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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

AO VIVO direto do celular

Acabo de ler um artigo bastante interessante de Darren Waters, do blog dot.life, da BBC. Ele aborda em Going live from mobile uma tecnologia desenvolvida pela empresa do Vale do Silício Qik que permite a transmissão em streaming (tempo real) a partir de um celular. Para isto o próprio Darren Waters testa sua funcionalidade numa entrevista ao vivo com um dos diretores da empresa (veja o vídeo). O artigo apresenta algumas observações e questões pertinentes em torno dos telefones celulares e sua transformação em dispositivos multimídias. Em específico para esta ferramenta da Qik demonstra-se a potencialidade para uso por blogueiros, jornalistas cidadãos e profissionais do mainstream media. Leia alguns trechos do artigo:

"Mobile phones are transforming into multimedia devices. From photos to GPS and video phones are being put to extreme challenges. One Silicon Valley based firm, Qik.com, has developed a tool which turns your phone into a live broadcasting system.
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You can embed your Qik "channel" on pretty much any website and people can watch your exploits live, leave comments, or watch the video back later as it sits on Qik's servers.
Qik is a great example of how mobile phones are taking full advantage of technologies which are collapsing into one device - multimedia capabilities, messaging, always on connections and the robustness of the phone's operating system.
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The great strength of mobile handsets is that they transcend space and time. Video can be recorded and then played back on the net, via sites like YouTube, whenever we want.
Do we want our lives to be actually "live"? Ramu Sunkara believes we do.
I think Qik offers great potential for bloggers, citizen journalists and potentially professional broadcasters.
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My one question that keeps nagging at the back of mind though is - does the mainstream want to broadcast live from a phone? What do you think?"

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Celulares, protestos e tempo real

Jornal americano está usando celulares para transmissão em streaming (em tempo real) dos Protestos contra a China na passagem da tocha olímpica pelas ruas dos EUA. O jornal online The Sacramento Bee utiliza a tecnologia Qik, a mesma já testada pela BBC e ADNs conforme posts já publicados. Com a tecnologia, os repórteres transmitem em tempo real direto para o site ou blog. Diversas aplicações vêm surgindo e favorecendo a prática do jornalismo móvel e o uso de dispositivos móveis como plataformas de produção. Portanto, tecnologias da mobilidade e jornalismo se aproximam cada vez mais. Veja os videos e matéria publica em Journalism.Co.Uk



Trecho
"US newspaper The Sacramento Bee has been using mobile phone technology to relay video of protests against the Olympic torch procession, in San Francisco, in real time.By using Qik, a technology that allows live streaming from videophones to a flash player embedded on a website or blog, reporters were able broadcast moving images as events unfolded - effectively replicating a live TV news service at a fraction of the cost and with the flexibility to move freely and quickly.Reporter Manny Cristomo captured street-level action of clashes between supporters of China and Tibet, as well as the general turmoil of an event that took an unexpected series of twists, with a mobile phone mounted on his DV camera.Images captured by the videophone were automatically relayed by the Qik technology for live broadcast on its website.Desk staff were then able to download the content and add it to the newspaper's own video player (right) as an immediate account of events.Higher quality video shot on location on the dedicated digital camera could then be edited and added sometime later."Our goal is to try and create an immediacy for our online video, it's [using Qik) experimental, we have been using it for just the last two weeks," Mark Morris, the Bee's director of multimedia, told Journalism.co.uk."We see it as a way of posting editorial content immediately online, I think we had something posted on our site within 15 minutes of everything being transmitted into Qik."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Tecnologia inédita de transmissão de texto em tempo real é utilizada na Espanha


