quarta-feira, 7 de maio de 2008

Miami - parte II



Durante minha passagem por Miami também tive oportunidade de conhecer e testar algumas tecnologias móveis que ainda, pelo menos oficialmente, não aportaram por aqui. Nokia N810 e iPhone foram alguns destes dispositivos aos quais tive acesso. O iPhone, mais irresistível, terminou vindo comigo. Apesar dos anúncios de que o Nokia N810 só chegaria aos EUA no segundo semestre deste ano não foi difícil encontrá-lo nas lojas da cidade. Minha perspectiva de análise centrou-se em observar os aparelhos do ponto de vista da potencialidade para uso jornalístico ou para acesso a conteúdo de forma móvel.

De início testei o Nokia N800 e N810, que são tablets que estão num formato intermediário entre smartphones e notebooks. Tive acesso aos dois, mas claro com mais ênfase no N810. É um tablet robusto com Wimax, Wifi, blutooth e GPS e com uma navegação similar ao do desktop devido a tela maior. É muito próximo de um notebook e roda linux o que possibilita a inserção de mais aplicativos. O preço médio do aparelho era de 490 dólares (veja imagem acima). Esta cobertura ampliada com uma rede wimax ainda é um problema no Brasil porque nem sequer as conexões wireless ainda se consolidaram além dos pontos centrais das cidades. Nos Estados Unidos e Europa o aparelho pode ser mais útil, enquanto se espera do governo brasileiro um avanço nesta infra-estrutura sem fio ampliada. O tablet da Nokia me pareceu um dispositivo muito interessante para o jornalismo por reunir funções de notebook e de smartphones além de possuir a característica da portabilidade, que evidentemente favorece a mobilidade do profissional em campo. É bem mais prático e potente que os smartphones funcionando como uma ferramenta adequada para atividades que exigem mais sofisticação de um portátil.

Outro dispositivo que tive acesso foi o iPhone da Apple. Encontrá-lo desbloqueado nos Estados Unidos é muito fácil. Quase todas as lojas de informática oferecem esta possibilidade com um acréscimo de uns 100 a 200 dólares. Como oficialmente o aparelho não está à venda no Brasil esta é a alternativa. Definitivamente o iPhone revoluciona à questão da interface e da navegação em telas de celulares/smartphones. O iPhone é muito intuitivo e de primeira você já consegue identificar, através dos ícones, suas funções. Quase de imediato naveguei em todas suas funções sem nenhum problema. O charme do celular está na sua navegação por páginas web iguais ao do desktop se utilizando do recurso touch screen para o zoom. Em definitivo, o recurso touch do iPhone é o modelo a ser seguido como paradigma de navegação na web móvel. Atualmente uso também um smartphone Treo e a diferença é brutal em favor do celular da Apple. Além disso ele encontra com mais rapidez as redes wireless disponíveis na área ou se conecta automáticamente de uma rede para outra. O navegador utilizado é o Safari. Enumerarei algumas qualidades do iPhone nesta exploração inicial e no meu ponto de vista: 1.A qualidade da câmara; 2.A navegação pelos contatos através de imagem; 3.O instalador que permite a adição de diversas aplicações; 4.A resolução da tela para assistir vídeos; a qualidade do áudio, já conhecida, do iPod embutido.
Entretanto, há algumas limitações como a falta de aplicativos sofisticados de edição de textos, de imagem, de áudio como os disponíveis no Treo da Palm.

Vale registrar aqui outras observações. É impressionante o número de dispositivos móveis, de todos os tipos e modelos (que não aparecem por aqui), disponíveis nos Estados Unidos. Nos jornais impressos que li por lá New York Times, Miami Herald Tribune, USA Today a quantidade de anúncios de celulares, câmaras, notebooks e outros dispositivos móveis é muito grande. As palavras-chaves mais comuns nos jornais são: portabilility, mobility, mobile.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Miami - parte I



Volto a atualizar o blog depois de um pequena temporada fora e muito atarefado. Estive durante a semana passada em Miami, na Flórida, participando como convidado do painel "New media: cellphone, You Tube, Bloggers, and the Internet", que ocorreu no dia 2 de maio dentro da programação do 26th Annual Journalists and Editors Workshop on Latin America and the Caribbean da Universidade Internacional da Flórida. Neste painel, moderado por Terry McCoy, da Universidade da Flórida, dividi as apresentações com Marcela Sánchez do Washington Post; Carlos dada do Elfaro.Net, de El Salvador; e Francisco Toro, do Caracas Chronicles, da Venezuela. Este último falou através de videoconferência porque teve o Visto negado, provavelmente tem alguma coisa a ver com a relação nada amistosa Estados Unidos-Venezuela.

