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domingo, 21 de outubro de 2007

Ultima Conferência do Ciclo Internacional de Debates sobre Cibercultura


Na próxima quarta-feira (24/10), às 19h no ICBA (Salvador), será realizado o último debate do Ciclo Internacional Sobre Cibercultura no Século XXI, que tem como curador do evento o professor André Lemos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA.

O debate "Internet e Democracia - a Política no Século XXI", que encerra o ciclo, terá a participação do Prof. Dr Otfried Jarren (Instituto de Publicidade e Pesquisas em Mídia, Suíça), Prof. Dr Wilson Gomes (UFBA) e o Prof.Ms Gustavo Gindre, doutorando em História das Ciências (UFRJ).

Desde maio já passaram pelo evento Lucia Santaella (PUC-SP), Karlheinz Brandenburg (alemão inventor do MP3, do Instituto Fraunhofer para Tecnologia da Mídia Digital), Pedro Rezende (UNB), Guilherme Kujawski (Itaú Cultural), H.D Mabuse (CESAR e Re:combo), André Lemos (UFBA), Rodrigo Firmino (USP), Gilson Schwartz (ECA-USP e Cidade do Conhecimento), Sérgio Amadeu (Cásper Líbero), Nelson Pretto (UFBA).
O blog Jornalismo Móvel acompanhará direto do ICBA e enviará posts sobre o desenrolar dos debates.


Escute abaixo entrevista com Lucia Santaella feita durante sua participação no evento para o podcast Tecnodesign. Ela aborda os reflexos da cibercultura na cultura, na economia e nas comunicações.


terça-feira, 10 de julho de 2007

A rádio de antes e de hoje

Hoje vou falar sobre uma grande paixão minha, o rádio. Quando comecei a trabalhar em rádio (veja uma das minhas fotos antigonas) as tecnologias que me rodeavam eram gravadores de fitas de rolo, gravadores analógicos (que muitas vezes "engoliam a fita"), cartucheiras, pick up (para rodar os vinis) e outras parafernálias analógicas que faziam parte da cena e do glamour de uma emissora de rádio. Com a digitalização dos processos, uma rádio hoje parece um ambiente de Second Life (moderno, digital, computadorizado). Hoje uma estação de rádio é uma estação de computador que introduziu mudanças significativas em todos os processos desde a captação de áudio, passando pela edição e transmissão. O mais interessante disso tudo é que , como no jornalismo e na internet, essas poderosas ferramentas também estão embutidas em equipamentos miniaturizados como celulares e câmeras capazes de produzir material de áudio com alta qualidade que, auxiliado por softwares de edição, transformam-se em programas que podem ser enviados para podcasts como o nosso, o Tecnodesign. Os podcasts são a parte visível de uma produção também amadora que descentraliza a produção dos veículos de massa visto que é possível produzir um programa com qualidade utilizando apenas o computador ou gravadores digitais portáteis. Logo, temos potenciais repórteres de rádio por tudo quanto é lugar com seu celular ou pen drive que grava áudio. Infelizmente uma coisa não melhorou: a programação das emissoras de rádio..........aliás, penso que piorou consideravelmente. Mas cada um tem condições de analisar ao seu modo (e ouvidos).

Fernando F. Silva