Parceria entre a ADN.es e a empresa Qik proporcionou a transmissão ao vivo com texto, fotos, áudio e vídeos da inauguração do trem AVE de alta velocidade de Madri à Barcelona. Foram utilizados celulares Nokia N95 com um aplicativo específico que permitia a transmissão pioneira de textos ao vivo (ou seja: o texto é construído e visto na tela simultaneamente à digitação do repórter). Veja o resultado da experiência, as fotos do trem bala e os vídeos produzidos em tempo real. Abaixo transcrição da reportagem com os detalhes dos dispositivos móveis utilizados e os aplicativos.
"Suena raro pero es fácil de explicar. La colaboración entre ADN.es y la empresa Qik nos ha permitido hoy retransmitir en directo el viaje de los dos AVE que conectan Madrid y Barcelona. Lo hemos hecho gracias a una aplicación informática diseñada por esta pionera empresa de nuevas tecnologías. El programa se instala en nuestros móviles N95 y nos permite transmitir vídeo, audio y también -y aquí está la verdadera novedad- texto en directo. Cuando el reportero está emitiendo, los usuarios pueden 'chatear' con él sugiriéndole preguntas o acciones.
Todo esto a la misma velocidad que el AVE, más rápido que la televisión, la radio y, desde luego, que cualquier otro medio digital. El periodismo y la tecnología, como explica el co-fundador de Qik, hermanados más que nunca abriendo una línea directa entre el usuario y el periodista.
En ocasiones se crea un pequeño retraso. El vídeo, por decirlo así, se acumula, y se emite íntegro más tarde. Qik guarda todos los vídeos, cada uno con una dirección distinta.
Ahora ya no están 'online' pero puedes leer las crónicas y los vídeos de nuestros reporteros Diego Casado (Madrid-Barcelona) y Joel Albarrán (Barcelona-Madrid). Tú también puedes emitir tus vídeos en Qik, avísanos si lo haces (adntv@adn.es) porque en breve crearemos un canal en ADNtv para emitirlos."

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Microblogs e streaming video em coberturas jornalísticas instantâneas


Venho acompanhando o desenrolar da relação entre os microblogs, das ferramentas de streaming video e o uso de dispositivos móveis para coberturas jornalísticas. Hoje foi publicado um post no Dot.Life da BBC com um relato de cobertura do evento de música da Apple com o uso de Twitter, o aplicativo Qik, a câmera de baixo custo Flip e rede 3G . Veja trecho do relato:

  • "Along with the micro-blogging, I managed a bit of instant video, using Qik. The quality is pretty poor - it's being streamed over a 3g network which seemed to struggle to get into the hall - but immediacy is the thing here. Apple is very controlling and bans live video relays of these events, so there is a kind of "pirate" appeal to getting the pictures out ahead of time. We now have a new BBC application which takes video straight from a mobile phone and feeds its straight to our broadcast server - but I judged these pictures did not merit that treatment."
O post da BBC é bem próximo do artigo "Jornalismo Live Streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano" que apresentarei em novembro na SBPJOR. Neste artigo discuto "a incorporação pelo jornalismo de ferramentas de geração de live stream (ao vivo) na produção da notícia. Com a expansão da infra-estrutura de tecnologias móveis digitais e conexões sem fio como Wi-Fi e 3G, aliadas ao desenvolvimento de aplicativos avançados na web, o jornalismo experimenta uma interface entre a mídia de massa e a mídia de funções pós-massiva na construção do tempo real na relação com o espaço urbano e a mobilidade. A reapropriação destas ferramentas para a produção jornalística introduzem novos critérios de noticiabilidade. Compreender estas mutações são fundamentais para um enquadramento conceitual do próprio futuro do jornalismo num ambiente de convergência e de digitalização midiática." Apresento neste paper algumas experiências brasileiras com comunicação móvel através do uso de ferramentas como o Twitter, Qik, Ustream, Justin.tv, Kyte.tv, Cover It Live, Mogulus Live Broadcast, Flixwagon. Mais a frente disponibilizarei este artigo para os interessados na temática.

sábado, 9 de agosto de 2008

Ao vivo do celular

"Live From Your Phone - Broadcasting video direct your cell". Este é o título da matéria jornalística de Brian Braiker da Newsweek relatando que na semana passada políticos no Congresso americano foram surpreendidos com transmissão ao vivo do local quando já havia sido encerrada a sessão oficial para entrada no recesso de verão. Não havia repórteres com câmeras convencionais, entretanto Mike Pence, de Indiana, filmou em tempo real uma discussão sobre política de energia a partir de um celular Nokia N95 e o aplicativo Qik. A matéria mostra as implicações que os celulares com câmera embutida e os serviços de streaming de vídeo ao vivo como Qik, Kyte.tv e Flixwagon representam para a cena atual com a possibilidade de transmissões como um broadcast de televisão. Para Braiker os celulares seriam verdadeiras estações de televisão em tamanho de "bolso" (pocket-size) ou estúdios portáteis de televisão que se pode carregar para qualquer lugar para filmar e editar com qualidade de DVD (com o Nokia N95). Enviei artigo para a SBPJor 2008 que trata do tema na perspectiva do jornalismo em live streming e a configuração do tempo real, da mobilidade e do espaço urbano em torno do fenômeno. Leia trecho abaixo:

  • "Portanto, o aporte destas ferramentas oriundas da web e dos dispositivos móveis instauram novas formas de geração de transmissão em tempo real adotadas pelo jornalismo digital e também incorporadas pelos broadcasts para a emissão ou recepção de conteúdo em situação de mobilidade. O surgimento das diversas plataformas tendem a consolidar uma característica de “ao vivo” através do uso de ferramentas como microblogs (Twitter, principalmente), moblogs e canais de stream como Qik, Ustream, Justin.tv, Kyte.tv, Cover It Live, Mogulus Live Broadcast, Flixwagon e de transmissão de jogos de futebol em tempo real na web através de canais de minuto-a-minuto. Constatamos que há um movimento dos meios de massa como televisão no sentido de estabelecer uma aproximação e interação maior com estas modalidades emergentes do jornalismo digital [...] centradas no uso de celulares para as transmissões para a web ou para televisão. "

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Curso de mídias locativas: experiências e questões para pensar sobre o tema

Durante esta semana participei do curso "Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade", organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cibercidades da UFBA, organizado pelo professor André Lemos e que acontece no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA. Na quarta-feira (13/05) apresentei o tema "jornalismo e mídias locativas", mas me antecedendo tivemos na segunda-feira o André Lemos, na abertura do curso, com o tema "Mídia locativa - Comunicação e Mobilidade. Introdução e aspectos gerais"; e na terça-feira José Carlos Ribeiro abordando "Redes sociais e mídias locativas".
Algumas considerações sobre os três primeiros dias (o curso continua na próxima semana):

1.Mídias locativas é um tema relativamente novo na forma e nas práticas desencadeadas no contexto contemporâneo. Neste sentido há uma curiosidade em entender o que significa e que implicações traz para os estudos da cibercultura e da comunicação. Por trás desse objeto está uma série práticas associadas a emergência das conexões sem fio, de tecnologias móveis associadas a localização e todas as questões em torno da mobilidade.
2.Durante o curso foi interessante notar a atenção de um público muito interessado em conhecer melhor as pesquisas e discussões sobre o tema. O Grupo de Pesquisa em Cibercidades é um dos pioneiros no país quando se tratar da abordagem mídias locativas e, no momento, concentra um considerável número de pesquisadores de mestrado e doutorado com estudos voltados para a observação de fenômenos enquadrados nesta categoria. Estudos sobre games, jornalismo, mapas na web, redes sociais, enfim....
3.Portanto, para nós pesquisadores, é um entusiasmo participar de iniciativas como a deste curso à medida que temos a oportunidade de expor nossas pesquisas e debater com um público atento questões amadurecidas e outras que precisam ser postas para o aprofundamento. Além disso, o debate tem ido além do ambiente (auditório) invadindo microblogs e blogs (veja tag #midialocativa).
4.Além de falar sobre o impacto e as implicações das tecnologias móveis, da mídia locativa e derivados é importante experimentar. Neste sentido o curso também tem funcionado desta forma. Qr Codes, bluetooth, transmissões ao vivo via Qik e Twitter foram utilizados para potencializar o evento e dar visibilidade as tecnologias e suas aplicações de forma factível.

