terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Marc Augé: sobre Lévy-Strauss e os não-lugares

Pós de edição em jornalismo na Unisc

"Já estão abertas as inscrições para a especialização em Edição em Jornalismo na Unisc, em Santa Cruz do Sul. As aulas começam em 9 de abril.

A coordenação do curso é do Demétrio de Azeredo Soster, e tem entre os docentes nomes como os de Antônio Fausto Neto, Carlos Eduardo Franciscato, Marcelo Träsel, Marcia Franz Amaral, Tattiana Teixeira, Marcos Santuário.
Informações no site (http://www.unisc.br/pg/2010/cursos/edicao_jornalismo.html) ou no Twitter (http://twitter.com/posedicao)"

via Monitorando

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Livro "Comunicação e Mobilidade"


Replico post do Carnet de Notes sobre o lançamento do livro "Comunicação e Mobilidade. Aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil", editado pela EDUFBa, Salvador, 2009 (ISBN - 978-85-232-0658-1, organizado por André Lemos e pelo Fabio Josgrilberg com textos de Eduardo Pellanda, Sérgio Amadeu, Gilson Schwartz, Fernando Firmino, Lucas Bambozzi, Lucia Santaella, Fernanda Bruno, além dos organizadores. O livro deve estar em breve nas livrarias. Agradecemos a todos os autores, ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, o Wi. Journal of Mobile Media, e a Edufba pelo belo trabalho de edição e revisão.

Abaixo texto da orelha e o sumário do livro:

O livro Comunicação e Mobilidade - Aspectos Socioculturais das Tecnologias Móveis no Brasil, organizado por André Lemos (UFBA/CNPq) e por Fábio Josgrilberg (Metodista, SP), oferece ao leitor uma coleção de artigos que traçam um panorama completo e atual da comunicação móvel no Brasil. Os artigos abordam diversas temáticas relevantes para a compreensão complexa do fenômeno, como a relação das tecnologias móveis de comunicação com o corpo, a cidade, a vigilância, a arte, o jornalismo, as mídias locativas e a inclusão digital. Os artigos foram originalmente publicados em inglês na revista eletrônica canadense "Wi - Journal of Mobile Media" (http://wi.hexagram.ca), em julho de 2009, e é a primeira contribuição brasileira no campo a ter uma projeção internacional.

A obra está inserida no contexto atual da computação móvel e ubíqua, oferecendo ao leitor uma visão geral do impacto das redes sem fio e dos telefones celulares no Brasil. Escrito pelos mais importantes pesquisadores do tema na área das ciências sociais aplicadas no país, o livro faz uma radiografia das múltiplas apropriações dos dispositivos móveis mostrando a sua influência nas relações sociais, econômicas, políticas e culturais. Comunicação e Mobilidade é leitura obrigatória para pesquisadores, estudantes de graduação e interessados em compreender os rumos e as perspectivas das tecnologias de comunicação móvel e seus usos no Brasil.

Sumário

Apresentação......................................................................................................07
André Lemos, Fabio Josgrilberg

Comunicação móvel no contexto brasileiro.....................................................11
Eduardo Campos Pellanda

Redes municipais sem fio: o acesso à Internet e a nova agenda da cidade......19
Fabio B. Josgrilberg

Espectro aberto e mobilidade para a inclusão digital no Brasil...........................37
Sérgio Amadeu da Silveira

Identidade, valor e mobilidade: Motoboys em São Paulo.....................................51
Gilson Schwartz

Tecnologias móveis como plataformas de produção no jornalismo.......................69
Fernando Firmino da Silva

Arte e Mídias locativa no Brasil........................................................................89
André Lemos

Aproximações arriscadas entre site-specific e artes locativas............................109
Lucas Bambozzi

Revisitando o corpo na era da mobilidade...............................................................123
Lucia Santaella

Vídeo-vigilância e mobilidade no Brasil...................................................................137
Fernanda Bruno

Sobre os autores...........................................................................................................153

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

QR code e jornalismo: por que essa interface ainda é tímida na mídia impressa?

