sábado, 27 de outubro de 2007

Mainstream media se apropriando das tecnologias e das estratégias dos amadores

Artigo de Josh Catone, do Read/WriteWeb, discute a apropriação, cooptação de repórteres cidadãos ou integração que o mainstream media utiliza na adoção das estratégias e tecnologias usadas por amadores dentro do jornalismo cidadão para suas coberturas. Primeiro o mainstream se rendeu ao uso de blogs, depois de jornalismo participativo e agora das próprias tecnologias. O assunto ganhou força nos últimos dias com a cobertura dos incêndios na Califórnia. Os canais de tv americanos e sites jornalísticos vêm convocando os repórteres amadores para participarem da construção de seus noticiários. leia trecho do Artigo de Josh Catone, do Read/WriteWeb: "It's interesting to see how the techniques and technologies of amateur, citizen journalists are adopted, co-opted, and integrated by the mainstream media. Take blogs, for example, which earlier in this decade seemed like just an outlet for amateur web publishers. Fast forward a few years and you'll be hard pressed to find any mainstream news source that doesn't embrace blogging in some way -- CyberJournalist.net lists 245 blogs run by mainstream news sites."
O blog do Gjol também traz um post de Marcos Palacios abordando a questão. No dia 17 de novembro apresentarei o artigo "Tecnologias móveis na produção jornalística: do circuito alternativo ao mainstream", no Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPjor, em Aracaju, em que discuto exatamente este ponto levantado por Josh Catone. Veja alguns trechos do artigo que escrevi (posteriormente disponibilizarei na íntegra em PDF":
  • "Têm-se duas principais condições de produção jornalística a partir de dispositivos móveis: uma construída pela própria mídia convencional que adota essas tecnologias para oferecer mais mobilidade e agilidade a sua equipe de profissionais nos processos de coleta, edição e publicação das matérias; e outra capitaneada por amadores, cidadãos-repórteres, que se utilizam também dessas tecnologias para a produção e disponibilização de conteúdo com teor jornalístico para mídias do circuito alternativo como Ohmynews, Slashdot e Overmundo. Entretanto, essa última condição também é incorporada pela mídia tradicional que, reconhecendo o potencial ou a ameaça dessa produção independente, cria projetos de jornalismo participativo como o FotoRepórter ou Eu-Repórter para absorver esse conteúdo digital que está (va) disperso por ambientes abertos de blogs, moblogs, fotologs e sites sem a intervenção da mídia e que alcança níveis consideráveis de audiência nos nichos de atuação."
  • "Diante dessas possibilidades, empresas de comunicação desenvolveram estratégias para aproveitar esse material digital (textos, fotos e vídeos) gerado por leitores em circunstâncias inusitadas e especiais em que, provavelmente, um repórter ou um fotógrafo não estará cobrindo no ato do acontecimento como acidentes, flagras, desastres. A incorporação de cidadãos-repórteres como fornecedores de conteúdo de caráter jornalístico para as empresas de comunicação é resultado das constatações de que "Os efeitos da participação do cidadão na produção de imagens com valor jornalístico são detectáveis tanto no que se refere à criação e consolidação de circuitos alternativos de circulação de informação, quanto no que diz respeito às transformações da mídia tradicional em sua convivência forçada com os novos circuitos" (PALÁCIOS; MUNHOZ, 2007, p.57). A perspectiva “gravado por um cinegrafista amador” ou “imagem de um fotógrafo amador” muda porque antes as imagens/vídeos predominantes eram registradas por profissionais com “selo” de credibilidade e somente em caso de extraordinária relevância eram utilizadas as imagens amadoras. Com a onipresença das câmeras e vídeos digitais portadas por pessoas comuns registrando imagens de teor jornalístico, as empresas se vêem forçadas a ceder e utilizar com mais freqüência essas imagens produzidas pelos usuários-produtores."
Obrigado Débora pelo toque do artigo de Josh Catone.
fernando f.silva