Na minha apresentação, na quarta-feira, apresentei vários aspectos de minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo móvel relacionando as questões da mídia locativa com o jornalismo. Entendo que há aproximações e tensões em decorrência da configuração de cada área. Entretanto o que me parece comum é a possibilidade expandida de emissão de informação (tela acima) vinculada aos dispositivos móveis digitais e as conexões sem fio. Tanto para o jornalismo quanto para as mídias locativas temos aí implicações novas.
Outra perspectiva que apresentei enquadrei foi: "como estudar os fenômenos da comunicação móvel com os métodos e teorias clássicas pensadas para a comunicação de massa?". Raciocínio semelhante foi feito pelo José Carlos Ribeiro anteriormente.
E para encerrar, gostaria de reiterar que cursos como este, sem sobra de dúvidas, oportunizam discussões novas em busca de respostas para novos problemas colocados pela emergência das mídias locativas, da comunicação móvel e de todas estas práticas associadas às redes e aos processos de digitalização. Slide 5
Para quem não teve oportunidade de estar presente, uma série de vídeos estão disponíveis sobre a apresentação de André Lemos, José Carlos Ribeiro e Fernando Firmino ou ainda trechos das transmissões ao vivo via Qik http://qik.com/andrelemos

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

JC Online transmite debate ao vivo no Recife através de celular 3G e tecnologia Qik

O Sistema Jornal do Commercio, Recife, foi pioneiro no uso da tecnologia 3G no jornalismo brasileiro com a criação, em novembro do ano passado, do projeto "Notícia Celular" da TV Jornal. Uma nova experiência se iniciou ontem no portal JC Online com a transmissão ao vivo do Debate dos Candidatos a Prefeito do Recife com o uso de um celular Nokia N95 e a tecnologia Qik para transmissão em streaming. Hoje foi transmitida entrevista para o Blog do Jamildo com o secretário de Saúde e vice-governador de Pernambuco, João Lyra, falando sobre a crise no setor. O Sistema Jornal do Commercio passa por um processo de convergência voltado para novas mídias e a adoção de celulares como plataforma de produção na TV, Portal e outros veículos do grupo. Este ano foi criada a diretoria de Novas Mídias para coordenar os processos voltados para a comunicação móvel e adoção de ferramentas jornalísticas.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cobertura ao vivo das eleições americanas em streaming via Qik e Mogulus


As eleições americanas, - fenômeno de audiência no mundo todo, principalmente por causa da crise econômica -, desperta as redes de televisão, portais de internet e cidadãos comuns a noticiar tudo que acontece naquele país. Com uma Internet bem mais estruturada que há quatro anos, quando George W. Bush reassumiu a Casa Branca, hoje nos deparamos com uma infinidade de tecnologias móveis e uma rede de alta velocidade 3G para acessar ou subir arquivos de qualquer lugar.

A combinação de ferramentas para live streaming está transformando a cobertura das eleições. Com um celular 3G na mão e o aplicativo Qik instalado, emissoras de televisão e portais de Internet transmitem a baixo custo e de forma ubíqua notícias ao vivo. Outra ferramenta potencializada é o Mogulus, uma espécie de estúdio de televisão online que permite transmissão ao vivo com recursos tipo legendas e a interação do público. Ontem o blog do Mogulus destacou as coberturas ao vivo do dia das eleições americanas de canais construídos em sua plataforma como The Daily News Journal , USA Today. Serão mais de 30 canais de grandes conglomerados utilizando o Mogulus para transmissões em streaming.

Comparação de cenários - antes 2004, agora 2008 - demonstram um crescimento significativo das possibilidades de transmissão por tecnologias móveis. Primeiro a banda larga de acesso a rede - tanto por conexões via fios/cabos quanto sem fios 3G e Wi-Fi tem uma nova perfomance; segundo prolifera a quantidade de tecnologias móveis digitais com capacidade multimídia como os smartphones e celulares. Em resumo: há uma nova paisagem midiática caminhando para experiências expressivas de jornalismo móvel.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cobertura móvel participativa no JC Online


Depois da cobertura experimental ao vivo da TV Cultura com o programa Roda Viva, que entrelaça num mesmo ambiente vídeos, fotos, microblog e transmissão simultânea, oJC Online estreiou ontem uma cobertura participativanos mesmos moldes para acompanhar o evento Oi Fashion Music. Com celulares 3G Nokia N95, câmeras digitais, notebooks e programas como Qik eCoverItLive os repórteres postavam fotos e textos, transmitiam videos ao vivo do evento e realizava enquetes com a participação do público. Cada vez mais o Sistema Jornal do Commercio caminha para coberturas integradas e o desenvolvimento de projetos de jornalismo móvel no Brasil. Leia alguns trechos da matéria sobre a cobertura do JC Online:

"Lá no teatro, uma verdadeira "micro-parafernalha" para que tudo funcionasse na experiência piloto. Três repórteres e um designer, munidos de laptop, câmeras fotográficas, celulares 3G e um notebook, foram deslocados para o local, de onde tudo pôde ser atualizado. No QG (que poderia ser em qualquer lugar onde estivesse rolando os desfiles ou nos bastidores), um dos repórteres recebia as informações e as disponibilizava, fazendo também a moderação dos comentários enviados pelas pessoas que estavam "assistindo" aos desfiles. A ferramenta possibilita ainda a postagem de enquetes em tempo real, ampliando a interatividade com o público. "


UPDATE 19h00 de 05/10: O portal JC Online também está fazendo cobertura das eleições 2008 com CoverItlive, Flickr e quatro câmeras geradas por celular no Qik.


terça-feira, 8 de julho de 2008

Revista Variety: direto do celular



O Qik está se tornando definitivamente "a" tecnologia para as transmissões ao vivo via celular e, o Nokia N95, o dispositivo mais usado. Repórteres da revista Variety estão realizando entrevistas em tempo real a partir de celulares e tecnologia Qik. É a mobilidade, ubiquidade e portabilidade presentes nas novas práticas do jornalismo potencializado por tecnologias móveis digitais e pela expansão das conexões sem fio. A banda larga 3G ou o acesso via Wi-Fi permitem acesso remoto via celular de praticamente todo lugar para a cobertura jornalística ou para entrevistas sem o aspecto invasivo causado pelas câmeras de vídeo e toda a parafernália da equipe televisiva. Veja mais sobre o assunto em Tiago Doria Weblog.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Repórter da Band entra ao vivo de um celular em cobertura de incêndio em Diadema



Repórter Pedro Mota, da equipe de jornalismo da Tv Band, entrou hoje ao vivo de um celular 3G do local de um incêndio em indústria química em Diadema, São Paulo. Do estúdio, Luiz Datena interagia com o repórter a partir das imagens na tela em transmissão via celular. Estas iniciativas fazem parte do projeto "Band Repórter Celular" que permite agilidade como a verificada no vídeo.
O jornalismo móvel se torna imbatível nestas situações de emergência quando as equipes de reportagem levam tempo até chegar aos locais dos acontecimentos com veículos de microondas, satélites e toda a preparação para entradas ao vivo. Com um dispositivo móvel digital 3G com aplicativos como QIK ou Movino basta apenas começar a gravar e pronto. São apenas questões de segundos para estabelecer a instantaneidade na cobertura. Mais tarde traremos novas atualizações desta cobertura. (obrigado Brandini).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Transmissão ao vivo por celular

Mais um serviço de transmissão ao vivo por celular via streaming, o Bambuser. A partir de um celular, webcam ou videocamera é possível realizar broadcast e assistir ao vivo ou sob demanda no site ou no celular. A notificação para o público e amigos pode ocorrer através de microblogs como Twitter, Pownce ou Jaiku. Há também neste serviço a possibilidade de interação com a audiência através de chat room e o uso de GPS-Tracking para identifica a localização de onde o celular está transmitindo. Outra plataforma bem conhecida de estream via celular é Qik.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Jornalismo móvel: JC OnLine na cobertura do Galo da Madrugada de Recife

Grandes eventos, grandes coberturas. O portal JC Online, do Recife, está realizando uma cobertura interativa do carnaval de Recife-Olinda. Para a cobertura do tradicional Galo da Madrugada deste sábado estão sendo utilizados cinco celulares de terceira geração Nokia N95, aplicativos Qik, Flickr e Cover It Live. Um canal especifico foi desenhado para comportar no mesmo ambiente as cinco câmeras em transmissão simultânea, as postagens das fotos e a seção minuto-a-minuto via Cover It Live com informações dos repórteres e participação interativa dos internautas.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Tecnologia 3G em transmissão ao vivo no portal Jornal NH Online