O evento foi extremamente interessante e os debates em alto nível sobre questões relacionadas à cobertura jornalística da e na América Latina e a emergência de novas ferramentas e novas mídias. Durante as sessões da manhã chamou a atenção o fato de que praticamente o Brasil dominou as discussões. A economia forte do Brasil atualmente, a tecnologia do biocombustível e a descoberta de novos poços de petróleo foram citados o tempo todo. A visão dos jornalistas e acadêmicos, presentes lá, é sobre o Brasil como uma superpotência em ascensão com uma liderança consolidada na região. Acredito que faltou apontar a identificação que, apesar da economia forte, o país ainda vive situações difíceis em diversos campos: corrupção, falta de infra-estrutura, educação ainda precária, violência permanente. A cidade organizada e estrutura de Miami, por exemplo, não se compara com as nossas (apesar de que também tem gente pedindo esmolas e assaltos em lojas, como presenciei). Durante os dias que passei por lá duas coisas chamaram a atenção: ausência total de congestionamento e uma cidade bem arborizada. Sem falar das ilhas artificiais dos famosos como Tom Cruise, Gloria Estefan, Silvester Stallone e os ônibus elétricos robotizados azuis (sem cobrador, sem motorista e o melhor de tudo: de graça). É uma realidade bem distinta. Outra questão é que apesar da economia americana está em crise e o real está supervalorizado em relação ao dólar um simples sanduiche custa em torno de $ 10,00, ou seja, algo como 17 reais na cotação atual e relativo a região de Miami Downtown.

PAINEL

Em relação ao painel que participei durante a tarde, as discussões giraram em torno das novas ferramentas para o jornalismo como blogs, YouTube, jornalismo móvel, jornalismo cidadão e como tudo isto está impactando o jornalismo tradicional dos grandes grupos de comunicação. Em Miami, por exemplo, uma boa parte dos jornalistas trabalha na condição de free-lancers. Falei com uma jornalista que colabora para o New York Times, BBC, USA Today e ela me falava que os profissionais estavam preocupados com a questão do jornalismo cidadão porque, de alguma forma, atingia os free-lancers. Enquanto que outros especialistas defendiam claramente o jornalismo cidadão como uma iniciativa louvável proporcionadas por um conjunto de ferramentas e de tecnologias como celular e câmara digital. No painel foram relatadas também diversas situações de uso de blogs como ferramenta alternativa aos meios de comunicação de massa e como isto representaria uma quebra de bloqueio. Marcela Sanchez, do Washington Post, citou o caso de uma blogueira cubana, Yoani Sánchez, que posta direto da ilha no Generación Y e tem mais de um milhão de acessos por mês. Esta blogueira recebeu recentemente o prêmio de jornalismo Ortega y Gasset, do El País por sua contribuição para a liberdade de imprensa. Para receber o prêmio o governo cubano não estava querendo liberá-la para sair do país. Francisco Toro também falou da importância do blog para uma comunicação mais aberta e fora das amarras da mídia de massa. Enquanto que Carlos Dada, do ElFaro.Net falou sobre os 10 anos deste projeto em El Salvador com uma audiência média de 50 mil acessos por semana com notícias do país.

