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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sociedade em Rede Morta: análise da banda larga 3G no Brasil

O Brasil alcançou em junho deste ano, segundo dados da Anatel, mais de 185 milhões de celulares habilitados. Estamos muito, muito próximos da densidade de um celular por habitante no país, o que poderá ocorrer até o final do ano ou início de 2011. Isto significa, em teoria, uma sociedade inteira conectada. Entretanto, na prática, quando os dados são partilhados, detalhados, analisados verificamos que a realidade é outra, apesar da potencialização que a telefonia móvel promoveu no sentido de práticas social, comunicacional, cultural e econômica.

A análise que farei aqui levará em conta as possibilidade de inclusão digital móvel que o celular poderia permitir à população dentro da perspectiva do que Castells et al (2006) denomina de "Sociedade em Rede Móvel" no livro Comunicación Móvil y Sociedad. Numa abordagem qualitativa dos dados quantitativos da Anatel tem-se o seguinte: dos 185 milhões de celulares ativos, 82,32% (152.394.841) estão na modalidade pré-pago, enquanto apenas 17,68 (32.740.133) são pós-pago.



Considerando os preços extorsivos das operadoras de telefonia do país fica claro que esses 82,32% estão fora do acesso à internet móvel, ao compartilhamento de conteúdos pela rede e outras condições através da tecnologia 3G via planos de dados. Para esse público o consumo de apenas 1 MB (megabyte de dados) custaria R$15,73 (veja imagem acima do Plano pré-pago de dados da operadora TIM, que é similar aos das demais operadoras). Para muitos cidadãos esses 15 reais significa uma recarga de crédito para duração de todo o mês para o uso de voz para falar com familiares, amigos e outras finalidades. E para os que se arriscam, por curiosidade, baixar um vídeo de 2 minutos de duração em MP4 já consume 1 MB, conforme tabela da Vivo de volumetria (abaixo) da média de consumo representado por determinadas atividades de internet móvel.


O cenário pode piorar ainda mais. Algumas operadoras, além do péssimo serviço de banda larga (mais furiosas que velozes) com buracos negros no mapa até dentro das grandes cidades, agora decidiram cobrar por hora pela Internet 3G, como a TIM, por exemplo. Portanto, é necessário rever a política de telefonia móvel do país encarando-a como um bem essencial para a cultura, educação, comunicação e economia do país. Neste sentido, numa nova Constituição, a conectividade da população deve aparecer como prioridade, como um direito universal e obrigatório com metas claras de atingir 100%.

Neste caso estamos falando de uma transição quantitativa (números de aparelhos habilitados) para uma qualitativa (acesso à banda larga mesmo, planos de dados compatíveis com a realidade e diminuição dos impostos dos portáteis para aquisição de aparelhos navegáveis tipo smartphones). Temos que fazer uma contraposição à finalidade que se estabeleceu no país em torno das operadoras que nos parece estar saindo, em termos de prática abusiva, da esfera do Código de Defesa do Consumidor para a Esfera do Código Penal Brasileiro no sentido de estorsão dos clientes. Afinal de contas, a cobrança dessas tarifas não deixa de ser também uma violência contra a população e seu direito ao acesso à internet móvel.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tecnologias móveis para produção jornalística

Os repórteres, principalmente dos jornais diários, vivem sob a pressão de ter que voltar para a redação para finalizar a matéria. Em algumas situações enquanto os fatos ainda estão se desenvolvendo e, portanto, com riscos de se perder alguma informação ou imagem fundamental para complementar o relato. Tudo isto se deve a questão da pressão do deadline. Com o avanço do desenvolvimento de tecnologias móveis digitais sofisticadas em termos de processamento e de recursos disponíveis em dispositivos como iPhone,Nokia ou notebooks passamos a ter uma estrutura, complementada por tecnologia 3G, que permite ao repórter continuar em campo. É o jornalismo em mobilidade.