A discussão em torno da sobrevivência da mídia impressa ou sobre a crise instalada sobre ela é cada vez mais recorrente no círculo acadêmico e nos grupos de comunicação. Novos modelos de negócios ou a adoção de novas tecnologias que façam o impresso renascer ou conquistar um público mais próximo de interfaces computacionais ou de celulares são apontados como saídas para o futuro. O Kindle, da Amazon, tem sido referenciado como uma das possibilidades para tal empreendimento. E por lá já estão grandes jornais dos Estados Unidos e até do Brasil - O Globo e Zero Hora - (veja lista de jornais para Kindle). Será mesmo o Kindle o salvador? O jornalismo impresso precisa realmente de uma tecnologia de distribuição salvadora ou é seu modelo de gestar os conteúdos que deve mudar? Ou ambas as coisas?

Para o analista de mídia e consultor de tecnologia e negócios, Rob Durst, em entrevista, "jornais e revistas devem parar de tratar suas publicações como produtos fixos" e pensá-los a partir da interface com o conteúdo online e móvel. Para isto ele propõe a implantação de QR Code nas publicações impressas para oferecer conteúdos extras e multimída (via leitura no celular) para seus leitores (de jornais e revistas).

"They can do this using mobile codes, which are essentially printed barcodes that readers “click on” using a camera phone—kind of like clicking on a Web link with a mouse. QR (quick response) codes are a good example. They are in widespread use throughout Asia. QR codes contain a Web address, and your phone’s browser automatically connects to that Web site when you take a picture of the code with your camera phone."

Na entrevista Rob Durst coloca também o potencial das tecnogias de ruptura como os leitores de e-books Kindle (Amazon), O Nook (Barnes & Noble) e o tablet (da Apple). Porém ele aponta vantagens e desvantagens nessas tecnologias tácteis digitais. Entre as vantagens estão a portabilidade, a facilidade de leitura e uma conexão maior com recursos web de hiperlinks. Entretanto, ele aponta que a desvantagem ainda está no tratamento estático do e-print (transposição) que contrasta com as características dinâmicas da Web.

Os leitores de tinta eletrônica como o Kindle e o QR Code são duas formas novas de transportar a leitura de jornais para plataformas portáteis digitais que se sobrepõem ao constrangimento do papel impresso. As experiências em andamento neste campo ainda são incipientes e sem dados concretos. O caso específico do QR Code foi implantado pioneiramente no Brasil pelo Jornal A Tarde de Salvador e posteriormente outras grandes publicações adotaram o recurso como o Correio Braziliense. A pouca disseminação ou conhecimento da tecnologia nos celulares ainda é um empecilho, mas é necessário criar a cultura. O uso do QR Code na Ásia é bastante disseminado, mas no Brasil ainda é incipiente. Verificamos seu uso por aqui de forma ainda localizada, especificamente na mídia como nos jornais mencionados e em projetos acadêmicos e artísticos. Mas está cada vez mais claro que a mídia impressa precisa avançar nesse sentido para perceber a necessidade de uma interface maior com as mídias de características online.

O Celular nos parece o dispositivo mais conveniente para essa conexão, principalmente por causa dos leitores de QR Code instalado. Portanto, três questões são fundamentais apontar como se tratando de empecilhos para um uso mais sitemático dessa tecnologia: 1.Desconhecimento da tecnologia QR Code por boa parte dos usuários de celulares; 2.Planos de banda larga móvel caros; 3.Uma cultura das empresas de visualizar essa conexão entre interfaces incipiente ou com estratégias que não levem em conta a particularidade de cada mídia e uma narrativa transmidiática (como prega Jenkins no livro Cultura da Convergência).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SBPJor e lançamento de livro


No último final de semana estive em São Paulo participando da SBPJor na ECA-USP. Os relatos do que aconteceu por lá estão disseminados pelo twitter (#sbpjor) e pelos blogs de colegas que estiveram lá, além do blog oficial do evento. O tempo corrido também não me permitirá um relato minucioso das discussões que acompanhei por lá e de alguns projetos que vão emergir a partir da interface jornalismo-tecnologia-redes sociais e etc.