O Jornal NH Online, de Novo Hamburgo -RS, está realizando reportagens ao vivo com o uso de tecnologia de terceira geração (3G). A primeira reportagem do gênero em um portal de notícia na web brasileira ocorreu no dia 30/05 pelo Jornal NH numa reportagem sobre a baixa temperatura na região e durou quatro minutos. Para as transmissões estão sendo utilizados celular Nokia N95 de terceira geração e o software americano Qik. As matérias que forem exibidas em tempo real/streaming ganharão um selo indicando que está sendo gerada com tecnologia 3G. A idéia do portal, vinculado ao Grupo Sinos, é adotar a prática do jornalismo móvel nas reportagens de campo em tempo real para oferecer mais velocidade na transmissão de notícias e entrevistas. O diretor do Grupo Sinos, Fernando Alberto Gusmão, considera que o jornalismo móvel é uma tendência mundial.
As reportagens transmitidas ao vivo são posteriormente disponibilizadas no site com o texto explicativo "como funciona o jornalismo móvel": "Grupo Sinos está inovando ao entrar para o jornalismo móvel, uma tendência mundial que vem crescendo nos últimos meses. Tecnicamente, as reportagens ao vivo são veiculadas em Real-time video Streaming, um tipo de transmissão de dados que permite que o vídeo que está sendo captado na fonte seja disponibilizado pela Internet ao mesmo tempo em que está sendo produzido. O repórter utiliza um aparelho celular com câmera embutida que, através de conexão 3G, envia os dados ao servidor, de onde são colocados diretamente ao alcance dos internautas."

via Lambida Digital

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Entrevista: Sidclei Sobral fala sobre experiência de jornalismo móvel no JC OnLine do Recife


Entrevistamos via email um dos responsáveis pela viabilização da transmissão ao vivo por celular 3G do portal JC OnLine, ocorrida na última quinta-feira (28/08) durante o debate dos candidatos a prefeito do Recife. Trata-se do designer Sidclei Sobral (o segundo da esquerda para a direita foto). Formado em design pela Universidade Federal de Pernambuco, especializado em desenvolvimento de interfaces web e interessado no crescimento da web móvel e do jornalismo móvel, Sobral é um dos mais premiados profissionais do Brasil na assinatura de projetos de reportagens multimídias, dos quais o JC Online vem acumulando prêmios nos últimos anos. Ele coordena o departamento de Web-Design do JC OnLine desde 1998. Nesta entrevista Sobral comenta como foi concebido a experiência com jornalismo móvel do portal, os projetos na área mobile e também dos prêmios de jornalismo digital.

O Sistema Jornal do Commércio vem investindo em cobertura em tempo real desde 2005. Atualmente avançou com o uso da tecnologia de terceira geração. Como tem sido esta transição para tecnologias mais avançadas visando mais mobilidade para os repórteres e fotógrafos?
SIDCLEI SOBRAL - Por se tratar realmente de um processo de transição, as expectativas são maiores do que as mudanças propriamente ditas. A princípio, essa transição é um pouco tímida por parte de repórteres, talvez pela falta de perícia no manuseio de aparelhos mais sofisticados como o N95, apesar da boa usabilidade do aparelho. No que diz respeito aos fotógrafos, essa transição é mais natural, pois eles exploram muito mais as capacidades dos dispositivos. Falando específicamente dos repórteres do JC OnLine, estes estão muito mais animados e mais abertos a novas experiências com mobilidade, e percebem mais facilmente as potencialidades do uso de celulares como ferramenta de trabalho do repórter em situação de mobilidade. Paralelo ao uso do celular como ferramenta de trabalho, também procuramos usar o celular como canal de contato direto com o usuário, para que este possa enviar fotos, vídeos ou áudios direto para a redação. Trata-se de um canal a mais para viabilizarmos o jornalismo colaborativo, a exemplo do projeto Meu JC.