Considerando essa estrutura móvel de produção e ainda as redações integradas dentro de um ambiente de convergência, potencializasse a capacidade da apuração, edição e transmissão da notícia (texto ou multimídia) diretamente do local. Neste sentido, o que se tem é um deadline contínuo com o envio de parcias da produção porque o repórter em alguns grupos de comunicação trabalham não mais para um meio específico, mas para multiplataformas. Portanto, isto vai envolver um conhecimento de várias plataformas midiáticas e uma capacidade de produzir conteúdos distintos para distribuição por esses meios diversos.
Desenha-se, assim, um novo perfil de profissional, uma forma de organização das empresas mais convergentes e uma relação mais próxima com a audiência.

Mas como aglutinar ou compatibilizar os interesses múltiplos decorrentes dessa estrutura da empresa de comunicação, dos jornalistas e da audiência???????
Essa produção multiplataforma me parece claro que favore a construção de produtos jornalísticos mais consistentes com desdobramentos de uma história por vários meios (rádio, tv, jornal, internet, celular, tablets) e de forma complementar, de maneira que o público final possa estar, como nunca, informado com um conjunto mais completo de dados.

A questão está no como proceder para a transição para esse modelo que permita que os repórteres não fiquem apenas com acúmulo de múltiplas funções sem um exercício pleno de sua capacidade de pensar, de observar, de produzir com qualidade. O simples fato de disponibilizar de tecnologias móveis e conexões sem fio não significa produção da notícia com qualidade. Mas quando isto é acompanhado de planejamento e estratégias certamente teremos a potencialização da construção da notícia em campo ou até mesmo de transmissões ao vivo oferecido pelo repórter em mobilidade que possa beneficiar a audiência.

O cenário aberto para o jornalismo móvel parece inevitável dentro das empresas jornalísticas diante das multiplataformas e da reestruturação das redações. Algumas experiências já estão em andamento. Compreender esse desenvolvimento é um ponto importante para vislumbrar os modelos, os formatos de notícias e como as rotinas produtivas são afetadas. Para refletir deixo três textos que remetem à questão do uso de tecnologias móveis no jornalismo. Um que trata sobre iPhone para captura, edição e transmissão de videos por repórteres da redação do VC Star; outro sobre como a tecnologia móvel afeta a cobertura local; e por último jornalismo móvel - uma nova tendência nas reportagens.

Abaixo um vídeo de um dos programas de edição de vídeo para iPhone ReelDirector, que pode ser utilizado em campo para a edição de reportagens para televisão ou portais.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Google Docs editável no celular


O Google anunciou que a partir de agora é possível editar planilhas do Google Docs diretamente no celular via m.google.com/docs. É possível adicionar novas colunas, novas linhas e intervir diretamente nos dados. Para os executivos e demais profissionais que necessitam trabalhar em mobilidade com planilhas e dados mais complexos é uma mão na roda.
Testei o novo recurso no iPhone. Realmente agora aparece a opção Edit, entretanto, ao solicitar para salvar ele não efetuou as modificações. Vou continuar tentando...
Este é um passo importante. Aguardo agora a opção de editar arquivos de textos tendo em vista atualmente a opção é apenas de visualização. Escrever artigos e outros textos é o que mais utilizo no Google.Docs e quando houver a opção de editar será uma maravilha. Mexer num artigo no próprio celular de forma online é fabuloso. Para repórteres também se torna uma nova opção devido a capacidade de compartilhamento do documento online com o resto da equipe.
É só questão de tempo agora.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nokia N97 demo

A Nokia anuncia o seu novo celular da série N, o N97. A versão anunciada ainda é beta e deve ser vendido a partir de 2009. Quando chega no Brasil?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Revista Variety: direto do celular



O Qik está se tornando definitivamente "a" tecnologia para as transmissões ao vivo via celular e, o Nokia N95, o dispositivo mais usado. Repórteres da revista Variety estão realizando entrevistas em tempo real a partir de celulares e tecnologia Qik. É a mobilidade, ubiquidade e portabilidade presentes nas novas práticas do jornalismo potencializado por tecnologias móveis digitais e pela expansão das conexões sem fio. A banda larga 3G ou o acesso via Wi-Fi permitem acesso remoto via celular de praticamente todo lugar para a cobertura jornalística ou para entrevistas sem o aspecto invasivo causado pelas câmeras de vídeo e toda a parafernália da equipe televisiva. Veja mais sobre o assunto em Tiago Doria Weblog.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tecnologia 4G a caminho