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Globo Mail está INSTÁVEL



O Globo.Com e o G1 mudaram recentemente seus projetos com um novo redesenho dos sites. Não vou entrar no mérito se ficou melhor ou não. O fato é que houve mudanças na tentativa de apresentar um produto melhor ao internauta. Entretanto, em relação ao Globo Mail o mesmo não vem ocorrendo. O Globo Mail apresenta problemas gravíssimos de instabilidade que têm proporcionado uma dose extra de estresse para quem utiliza o email da Globo (como é o meu caso). Essa instabilidade se reflete em vários aspectos e tem sido uma experiência nada agradável. Vamos por etapas a essa odisséia no espaço:

  • PRIMEIRO: Desde segunda-feira que tem sido um tormento acessa o email. Você tenta e tenta e não entra. Esse é o mais grave de todos. COMENTÁRIO: todos sabem o quanto o email representa como ferramenta de trabalho. Ficar um dia sem poder acessar gera um prejuízo enorme. Na última terça-feira tentei entrar das 19h até 8h da manhã e nada.
  • SEGUNDO: A mudança de senha personalizada não funciona. COMENTÁRIO: mudei minha senha (conforme se solicita "mude periodicamente sua senha") e um novo tormento. Não entrava mais com a nova senha. Tinha que ligar para a Central de Atendimento para que eles gerassem uma senha aleatória (tenho que andar com ela anotada para não esquecer).
  • TERCEIRO: O Globo Mail é sofrível em termos de recursos para se escrever uma mensagem. Não há recursos de formatação de texto como no Gmail para um negrito ou um link. Outro problema grave é que você só pode enviar email para até 50 pessoas a cada vez. Logo, se eu tiver que enviar uma mensagem para 300 pessoas tenho que criar seis grupos. Outro aspecto é que o sistema de "procura" do Globo Mail simplesmente não funciona. COMENTÁRIO: é possível diante de plataformas de emails dinâmicos como o Gmail que um grupo tão poderoso como Organizações Globo continue "patinando no gelo"?

Acima estão as telas que salvei de um diálogo que travei hoje com a atendente via Chat questionando a razão para o problema. Como não houve ainda comunicado oficial aos usuários, essas telas servem para o propósito. Pelo menos um mérito: eles admitem a instabilidade do sistema desde segunda-feira. Mas acrescento: o problema vem bem antes do próprio caos aéreo. Ou seja: não é de hoje. Só se agravou.

fernando f. silva

Jornalismo e multimídia

No blog o Rádio em Rede, da colega do doutorado Débora Lopez-Freire, há uma descrição sobre uma cobertura multimídia dos alunos do Centro Universitário, FIB, no lançamento de dois produtos: o site Educação em Pauta e Mopinin. Há áudios com entrevistas com o coordenador do Educação em Pauta, Marcelo Freire, sobre a adoção da multimídia no jornalismo online, e com a aluna Juliana Arize, produtora de conteúdo.

fernando f. silva

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Jornalismo móvel na Reuters - Parte II


O blog PDA do The Guardian Unlimited (via Ponto Media) também destaca a experiência de jornalismo móvel da Reuters a partir de um celular da Nokia N95. Veja trecho da notícia do PDA destacando que o kit usado pelos repórteres permite editar e publicar textos, vídeos e áudio a partir do celular:


"As part of a trial that began earlier this summer, a handful of Reuters' journalists were given mobile handsets that included an application that allows them to edit and then publish multimedia packages of text, video and audio. They don't need to use a computer, and the application has the advantage of metatagging the packages with location, time and so on. The kit included an almost full size plug-in keyboard, tripod (not, I suspect, always used), a mic and a solar power unit, and has been used to cover New York Fashion Week, the Edinburgh TV Festival and the Gadgetoff 2007 festival."

Microblog

Os microblogs continuam crescendo como uma variação do moblog (junção de móvel com blog) que é atualizado via tecnologias móveis). Na cobertura dos incêndios na Califórnia celulares têm sido usados. Essa vem do Carnet de Notes de André Lemos:

"Microblogs como Jaiku ou Twitter ajudam na divulgacao de informacoes sobre os incendios na California (obrigado Adelino, via lista cibercidade). Vejam trechos da materia do G1 sobre o assunto:"Se os atentados de 11 de setembro marcaram a estréia oficial dos blogs como fontes de notícia, o mesmo acontece agora com os microblogs, que vêm ganhando força ao divulgar detalhes do incêndio que devastou mais de 166 mil hectares na Califórnia, em quatro dias. As informações são postadas tanto por jornais quanto por internautas que vivem perto das regiões atingidas."

