativa.pdf , janeiro, 2007.
______________ Cidade e Mobilidade. Telefones Celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais., in Matrizes, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação., USP, ano 1, n.1, São Paulo, 2007, ISSN 1982-2073, pp.121-137.
Mackenzie Adrian in SHELLER, Mimi; URRY John. Mobile Technologies of The City. New York: Editora Routledge, 2006
Oliveira, Ricardo Augusto Rabelo. Bluetooth e Multimídia. Anais do IV Workshop em Tratamento de Imagens, NPDI/DCC/ICEx/UFMG, p. 14-25, Junho de 2003.
Prado, Eduardo. Mobile Marketing: Uma Nova Mídia Digital. Artigo do site TELECO. Disponível em http://www.teleco.com.br/emdebate/eprado21.asp.
Tahtinen, Jaana. Mobile Advertising or Mobile Marketing. A Needs for a New Concept? In FeBR 2005 – Frontiers of e-Business Research 2005. Conference Proceedings of eBRF 2005 pp. 152-164.
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Curso sobre Mídias Locativas na UFBA
Está "no ar" o novo site do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa. O site ainda está em construção mas já pode ser visitado. Ressalto e aproveito para divulgar o Curso de Extensão sobre Mídias Locativas que começa no dia 11 de maio a noite.
Peço que divulguem. As vagas são limitadas. Abaixo a ementa e informações gerais. Mais detalhes no link.

EMENTA
O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da ?internet das coisas?. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet ?pingando? nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados ?atentos? a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.
CARGA HORÁRIA
15H
PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.
ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.
QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO
HORÁRIO
19 às 22H
INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Repórter 3G do Extra: mobilidade e conteúdo multimídia em reportagens de campo
O Extra, desde janeiro de 2009, está com o projeto "Repórter 3G" baseado na incorporação à produção jornalística de tecnologias móveis digitais em redes de terceira geração. Os repórteres munidos de celulares e notebooks realizam reportagens de campo, editando e enviando direto do local o conteúdo produzido (áudio, vídeo, textos e imagens) e que pode ser visto aqui.Hoje foi publicado no Globo Online, no canal Amanhã no Globo, um relato do trabalho dos repórteres que permite uma visualização de como está sendo articulado o uso de tecnologias móveis digitais no Extra. Veja alguns trechos:
O projeto de Jornalismo 3G do Extra foi o tema do bate-bapo que os estagiários tiveram ontem com o editor de Cidade e Polícia do Extra, Fábio Gusmão, e o repórter Fernando Torres. Desde janeiro, os repórteres do jornal vão para a rua munidos de notebook e celular com câmera e, além de apurar para o jornal impresso, produzem material multimídia para o Extra online. O próprio jornalista filma, edita e envia os vídeos e áudios em tempo real, direto da rua, da calçada, do carro de reportagem, ou de onde mais a notícia permitir.
.................
- Online x impresso: O repórter 3G tem que fazer a cobertura para o online, mas também tem que guardar o lide do dia seguinte. Não pode correr o risco de ir para a pauta e priorizar o vídeo. Tem que se preocupar com tudo ao mesmo tempo agora. Vídeo é importante, mas o repórter não pode se esquecer da apuração e da fotografia, sem a qual não há matéria no dia seguinte."
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Estúdio portátil da Reuters

Este é o Kit para os jornalistas móveis ou multimídias da agência Reuters apresentado recentemente. O kit, uma espécie de estúdio portátil, é composto por câmeras de vídeo, microfones, iluminação, tripé e monitor, além de outros acessórios como pode ser visto nas duas imagens acima. A câmera Flip também é utilizada como ferramenta.
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Mogulus anuncia o lançamento do Procaster para transmissões ao vivo