Portanto, limitarei-me apenas a informar sobre o lançamento do livro "Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma". Semelhante ao que ocorreu na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro foi bem recebido pelos colegas pesquisadores, professores e alunos e esgotou horas antes da sessão de lançamento. Um bom sinal. Dessa vez pude participar junto com Demétrio de Azeredo Soster, que organizou a obra junto comigo.

O livro já está disponível para venda online no site da Editora Edunisc. A obra contempla temáticas que são foco de discussões na atualidade na relação com as mudanças impulsionadas pelas tecnologias digitais como infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, microblogs, wikipedia, generos digitais, telejornalismo, radiojornalismo, redes sociais entre outros perspectivas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LocastPOA: projeto de jornalismo geolocalizado da PUCRS, MIT e Grupo RBS


Jornalismo móvel, jornalismo locativo, jornalismo hiperlocal. As tecnologias móveis com conexões sem fio e aplicações GPS em mapas ocupam cada vez mais espaço nas experiências que circulam na web. Com a apropriação destas características foi lançado na última segunda-feira no Brasil o projeto LocastPOA. A iniciativa, com propósito de produção de conteúdo jornalístico com características de ultra-localismo com uso de celulares com GPS, é uma parceria entre o curso de Comunicação Social (Famecos) da PUC-RS, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e jornalistas do Grupo RBS. As notícias, produzidas em vídeo, vêm vinculadas a um mapa através de GPS, com a demarcação da localização de onde o fato acontece. Para isto os jornalistas utilizam celulares e fazem a edição diretamente no aparelho e na hora. A primeira etapa do projeto, de produção de conteúdo jornalístico, vai até o dia 23 de novembro. Acompanhe o projeto por aqui ou através do blog Ubimidia, do coordenador do projeto, Eduardo Pellanda.

P.S: Para quem quiser saber mais sobre projetos relacionadas a mídia locativas, geolocalização, mobilidade vale a pena ver o projeto dos alunos de graduação do professor André Lemos na UFBA denominado Vila Brandão Existe com uso de QR Codes. Ou acessar a edição especial da sobre comunicação móvel no Brasil na Wi-Journal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Reportagem multimídia do JC Online sobre bicicletas


Os grupos de comunicação ainda investem muito pouco na produção de matérias convergentes ou reportagens multimídia. O jornalismo digital - com os recursos do ciberespaço, da web 2.0, das narrativas transmidiáticas - têm à disposição um arsenal para a experimentação ou o desenvolvimento de formatos mais inovadores. É claro que as redações online ainda são enxutas demais para liberar uma equipe para o lado mais criativo e aprofundado da produção em linguagem multimídia. Mas aí está um exemplo: é o caso das reportagens especiais multimídias, do portal JC Online (Recife), que conheci há pouco e in loco durante temporada de pesquisa de campo do doutorado. A equipe já ganhou vários prêmios nacionais e internacionais. A mais recente produção foi a reportagem multimídia A revolução das bicicletas – uma história em quadrinhos sobre os desafios do trânsito da vida real. Quadrinhos, vídeos, fotos, storyboard, making off, interatividade fazem parte desse especial capitaneado pela jornalista Julliana de Melo e design de Sidclei Sobral.
Sempre fui fascinado por bicicletas. É a mobilidade em duas rodas. Boas lembranças....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Livro Metamorfoses Jornalísticas II será lançado em Porto Alegre e São Paulo


"O jornalismo já não é mais o mesmo. Questões tecnológicas, sociais e legais vêm modificando o campo em ritmo acelerado."
É assim que começa o prefácio do professor-doutor da PPGCOM/UFRGS, Alex Primo, para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado pelos professores Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva e que será lançado em Porto Alegre (14/11), durante a 55ª Feira do Livro, e em São Paulo (26/11) durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor. A capa foi elaborada pelo designer Rudinei Kopp, autor de Design Gráfico Cambiante.

O livro trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição.