Minha apresentação versou sobre o uso de tecnologias móveis digitais e conexões sem fio nos grupos de comunicação do Brasil. Apresentei experiências como o RJ-Móvel, da Rede Globo do Rio; O Band 3G, da Rede Bandeirantes; e o Notícia Celular, da TV Jornal do Recife entre outras inciativas neste sentido. Estas experiências chamaram bastante a atenção dos presentes por se tratar do uso mais intensivo das rede de alta velocidade dos celulares (o 3G). Exibi, por exemplo, um vídeo dos repórteres da tv Jornal trabalhando com celulares 3G Nokia N95 na cobertura do carnaval do Recife e em matérias de acidentes de trânsito e incêndios. Neste ponto, em termos de projetos para o uso da tecnologia de terceira geração no jornalismo, o Brasil parece mais avançado neste momento. O que chama a atenção nos Estados Unidos é a quantidade de conexões sem fio (wireless) abertas. Encontrei mais de 30 nas proximidades de Miami Downtown para acesso no iPhone.

UP DATE: veja o resumo do evento em PDF


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Jornalismo móvel em discussão em Miami


Estarei participando, no dia 2 de maio, em Miami, Flórida, do painel New media: cellphone, You Tube, Bloggers, and the Internet, ao lado de Terry McCoy da Universidade da Flórida, Carlos dada do Elfaro.Net e Marcela Sánchez do Washington Post. Este painel faz parte do 26th Annual Journalists and Editors Workshop on Latin America and the Caribbean da Universidade Internacional da Flórida. (veja programação). Alguns dos projetos a serem apresentados por mim serão o Notícia Celular da TV Jornal de Pernambuco (foto acima) que utiliza celulares de terceira geração como plataforma de produção; a estréia da Band com tecnologias 3G no jornalismo em tempo real; e o RJ-Móvel da Rede Globo do Rio. Leia mais abaixo:


"O professor e jornalista Fernando Firmino da Silva, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e doutorando na Universidade Federal da Bahia - UFBA, participará do "26º Workshop Anual de Editores e Jornalistas da América Latina e Caribe" (26th Annual Journalists and Editors Workshop on Latin America and the Caribbean, que será realizado no dia 2 de maio, no Biscayne Bay Marriott Hotel, em Miami, nos Estados Unidos.


Fernando Firmino foi convidado pelo Centro Caribenho e Latino Americano da Universidade Internacional da Flórida para participar do painel "New Media: Cellphones and You tube, Bloggers, Internet", que será composto por Carlos Dada, do Elfaro.Net, Marcela Sánchez, do Washington Post e Fernando Firmino da Silva, da Universidade Federal da Bahia - UFBA e da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB. Firmino apresentará experiências com tecnologias móveis e estratégias de coberturas nos conglomerados de mídia brasileiros com destaque para o projeto "Notícia Celular" da TV Jornal e a cobertura em tempo real do JC Online em eventos como o carnaval, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, de Pernambuco. O Notícia Celular foi a primeira iniciativa brasileira com o uso de 3G na produção jornalística de um canal de tv. A diretora de Jornalismo da TV Jornal, Beatriz Ivo (foto), afirma que o projeto será ampliado para os outros veículos do Sistema: "A próxima fase do Notícia Celular prevê que todos os repórteres dos cinco veículos do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação produzam conteúdo jornalístico usando as vantagens da mobilidade do celular. A intenção é que além das equipes da TV Jornal, os profissionais do Jornal do Commercio, do JC On Line e das rádios Jornal e CBN participem do projeto".

Aproximadamente 75 jornalistas, editores e acadêmicos especializados na área participarão do evento nos Estados Unidos, cujo tema principal será "Reportagem na América Latina". Na conferência, o professor Fernando apresentará alguns casos de conglomerados de comunicação que usam celulares, blogs, internet e outros dispositivos móveis nas suas coberturas e estratégias jornalísticas (programação do evento).

Pós-Graduação

O uso de tecnologias móveis digitais na produção jornalística é tema da tese de doutorado que o professor Fernando está desenvolvendo na sua Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).No próximo ano, o professor, que também é pesquisador do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas em Cibercultura/Ciberpesquisa, lançará um livro, abordando o tema "Jornalismo e Mobilidade", onde ele analisa, do ponto de vista técnico, histórico e teórico, o uso de tecnologias portáteis como celulares, gravadores e câmeras digitais como plataformas para a produção jornalística diretamente do local do evento."