Leia também postagens anteriores do nosso blog sobre o mesmo assunto: "Microblog, moblog e jornalismo móvel" e "micrografias: fotos por celular no El País"


fernando f. silva

Jornalismo Móvel na Reuters


A agência de notícias Reuters realizou um teste de jornalismo móvel para a cobertura jornalística direto da cena do acontecimento. A partir de um kit de ferramentas agregado a um Nokia N95 os jornalistas apuravam, editavam e enviavam as notícias (textos, fotos, videos) em condições de mobilidade. As estratégias utilizadas para resolver algumas limitações do aparelho celular Nokia foram interessantes. Para melhorar a qualidade das gravações de áudio foi acomplado um microfone unidirecional com uma adaptação de um plug. Para a digitação do texto a idéia foi adicionar um teclado externo da Nokia. Para abrigar o projeto foi criado o Reuters Mobile Journalism. Veja a notícia sobre o assunto no Journalism.co.uk e matéria sobre o projeto no site da Reuters. Abaixo a transcrição do projeto:


"So what is in the Mobile Journalism Toolkit? First of all the phone. This is a Nokia N95 which now comes in three different versions. The original European version that we used for most of the trial (image on left). Then there is a the US edition which adds more memory and support for US carrier frequencies. Finally there is the news 8GB version which can store much more music and videos, and for our journalists more raw materials.
The next part of the toolkit are the peripherals. A key component was the bluetooth keyboard that we used. This made it much easier to enter text-based stories in the field. For this we used the Nokia SU-8W (see image on left). This folds up and has a bracket to hold the phone.
We also supplied a basic tripod to help in video interviews and a Sony microphone for directional audio recording and reducing background noise in interviews - this required a special adaptor plug that was made by Nokia for the project. Finally to deal with power issues we also used Power Monkeys, both basic and Explorer versions (see photo). The Explorer has a solar charging system which was particularly useful in Senegal."
fernando f. silva

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Reuters Mobile intuitivo

A agência Reuters disponibiliza no site uma demonstração bem intuitiva do seu Reuters Mobile, o seu canal para acesso às notícias nos dispositivos móveis. A partir de uma ilustração de um celular é possivel experimentar como será a navegação (em termos de interface e de hiperlinks). Acesse e experimente!!!

fernando f. silva

domingo, 21 de outubro de 2007

Ultima Conferência do Ciclo Internacional de Debates sobre Cibercultura


Na próxima quarta-feira (24/10), às 19h no ICBA (Salvador), será realizado o último debate do Ciclo Internacional Sobre Cibercultura no Século XXI, que tem como curador do evento o professor André Lemos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA.

O debate "Internet e Democracia - a Política no Século XXI", que encerra o ciclo, terá a participação do Prof. Dr Otfried Jarren (Instituto de Publicidade e Pesquisas em Mídia, Suíça), Prof. Dr Wilson Gomes (UFBA) e o Prof.Ms Gustavo Gindre, doutorando em História das Ciências (UFRJ).

Desde maio já passaram pelo evento Lucia Santaella (PUC-SP), Karlheinz Brandenburg (alemão inventor do MP3, do Instituto Fraunhofer para Tecnologia da Mídia Digital), Pedro Rezende (UNB), Guilherme Kujawski (Itaú Cultural), H.D Mabuse (CESAR e Re:combo), André Lemos (UFBA), Rodrigo Firmino (USP), Gilson Schwartz (ECA-USP e Cidade do Conhecimento), Sérgio Amadeu (Cásper Líbero), Nelson Pretto (UFBA).
O blog Jornalismo Móvel acompanhará direto do ICBA e enviará posts sobre o desenrolar dos debates.