Na semana passada o portal JC Online iniciou experiências de jornalismo móvel com transmissão ao vivo através de celular do debate dos prefeituráveis do Recife. Fale um pouco sobre esta experiência. Que tecnologias vocês estão utilizando? Quais foram as dificuldades e qual o impacto da iniciativa na produção jornalística do portal?
SIDCLEI SOBRAL - Essa experiência foi muito positiva e vem sendo percebida como um marco nos mais de 10 anos de existência do JC OnLine. Tudo começou com a descoberta de uma aplicação gratuita (QIK), que abre um sinal de streaming direto de aparelhos celulares com câmera digital e acesso à internet. A partir daí foi fácil, pois tínhamos celulares Nokia N95 habilitados com plano de conexão 3G. O passo seguinte foi criarmos uma conta no site do software, fazer download gratuito da aplicação e iniciarmos os testes. Fizemos alguns testes utilizando a rede 3G e a rede wireless da redação e, em ambos os casos, os resultados foram positivos, o que nos deu segurança para tentarmos uma transmissão ao vivo de verdade. Foi o que fizemos no dia do primeiro debate entre candidatos a prefeito do Recife. O resultado da experiência foi bastante satisfatório, apesar da qualidade relativamente baixa das imagens transmitidas. Acreditamos que a baixa qualidade das imagens seja devido à oscilação da conexão 3G, pois no período de realização da transmissão, a conexão não estava das melhores. O software em si é bastante simples, permite configurações de conexão (Wi-Fi, HSDP, UMTS, etc), qualidade do vídeo (320x240, 640x480) e a definição se a visualização do vídeo é publica ou privada. No tocante à produção jornalística, não houve maiores problemas, pois o uso do celular como ferramenta de trabalho vem sendo bastante discutido, o que faz com que os repórteres estejam mais abertos a essas novas possibilidades. Um outro fator importantíssimo é o fato de que os estagiários já chegam à redação familiarizados com tais recursos, diferentemente dos "jornalistas das antigas", que são um pouco arredios a novas experiências. No caso específico da transmissão do debate eleitoral, mandamos dois repórters jovens e previamente treinados com a ferramenta.

Os celulares 3G estão sendo utilizados em que situações ou em que tipo de cobertura jornalística no Grupo?
SIDCLEI SOBRAL - Como disse anteriormente, as iniciativas ainda são tímidas dentro do Sistema Jornal do Commercio. A princípio, e não por acaso, os entusiastas dessas tecnologias são os repórteres do JC OnLine, e eles estão utilizando os celulares 3G para envio de áudio, vídeo e fotos para a redação em situações factuais de cobertura da imprensa (visitas do presidente Lula, por exemplo), cobertura de jogos importantes e em eventos que necessitem de cobertura em tempo real.

Além das iniciativas no campo do jornalismo móvel, o Jornal do Commercio e o portal JC Online são bastante premiados em relação a projetos de design e de reportagens multimídia, dos quais você é responsável pelo desenvolvimento do design. Entre os prêmios importantes estão "Prêmio Nuevo Periodismo (México) - 2007", "Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos - 2006". Como tem sido o desenvolvimento destes projetos que têm superado grupos de comunicação com uma infra-estrutura e uma equipe maior que a de vocês?
SIDCLEI SOBRAL - Graças aos prêmios, o JC OnLine vem conquistando respeito e credibilidade dentro e fora da redação. Isso é muito bom. Nos primórdios do JC OnLine (1998), o nosso papel era servir ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação em tudo que fosse relativo a internet. Nossa função era criar e manter os sites do sistema de comunicação. Com a solidificação do portal, a equipe ficou mais segura para desenvolver conteúdo próprio, e isso siginificava, pelo menos para mim, fazer algo diferente. E quando se trata de internet, fazer algo diferente é inovar em forma e conteúdo, livres das limitações do papel ou do tempo das mídias tradicionais. Foi o que fizemos! Graças a uma equipe unida e com um discurso coeso, foi possível desenvolver os mais variados projetos em jornalismo online com uma meta bastante clara: fazer melhor. Fazer melhor em termos de design e conteúdo. Acredito que é isso que nos leva adiante, apesar da pouca infra-estrutura e da equipe pequena que temos. Nossa percepção do jornalismo online vem se aperfeiçoando a cada dia e o advento de novas tecnologias colaboram para esse crescimento profissional. Quando olho para trás e vejo a quantidade de prêmios que conquistamos, vejo que estamos no caminho certo, e tenho o maior orgulho de fazer parte desse pedacinho da história e da evolução do jornalismo. Apesar das dificuladades peculiares de cada projeto, temos como premissa, em termos de design, superar o projeto anterior. É claro que nem sempre isso é possível, mas é nosso objetivo. Hoje em dia não se pode pensar em projetos jornalísticos multimídia, digital, interativo, imersivo, convergente ou móvel sem a figura do designer. O designer é um dos elementos-chave para desenvolvimento de qualquer documento jornalístico hipermidiático. A equação forma+conteúdo, ou design+jornalismo, é imprescindível para a formulação do jornalismo convergente.