O livro é o segundo volume da série Metamorfoses Jornalísticas. O primeiro tratou das "formas, processos e sistemas", enquanto que o segundo analisa as "reconfigurações da forma" do fazer jornalístico. Ambos volumes se inserem em um contexto mais amplo, do qual fazem parte ainda dois outros livros – Edição em jornalismo: ensino, teoria e prática (Edunisc, 2006) e Edição de imagens em jornalismo (Edunisc, 2008), cujo objetivo tem sido observar as complexificações que se estabelecem no jornalismo a partir do momento em que ele se vê imerso em um cenário altamente tecnologizado, tendo a internet como ponto de referência sócio-histórico.

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O que: Lançamento do livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009)
Quem: Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva (Organizaodores)
Quando: 14/11 (sábado, 18h30) e 26/11 (quinta, 20h)
Onde: Porto Alegre (na 55ª Feira do Livro, 14/11) e São Paulo (7ª SBPJor, 26/11).


O SUMÁRIO:


PREFÁCIO
Alex Primo

APRESENTAÇÃO
O SEGUNDO PASSO
Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva

COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO?
Lia Seixas

REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão
Raquel Recuero

OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO
Cláudio Cardoso de Paiva

COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo
Carlos d’Andréa

REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel
Fernando Firmino da Silva

SOBRE ZH: Zero Hora Responde
Antonio Fausto Neto

MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO
Demétrio de Azeredo Soster

ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico
Jairo Ferreira

DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição
Fabiana Piccinin

A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA
Águeda Miranda Cabral

BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências
Adriana Alves Rodrigues

VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS
José Afonso da Silva Junior

O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO
RADIOJORNALISMO

Nelia R. Del Bianco

O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE
Jair Giacomini

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Portugal: Universidade e mercado discutem o jornalismo móvel em encontro

O Labcom (Laboratório de Comunicação Online) da Universidade Beira Interior, de Portugal, realizou entre os dias 23 e 25 de outubro o 1o Encontro da Montanha para discutir o tema "Jornalismo e Redes Móveis". O evento foi organizado por Antonio Fidalgo e João Canavilhas. O blog do Encontro traz resumos e entrevistas em vídeo das discussões. Apresento este post porque boa parte da discussão abordou mesmo o jornalismo móvel com suas perspectivas, contradições e potencialidades, o que muito me interessa. Para os interessados no tema reúno abaixo alguns links do encontro com programação, resumos, videos, discussão no Twitter e etc. [Obrigado Pedro Jerónimo pela dica].

Abaixo video com Juan Miguel Aguado, que defendeu no evento a idéia de que "estamos a caminhar para um ecossistema mediático líquido" com a emergência da comunicação móvel.

sábado, 19 de setembro de 2009

Equipe de 18 jornalistas da RTP em cobertura móvel de eleições




Uma equipe de 18 jornalistas da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) e Antena 1 está realizando cobertura jornallística das Eleições Legislativas 2009 a partir do uso de celulares dentro do conceito de jornalismo móvel. As atualizações ocorrem em tempo real com transmissões ao vivo, postagem de fotos ou via Twitter. "É uma iniciativa com uma dimensão inédita em Portugal. Para além do trabalho diário que os vários jornalistas realizam para a televisão e rádio, o uso do telemóvel em tempo real, na rua, abre uma nova dimensão", destaca matéria sobre a iniciativa.
A estrutura de cobertura móvel se utiliza de celulares 3G e das aplicações Flickr (para imagens), Qik (videos) e Twitter (para textos). Possivelmente seja esta a maior experiência de jornalismo móvel em grupos de comunicação em termos de quantidade de profissionais envolvidos (18 no total). A introdução de tecnologias móveis digitais em grandes coberturas ganha cada vez mais espaço, principalmente com o uso de celulares com tecnologia de terceira geração embarcada nos dispositivos.
No último post mostravamos a série de reportagens do Jornal da Record feita conduzida exclusivamente com um celular Nokia N95. A mobilidade e a portabilidade oferecidas pelos dispositivos móveis em redes sem fio permitem, de uma forma praticável, a emissão de conteúdo jornalístico a distância. Jornalismo-mobilidade-conexão e emissão estão numa relação mais intrínseca. E não somente os grupos de comunicação detêm estas possibilidades. O jornalismo participativo vem se apropriando dessa estrutura móvel para noticiar fatos de grande repercussão e caráter político, ativista, cultural.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Celular na produção jornalística