Baixar um filme em 5 minutos? Download com velocidade de mais de 20 megas...
A tecnologia de terceira geração - 3G nem se firmou ainda no Brasil e já está em desenvolvimento a tecnologia 4G com capacidades duplicadas, triplicadas, ou seja, bem superior a atual 3G, que já é bem satisfatória em termos de download e upload nos aparelhos de celular podendo chegar teoricamente em algumas operadoras a 7 megas de velocidade.
A notícia, que desde o ano passado circula pelos blogs e seções de tecnologia do mundo todo, aparece agora no Olhar Digital:

  • "A taxa de transmissão mínima na nova era será de 100 Megabits por segundo (Mbps), representada pela comunicação de dois celulares em dois pontos diferentes se comunicando, ou por um celular e um servidor em alta velocidade. A tal taxa permite ao usuário baixar um filme longa metragem com resolução de DVD em cerca de cinco minutos. Trata-se da convergência pois a 4G proporciona multi-tarefas e permite ao usuário acompanhar TV digital de alta definição, baixar músicas ou fazer videoconferência, tudo ao mesmo tempo pelo celular."

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O uso de celular no jornalismo


"Celular como ferramenta de trabalho: será? Não, já é". Este é o titulo de uma reportagem especial da edição 8 da revista mineira PQN sobre o uso de tecnologias móveis, em especial o celular, para reportagens jornalísticas. Fui um dos entrevistados desta matéria de sete páginas que apresenta opinião de professores, alunos, pesquisadores, empresários e profissionais sobre convergência de mídias e o jornalismo com alguns exemplos de projetos que utilizam celular para coberturas jornalísticas. Leia aqui em versão PDF.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Transmissão ao vivo por celular

Mais um serviço de transmissão ao vivo por celular via streaming, o Bambuser. A partir de um celular, webcam ou videocamera é possível realizar broadcast e assistir ao vivo ou sob demanda no site ou no celular. A notificação para o público e amigos pode ocorrer através de microblogs como Twitter, Pownce ou Jaiku. Há também neste serviço a possibilidade de interação com a audiência através de chat room e o uso de GPS-Tracking para identifica a localização de onde o celular está transmitindo. Outra plataforma bem conhecida de estream via celular é Qik.

terça-feira, 18 de março de 2008

Evento discutirá cenário 3G

Nos dias 15 e 16 de abril ocorrerá no Rio de Janeiro o "Rio Wireless International Conference" (Sistemas Móveis para a Terceira Geração). O evento debaterá desde aspectos regulatórios a tv no celular, acesso a internet no celular, novos cenários e novas aplicações sobre a tecnologia de terceira geração (3G). A programação completa está aqui. É importante ressaltar que o leilão, realizado em dezembro, que licitou as frequências e as 11 regiões a serem exploradas pelas operadoras de telefonia devem funcionar para valer a partir deste ano. A Claro já vinha operando desde o ano passado. Mas A Tim e outras operadoras devem começar ainda neste primeiro semestre. A questão da terceira geração e seus desdobramentos (principalmente em relação ao jornalismo) tem sido abordado neste blog desde o ano passado.

P.S.: Em maio estarei na Flórida, Estados Unidos, participando do painel "New Media: Cell phone, YouTube, Bloggers and Internet" e apresentando algumas experiências brasileiras sobre o uso de tecnologias móveis digitais e de celulares de terceira geração (3G) no jornalismo. Mais a frente passarei mais detalhes sobre o evento.

terça-feira, 4 de março de 2008

tv digital no celular

Celulares prontos para tv digital aportam no Brasil. Além da possibilidade de assistir tv em mobilidade os celulares também vêm prontos para a rede 3G com vídeochamadas e navegação em alta velocidade banda larga.