Escute abaixo entrevista com Lucia Santaella feita durante sua participação no evento para o podcast Tecnodesign. Ela aborda os reflexos da cibercultura na cultura, na economia e nas comunicações.


sábado, 20 de outubro de 2007

Google Docs no celular

O celular já é uma plataforma de produção. Entrentanto, o maior avanço é o que está acontecendo agora: a web como plataforma de produção através de dispositivos móveis. Com a versão do Google Docs para dispositivos móves [http://docs.google.com/m], a tese que venho defendendo aqui no blog Jornalismo Móvel - de que a produção jornalística a partir de tecnologias sem fio se consolida - torna-se cada vez mais atraente. Essa descentralização da produção da redação física para um ambiente móvel de produção se fortalece a cada dia com os novos aplicativos para celular. Tratando-se de uma iniciativa do Google sabemos a força que isso representa no impulso para novos aplicativos. Testei a versão beta do Google Docs para celular e percebi que ainda falta melhorar algumas questões de interface e de visualização para edição, mas isso deve ser resolvido em breve. Utilizo há um tempo o Google Docs no desktop e isso tem facilitado minha vida no acesso fácil e rápido em qualquer computador, sem falar na segurança do salvamento instatâneo que evita perda de arquivos no caso de falta de energia, travamento do sistema do computador. Mas sentia a falta desse acesso via celular/smartphone. Essa iniciativa da Google deve trazer outros desdobramentos na produção jornalística ou para quem usa o documentos do google para escritório, etc.......é só aguardar!!!

fernando f. silva

Globo Esporte em Tempo Real

O portal Globo.com utiliza cada vez mais a atualização instantânea na cobertura de eventos, especificamente da área de esportes, com o selo "Tempo Real". Na última quarta-feira, no jogo Brasil-Equador, todos os preparativos para a partida foram acompanhados em tempo real durante todo o dia. Agora a estratégia volta-se para a fórmula 1 em Interlagos. O site Globo Esporte está lançando pequenas notícias direto do autódromo, o que deve ocorrer até domingo. Além das notícias (textual) está também disponível um canal de áudio "ouça a transmissão ao vivo". O que interessa salientar é a constatação da produção jornalística direto do local do acontecimento. Não sei exatamente que equipamentos estão sendo utilizados ou que estrutura foi montada no local, mas é provável que notebooks, câmeras digitas e gravadores digitais estejam sendo usados para essa cobertura. A tecnologia móvel digital cada vez mais facilita as coberturas. Dispositivos móveis digitais mais conexões sem fio favorecem a criação de um ambiente móvel de produção.

fernando f. silva

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Os alunos de hoje e do futuro



Um vídeo e uma sondagem interessante sobre os estudantes de hoje e suas formas de aprendizagem diante das novas tecnologias e da internet. Um professor da disciplina de antropologia cultural da Universidade do Estado de Kansas, nos Estados Unidos, tentou entender como os alunos se formam, o que pensam das aulas, como gostariam de estudar e como interagem com a tecnologia hoje. O resultado foi esse vídeo que veio a partir de uma dica do Ponto Media. No blog Ethnography Digital da disciplina há um texto explicativo sobre esse estudo que revela dados instigantes.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

El País com novo design





Por força da profissão - professor de editoração eletrônica no curso de jornalismo da UEPB, ex-designer gráfico do Diário da Borborema em Campina Grande, ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo em 2001 na categoria Primeira Página sobre o Atentado do 11 de Setembro (desenhada por Cícero Félix) e, principalmente, pelo prazer de acompanhar os redesenhos e projetos gráficos de jornais, revistas e sites, tenho acompanhado essas mutações do design e do jornalismo. Acompanho para aprender mais e analisar as inovações que possam ser incorporadas na minha concepção de projeto gráfico-editorial.