São muitas as práticas associadas ao celular e aos dispositivos móveis na cena contemporânea. Os estudos da comunicação móvel resultam das novas implicações que emergem deste novo contexto. Este blog, como uma espécie de diário de campo de uma pesquisa de doutorado em andamento, faz parte desta tentativa nossa de mapear e compreender este cenário a partir da perspectiva do jornalimo. Desde 2007 que observamos a introdução mais intensa de tecnologias móveis como os smartphones, netbooks e de conexões sem fio na produção jornalística como experiência ou como uso sistemático.
O programa Jornal da Record começou na última segunda-feira uma série de reportagem, denominada "deixo que eu filmo", realizada exclusivamente a partir de um aparelho celular Nokia N95. Durante 40 dias o repórter Vinicius Dônala trabalhou nesta série que está sendo exibida esta semana (veja video abaixo). A particularidade esta no uso de celular em vez de câmeras convencionais. Para aproximar das condições reais de uma equipe jornalística de tv foram desenvolvidos alguns acessórios para uma melhor apropriação para a prática como relatado em matéria do portal da Record:

"A nova série do Jornal da Record, que vai ao ar até o próximo sábado (19), apresenta uma matéria exclusiva realizada com um aparelho de telefone celular. A equipe de reportagem da Record desenvolveu uma grua (espécie de guindaste utilizado em gravações, para movimentação da câmera em tomadas de cena do alto) e acoplou um telefone celular na ponta de um cano de PVC para realizar a captação das imagens e também para gravar as passagens (momento que o repórter aparece na matéria) de Vinícius Dônala."

Estamos diante de um ambiente móvel de produção. As tecnologias móveis e as conexões sem fio caminham para uma integração mais afunilada com a prática jornalística. Além dos dispositivos, cada vez mais híbridos e com crescente potência computacional, há uma série de aplicações na Web que oferta novas possibilidades para repórteres em mobilidade, em campo. Mini cameras como Flip, netbooks, celulares como Nokia N97, N900, iPhones e a expansão da computação em nuvem (apesar de instabilidade das redes móveis banda larga) permite a visualização de um cenário bem distinto de, digamos, há cinco anos.
Aos profissionais de comunicação, cabe a possibilidade de novas experimentações.
Aos pesquisadores, diante desse novo fenômeno, cabe endereçar novas questões visando problematizar para compreender as implicações (potencialidades e consequências) do uso de tecnologias móveis na rotina diária do jornalismo.

Obrigado a Sidclei Sobral pela dica.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lançamento do livro Metamorfoses Jornalisticas 2


[Replico do Blog do Dê, o post abaixo]

"A quem interessar possa: o primeiro lançamento do livro Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado por mim e por Fernando Firmino da Silva, será realizado às 18h30 do dia 14 de novembro de 2009, um sábado, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O livro também será lançado no III Simpósio Nacional ABCiber, de 16 a 18 de novembro, e no 7º Encontro da SBPjor, de 25 a 27 de novembro.

Em linhas gerais, Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma busca compreender não apenas o momento evolutivo em que nos encontramos, mas, principalmente, as formas e processos que se instauram a partir do cenário de profunda imersão tecnológica em que o jornalismo se encontra.

Trata-se de uma espécie de mapa por meio do qual busca-se sistematizar não apenas as mudanças que se observam nos dispositivos midiáticos-comunicacionais quando se estruturam em rede em uma escala de dimensões planetárias, mas, também, no que tange às novas formas de se exercer e estruturar o jornalismo.

O livro é composto pelos seguintes autores-pesquisadores: Alex Primo (apresentação), Lia Seixas, Raquel Recuero, Cláudio Paiva, Carlos D’Andrea, Fernando Firmino da Silva (org.), Antônio Fausto Neto, Demétrio de Azeredo Soster (org.), Jairo Ferreira, Fabiana Piccinin, Águeda Miranda Cabral, Adriana Alves Rodrigues, José Afonso Júnior, Nelia Del Bianco e Jair Giacominni."