Fonte: Assessoria da UEPB

sábado, 19 de abril de 2008

Padrão Mobi para dispositivos portáteis

O Globo.Mobi, o acesso móvel ao Globo Online, lançou um serviço muito interessante esta semana para quem está sempre viajando ou esperando vôo de parentes, amigos, etc. O serviço "Consulta de vôos" onde o usuário pode visualizar todos os vôos em tempo real (sincronizado com o sistema da Infraero) de todos os aeroportos brasileiros. O Globo.Mobi é um dos melhores sites móveis da internet brasileira. Como já relatei em post anterior o formato mobi realmente é mais adequado para o uso em celular e smartphones porque diminui consideravelmente o consumo no tráfego de dados e oferece uma visualização mais confortável nas pequenas telas. "Diferentemente de outros sites que ofereciam apenas algumas notícias em formato apropriado para dispositivos móveis, o Globo.Mobi apresenta uma experiência quase similar ao da navegação na internet normal, com a diferença de que o peso em kilobytes para acessar uma página é 100 vezes mais leve." Eu sempre acesso no smartphone o Globo.Mobi e tem sido uma experiência agradável superando o formato wap.

Nesta semana (dia 15/04) o Jornalistas da Web, do Mário Cavalcanti, também lançou sua versão do JW Móvel em padrão mobi através do http://jornalistasdaweb.mobi para acesso em celulares e smartphones (leia mais). É uma iniciativa importante vindo de um site que vem tratando do tema "mobilidade" e "jornalismo digital" desde 2000 e testando diversas ferramentas web como podcast, rss, facebook, videocast. Penso que os demais portais como Estadão, Folha Online deverão logo, logo seguir esta tendência, principalmente se levar em consideração o crescimento do uso de celulares no país que já ultrapassa os 120 milhões. Este ano está sendo decisivo para a internet móvel. Com a introdução da tecnologia de terceira geração (3G) no mercado brasileiro muitos projetos dos grupos de comunicação devem ocorrer neste entorno tanto do ponto de vista de produção em mobilidade quanto do de difusão de notícias para celulares (textos, áudio, vídeo,imagem, etc).

Estamos acompanhando estes movimentos.


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Jornalismo da Band transmite ao vivo via celular com tecnologia 3G


O jornalismo da TV Band fez hoje a primeira transmissão ao vivo direto de um celular com tecnologia de terceira geração (3G), a banda larga da telefonia móvel. A partir de agora os repórteres da emissora utilizarão o dispositivo para transmitir em tempo real e utilizar como plataforma de produção. Uma parceria com a operadora TIM foi firmada para o uso neste sentido. A TIM lançou hoje o seu serviço de rede 3G em seis capitais (Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador. São Paulo e Rio entram posteriormente após liberação da Anatel. A velocidade prometido para a rede 3G da TIM pode chegar a 7 Mbps.
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Veja trechos da reportagem no Jornal da Banda ou assista o vídeo:

"O jornalismo da band ganhou mais um aliado para trazer informação rápida e precisa aos telespectadores: os celulares com tecnologia 3G. O sistema leva aos telefones móveis a banda larga, ou seja, com mais capacidade para transmitir informação com rapidez e qualidade, isso inclui repórteres, que poderão fazer entradas ao vivo a qualquer hora e de qualquer lugar que tenha cobertura de celular. A Band fez hoje a sua primeira transmissão deste tipo na edição do São Paulo Acontece direto do Ibirapuera [...] O jornalismo da Band passa a contar com uma ferramenta que o jornalismo em tempo real transmitido pelo celular".
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P.S: Na reportagem da Band foi anunciado que a emissora estaria utilizando o celular de forma pioneira na cobertura jornalística. Entretanto, desde o dia 26 de novembro a TV Jornal, do Recife, utiliza celulares Nokia N95 com tecnologia 3G da Claro na sua programação jornalística através do projeto Notícia Celular, como já foi relatado aqui no blog em várias ocasiões como aqui, aqui, aqui e aqui. Coberturas do carnaval de Recife/Olinda, acidentes de trânsito, visita do presidente Lula, jogos de futebol e outros acontecimentos já foram realizados pela TV Jornal e o portal JC Online vem utilizando para atualização de notícias em tempo real.
Pelo menos em termos de rede nacional e ao vivo a Band realmente passa a ser pioneira na televisão. No mais, esta iniciativa reforça a constatação do crescimento do jornalismo móvel e do uso do celular como dispositivo híbrido (como afirmam André Lemos e Paul Levinson).