#Legenda da foto acima: da esquerda para a direita: Thiago Lucio, Sidclei Sobral, Carol Carvalho e Jamildo Melo.

sábado, 19 de setembro de 2009

Equipe de 18 jornalistas da RTP em cobertura móvel de eleições




Uma equipe de 18 jornalistas da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) e Antena 1 está realizando cobertura jornallística das Eleições Legislativas 2009 a partir do uso de celulares dentro do conceito de jornalismo móvel. As atualizações ocorrem em tempo real com transmissões ao vivo, postagem de fotos ou via Twitter. "É uma iniciativa com uma dimensão inédita em Portugal. Para além do trabalho diário que os vários jornalistas realizam para a televisão e rádio, o uso do telemóvel em tempo real, na rua, abre uma nova dimensão", destaca matéria sobre a iniciativa.
A estrutura de cobertura móvel se utiliza de celulares 3G e das aplicações Flickr (para imagens), Qik (videos) e Twitter (para textos). Possivelmente seja esta a maior experiência de jornalismo móvel em grupos de comunicação em termos de quantidade de profissionais envolvidos (18 no total). A introdução de tecnologias móveis digitais em grandes coberturas ganha cada vez mais espaço, principalmente com o uso de celulares com tecnologia de terceira geração embarcada nos dispositivos.
No último post mostravamos a série de reportagens do Jornal da Record feita conduzida exclusivamente com um celular Nokia N95. A mobilidade e a portabilidade oferecidas pelos dispositivos móveis em redes sem fio permitem, de uma forma praticável, a emissão de conteúdo jornalístico a distância. Jornalismo-mobilidade-conexão e emissão estão numa relação mais intrínseca. E não somente os grupos de comunicação detêm estas possibilidades. O jornalismo participativo vem se apropriando dessa estrutura móvel para noticiar fatos de grande repercussão e caráter político, ativista, cultural.

domingo, 9 de maio de 2010

Embed no Twitter



Uma das melhores coisas da Web é o compartilhamento (de conhecimento, de dados, de aplicações). Os códigos embed para compartilhar vídeos, apresentações, fotos ou outro tipo de material tem propiciado a disseminação rápida de conteúdos por permitir a introdução destes (via códigos embed) diretamente no blog ou site. Faltava isto para o Twitter. YouTube, Flickr, Qik e outras aplicações já detêm essa possibilidade. O Twitter lançou o Blackbird Pie que faz isso simplesmente colando o endereço de URL do tweet. Com isto é possível incorporar no blog um tweet postado sem precisar salvar tela (veja imagem acima). Ou seja: temos o tweet em HTML.


RT @christofoletti: 212 blogs de pesquisadores em Comunicação = http://bit.ly/bCAu1p + 268 twitters de pesq da área = http://bit.ly/6KcG4eless than a minute ago via TweetDeck

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

YouTube ao vivo: demorou, mas está acontecendo


Um dos aspectos mais importantes do crescimento da Internet no século XXI e do surgimento de aplicações e plataformas cada vez mais sofisticadas foi o desenvolvimento da banda larga. As redes de alta velocidade vêm propiciando experiências diferenciadas no uso de diversos recursos multimídia ou da chamada Web 2.0. O YouTube é um dos beneficiados pela emergência da banda larga, mesmo ainda não sendo uniforme em todos os países ou no interior dos países como no caso do Brasil. Além da questão da infra-estrutura está o custo para manter uma verdadeira banda larga doméstica.
Mas como o maior repositório de vídeos da Internet, o YouTube avança por uma área que poderá ser um domínio natural da mesma, além de um novo modelo de negócios: o aluguel de filmes via streaming ou a transmissão ao vivo de shows ou de esporte.
No ano passado a transmissão ao vivo do show de U2 foi visto por mais de 10 milhões de pessoas. É um número significativo. É provável que em breve o YouTube também ofereça transmissões ao vivo por celular a exemplo do Qik e Kyte. O Google ocupa cada vez mais espaço com suas plataformas integradas.