Manifesto sobre mídias locativas
Este blog tem discutido, ao longo destes dois anos, muitas questões relativas ao jornalismo móvel e ao jornalismo locativo como parte da minha tese de doutorado em andamento. Este panorama está englobado dentro de algumas das práticas das mídias locativas especialmente em relação à geolocalização, à ubiquidade e à pervasividade propiciadas pelas novas formas de consumo e de produção de conteúdo atreladas à introdução das tecnologias móveis e conexões sem fio no contexto contemporâneo. Portanto, para um aprofundamento de todos estes aspectos sugiro a leitura indispensável do "Manifesto sobre as mídias locativas" do professor e do meu orientador de tese, André Lemos, publicada ontem na revista eletrônica 404nOtF0und.
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Jornal Canadense utiliza códigos de barra 2D para levar notícias ao celular
O National Post do Canadá passou a utilizar, desde o início de abril, códigos de barra 2D ScanLife na edição impressa do jornal, uma espécie de QR Code. Desta forma, um celular como iPhone munido de um aplicativo-leitor do código poderá acessar material complementar (áudio, video, imagens, páginas web). O projeto é similar ao inaugurado pelo A Tarde de Salvador em dezembro do ano passado com a tecnologia QR CODE. A diferença é que o ScanLife é proprietário, o que pode limitar a expansão do projeto. No vídeo acima é demonstrado como o leitor pode utilizar o ScanLife para a partir do jornal acessar conteúdos no celular. Mais uma vez temos aí um exemplo de interface entre uma mídia analógica e outra digital numa aproximação e interação entre plataformas objetivando a disponibilização de conteúdo jornalístico.
Veja a descrição do uso do Scanlife no National Post:
This is a Scanlife 2D barcode, and with it, the National Post is revolutionizing the way our newspaper and mobile website interact to bring you the freshest, most relevant content possible. Here's how it works:
1. On your smartphone, go to getscanlife.com and download the free Scanlife application. (Standard data rates apply.)
2. Use the Scanlife application to take a photo (or scan) of any 2D barcode like this one in the National Post.
3. Information in the barcode will instantly direct your mobile browser to relevant content on our mobile site at m.nationalpost.com.
And that's it! Check out our instructional video below for a more detailed tutorial on how to use Scanlife codes in the National Post."
Globo embarca no celular
Desde a semana passada que tentava publicar algo sobre a iniciativa da tv Globo de produzir telejornal especificamente para celulares e transmissão para ônibus. Agora sobrou um tempinho para comentar esta questão. Como todos sabem o modelo de tv digital brasileiro, originado do padrão japonês, permite o acesso também em dispositivos móveis preparados para receber o sinal digital. A Samsung já lançou no Brasil, em 2008, celulares com capacidade de recepção da tv digital aberta. Entretanto, há outro movimento em paralelo e mais rápido que este, a chamada tv móvel, com transmissão via streaming para celulares ou em forma de "pilulas" para aparelhos como o iPhone que não é exatamente a tv digital. É neste terreno que a Globo promete entrar com ênfase a partir deste ano com o lançamento de telejornais para celulares.A Globo tem explorado bem, através dos seus sites globo.com e g1, o uso de vídeos on demand de sua programação. Logo após o fim de programas jornalísticos como Jornal Nacional as reportagens ficam imediatamente disponíveis no portal globo.com para iPhone. Em casos mais específicos como partidas de futebol é possível assistir no celular os gols ou melhores lances minutos depois de acontecerem.
As empresas de comunicação começam a investir na convergência e na mobilidade propiciada pelos dispositivos móveis como celular. Com a variação de redes disponíveis (3G, Wi-Fi) o usuário pode navegar na web ou acessar vídeos de praticamente qualquer lugar, de forma ubíqua. No anúncio da nova programação da emissora, no último domingo, William Bonner deu ênfase na intenção de levar a notícia para qualquer plataforma e para qualquer lugar. É algo parecido com o que o Globo propos no ano passado com sua campanha "muito além do papel de um jornal" defendendo a estratégia de que "Nosso negócio é informação, multiplataforma, multimarca e multigeografia".
Na contracapa do livro "tv digital no Brasil - tecnologia versus política" (SENAC, 2008), de Renato Cruz, um trecho sintetiza este novo cenário em experimentação pelos broadcast: "Televisão no celular. Televisão pela linha telefônica. Pela Internet. Pela tomada de energia elétrica. Pela rede sem fio WiMax. No iPod. No computador. No carro, no trem, no barco e no metrô. Por todas as redes, em qualquer lugar e em todos os dispositivos."
Resumo: o celular torna-se uma poderosa plataforma para recepção e para produção de conteúdo jornalístico neste ambiente de convergência em andamento.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
QR Code: do impresso para o celular


No dia 10 de dezembro de 2008 anunciamos aqui no blog a implantação da tecnologia QR Code no jornal impresso A Tarde, de Salvador, uma iniciativa pioneira no país em um jornal. Em 11 de março deste ano apresentamos outra experiência do uso de QR Code no canal de tv Multishow. Agora nos deparamos com a revista Viagem, da editora Abril, que está colocando os códigos em algumas de suas matérias para remeter para fotos, vídeos e outras informações complementares dos roteiros turísticos. Desde a edição de dezembro que a revista Viagem utiliza o recurso como forma de estabelecer uma conexão impensável há dez anos, por exemplo, entre uma mídia impressa e digital.
A tecnologia QR Code ainda é pouco conhecida no Brasil, mas no Japão é utilizada de uma forma corriqueira para acessar no celular todo tipo de informação como em cinemas, museus, metrô além dos usos em práticas da mídia locativa. O professor André Lemos, da FACOM/UFBA, vem desenvolvendo algumas experiência neste sentido junto ao Grupo de Pesquisa em Cibercidades e a disciplina de mídia locativa da graduação. O próprio André Lemos foi o primeiro a me apresentar a tecnologia e demonstrar seu funcionamento nos celulares.
O uso artístico ou informacional do QR Code demonstra o potencial de sua utilização em variadas formas a partir do acionamento das tecnologias móveis digitais com um leitor do código incorporado e a disponibilidade de conexões sem fio que gera esta interessante interface entre o analógico e o digital.
(as fotos acima são da edição de abril).
Leia mais sobre o assunto na nossa tag QR Code