Pois bem, agora o redesenho de grande jornal que chama a atenção é o El País, da Espanha. Depois de 31 anos com um projeto que quase não mudou e preservava as páginas em preto e branco, anuncia-se uma mudança profunda. Uma análise detalhada foi feita por Ramón Salaverría no E-Periodistas e no blog do GJOL e você pode baixar em PDF uma edição do jornal de ontem (dia 14/10) apresentando as mudanças e apontando as razões. Como a mudança não parece ser apenas cosmética, mas de um ponto de vista amplo e profundo, a começar pela adoção do slogan "jornal global", a adoção de cores, de mais fotos e infográficos é interessante observar essas mudanças para vislumbrar o impacto futuro, principalmente porque há uma identificação com o público jovem e uma relação com o que a internet representa como mídia. Postarei minhas observações posteriormente. Vou esperar a edição impressa e opinar. Enquanto isso confiram assistam o vídeo com um comercial sinalizando os caminhos do El País.
fernando f. silva



domingo, 14 de outubro de 2007

Portabilidade e conectividade

Um intermediário entre o notebook e o smartphone. Essa é principal característica para o Ultra Mobile PC - UMPC, que ainda não está disponível no Brasil. Nesse vídeo (dica do amigo Marcelo, obrigado) você tem um preview de suas potencialidades e fragilidades. O UMPC tem HD de 40 GB, 1 giga de memória RAM, sistema operacional Windows Vista, wi-fi, bluetooth e possibilidade de conexão via EDGE (utilizado pelas operadoras de telefonia), touch screen. Dois pontos aparecem como negativos: o preço (1,85 mil dólares) e falta de praticidade pelo tamanho. Esse último item não considero tão desesperador. Pode ser um equipamento interessante para coberturas jornalística que exige mais que um smartphone (que também tem suas limitações), mas que também não precisa de algo maior e mais pesado como um notebook (um UMPC pesa 700 gramas). Como praticamente tem tudo de um notebook e um tamanho intermediário pode-se considerar um mini-computador adequado para algumas situações e supera algumas limitações de smartphones. O problema ainda dos smartphones é que não se tem ainda um que venha com todas as ferramentas e recursos necessários (uns tem câmera, mas não tem wi-fi, e por aí vai). Penso que a idéia de um repórter móvel não é exatamente a de um imaginário cyborg com uma parafernália tecnológica e digital acoplada ao corpo, mas sim de um repórter que tem em um ou dois dispositivos digitais a possibilidade de realizar diversas funções (fotografar, gravar vídeos e áudio, acesso a web e email, editores de texto, vídeos e fotos, aplicativos adequados, armazenar dados, etc). Tudo isso para um objetivo bem pragmático: produzir matérias jornalísticas em condições de mobilidade, direto do acontecimento do fato.

O desenvolvimento de dispositivos móveis como o Ultra Mobile PC sinaliza, de forma clara, para a infra-estrutura tecnológica e de aplicativos disponíveis com a finalidade de produção jornalística. Essas tecnologias já representam uma redação móvel. Denomino essa nova estrutura de ambiente móvel de produção (traduzindo: uso de conexões sem fio e dispositivos móveis digitais que possibilitam o acesso ao ciberespaço e a operacionalização de diversas funções jornalísticas concentrada em poucos equipamentos com potencialidades para a produção jornalística em mobilidade). Em breve estarei disponibilizando um artigo em que tratarei dessas questões de um ponto de vista mais conceitual.

Fernando F. Silva

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

iPhone versus Nokia N95


Desde que o iPhone surgiu que parece que todos os outros celulares ou smartphones ficaram para trás. Mas não é bem assim. Evidentemente que o iPhone é excelente em diversos pontos como por exemplo acessar internet, ter uma tela totalmente touch e um design insuperável, mas há alguma limitação imposta pela Apple. Como foi comentado em post anterior o problema de alguns telefones móveis e smartphones é que agregam wi-fi, mas tiram a câmera; agregam tela sensível, mas retira a possibilidade de editar textos. Uma comparação interessante entre o iPhone e o Nokia N95 foi feita no Endeavors. A conclusão é que o iPhone é um aparelho para consumir conteúdo, enquanto que o Nokia N95 para produzir conteúdo. Essa é uma diferença importante principalmente para quem pretende usar seu dispositivo para produzir material para upload ou para outra finalidade. Nesse aspecto o Nokia N95 se mostra mais robusto. Algun projetos de jornalismo praticado a partir de aparelhos portáteis têm utilizado o telefone da Nokia que possui uma câmera embutida de 5 megapixels. Obrigado Marcelo.