UPDATE: Estadão destaca: celulares que recebem sinal da TV digital chegam ao mercado

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Redes sociais integradas em celular

Yahoo, lança o OneConnect, um serviço de integração de redes sociais no celular. O OneConnect foi apresentada oficialmente no Mobile World Congress. Mobilidade total.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Celular: uma ferramenta do jornalista

Jeff Jarvis, no The Guardian, publicou um artigo em que descreve sua experiência na cobertura do Fórum Econômico de Davos como repórter do projeto de Jornalismo Móvel da Reuters. Com um Nokia N82, postou fotos e vídeos e narrativas multimídias. Para Jarvis, o cellphone é a nova ferramenta para a prática jornalística por permitir mais flexibilidade, mais mobilidade e agilidade no processo de produção jornalística no campo: "All journalists, in print and broadcast, whether desk-bound or mobile, should be equipped as mojos [mobile journalists]. The N82 can upload or broadcast while mobile and can be used to send photos to Flickr and tweets to Twitter".

Veja vídeos produzidos durante a experiência na Reuters e leia trechos do artigo abaixo:

"We already know that camera-phones in the hands of witnesses have been changing news. There is no better illustration of this, so far, than the 7/7 bombings. However, these tiny devices may well change the job of the journalist in ways more radical than even I could ever have imagined.At last month's World Economic Forum meeting in Davos, I begged my way into a Reuters' mojo (mobile journalist) project and was one of a score of delegates and reporters to get a Nokia N82 mojo phone. Reuters picked the phone because it has a high-quality camera and operates at high speed. For their own journalists, they kit it out with a wireless keyboard, a tiny tripod, a solar battery and a decent microphone, together with software that enables reporters to organise and publish text, photos, and video on to blogs."

As tecnologias móveis digitais [celulares, smartphones, por exemplo] estão realmente apontando para transformações no dia-a-dia dos jornalistas no seu trabalho de reportagem. Em situações de cobertura de assuntos mais delicados como acidentes, reportagens de campo o uso destes dispositivos oferecem novas condições técnicas para uma cobertura móvel. Tempo real, instantaneidade, mobilidade e ubiquidade caracterizam bem estes desdobramentos do jornalismo atual. Com a banda larga da tecnologia 3G dos celulares as possibilidades se alargam para limites ainda não bem definidos. Entretanto, a experiência da Reuters com o jornalismo móvel já sinaliza que, de fato, o celular se tornou uma plataforma de produção jornalística. Produção e difusão de conteúdo convergem para este pequeno e poderoso aparelho.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mobile videos em coberturas

O Carnet de Notes, de André Lemos, relata a cobertura em Davos a partir de celulares com vídeos em streaming. O articulista da BBC News, Darren Waters, do blog Dot.Life, discute no artigo "mobile video at Davos" as ferramentas utilizadas no evento para coberturas instantâneas e online. Para Waters está emergindo novas possibilidades de reportagem proporcionadas pelos dispositivos móveis e pelas conexões. Além de texto e imagens agora é possível a transmissão de vídeo em streaming no instante em que ocorre o evento, e sem o filtro e formas de produção/edição do material. Para testar estas condições Darren Waters promete um projeto similar com mobile video para os eventos Mobile World Congress e Game Developers Conference em São Francisco. São as possibilidades reais do jornalismo em mobilidade.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

TV digital no celular=portabilidade


Notícia do Globo Online destaca que a portabilidade de assistir tv por dispositivos móveis (principalmente no celular) ainda deve demorar no Brasil. Entretanto, em 2008 chegam os primeiros aparelhos de celular prontos para assistir televisão digital. Um fato importante é que o sistema brasileiro permite o acesso sem necessitadade pagar as operadoras de telefonia pelo uso, como ocorre com os outros serviços de dados como acessar internet e baixar emails. A portabilidade é o grande atrativo da tv digital porque permite que as pessoas assistam tv em qualquer lugar e com qualidade. Como a TV digital brasileira ainda está em processo de expansão (só é assistida por enquanto em São Paulo), a questão da portabilidade acompanha esse processo. Quanto ao ainda vai demorar, imagino que nem tanto. Tudo que se trata de telefonia móvel é rápido...