Convergência midiática e jornalismo


Cafe com Prosa. Este é o nome do evento que ocorrerá, no próximo dia 24 de abril, às 19h, no auditório do ISBA - Faculdade Social da Bahia, em Salvador. O tema em discussão será "Convergência Midiática e Jornalismo" (amplie a imagem). Estarei presente nesta mesa discutindo o jornalismo e as convergências que ocorrem em em torno dos dispositivos de produção (o celular e as tecnologias móveis, em particular) e a convergência profissional no processo. Minha abordagem tem muito a ver com minha tese de doutorado refletida neste blog Jornalismo Móvel. Estarei participando ao lado dos colegas Marcelo Freire, jornalista e mestrando na UFBA; e Leila Nogueira, mestre pela UFBA. O evento está sendo organizado por Débora Lopez a partir do curso de Jornalismo da ISBA. Abaixo outras informações.
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Apresentação do evento

O surgimento de novas tecnologias possibilitou que as informações fossem transmitidas via áudio, vídeo, texto e fotografia. Esta é a chamada Convergência Midiática, que vai ser tema de debate no Café com Prosa do dia 24 de abril. Marcado para às 19h, o evento vai ser realizado no auditório do Colégio ISBA e é aberto ao público.
Para comandar o bate-papo com os estudantes e esclarecer sobre o surgimento destas novas mídias, da facilidade de transmitir dados e do crescimento na produção de informação, os convidados são os jornalistas e pesquisadores Fernando Firmino, Leila Nogueira e Marcelo Freire. O Café com Prosa é uma iniciativa do curso de Jornalismo da Faculdade Social.

Saiba mais sobre os palestrantes

...Fernando Firmino é jornalista, radialista, professor titular do Departamento de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente faz parte do Centro Internacional de Estudos e Pesquisa em Cibercultura no Grupo de Pesquisa em Cibercidades e no Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online - GJOL. Sua tese de doutorado, sob orientação do professor André Lemos, trata da relação entre jornalismo e tecnologias da mobilidade. Edita o blog HYPERLINK: http://jornalismomovel.blogspot.com/

...Leila Nogueira também é jornalista e trabalhou sete anos na Rede Bahia, onde exerceu as funções de produtora, repórter e editora do Núcleo de Rede. É sócia-fundadora da SBPJor - Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo. Foi professora substituta no curso de Jornalismo da FACOM/UFBA de 2001 a 2003. Ensinou na Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador de 2003 a 2007. Atualmente, integra o corpo docente do Centro Universitário da Bahia - FIB, onde é responsável pelas disciplinas do Laboratório de Telejornalismo e pela TV FIB. Mestre em Comunicação pela UFBA, sua dissertação de mestrado, defendida em 2005, teve como tema o Webjornalismo Audiovisual e ganhou o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, em Porto Alegre, em 2006.

...Formado em 2006, Marcelo Freire cursa o mestrado em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Editor responsável pelos sites do Jornal da Manhã e do Bahia Meio-Dia da TV Bahia e do portal iBahia da Rede Bahia. Atualmente é professor da área de jornalismo digital no Centro Universitário da Bahia - FIB, onde edita o webjornal laboratório Educação em Pauta. Integra o Grupo de Estudos em Jornalismo On Line (GJOL), na UFBA. Escreve dissertação de mestrado sobre narrativas jornalísticas para a internet, dando prosseguimento à sua pesquisa de graduação.
Fonte ISBA

Micromínima no Ciber.Comunica 3.0



No próximo dia 15 de maio estarei participando do Ciber.Comunica 3.0, nas Faculdades Jorge Amado, em Salvador, discutindo jornalismo e mobilidade. Serão três dias de programação abordando comunicação sem fio. Na oportunidade será lançada a primeira edição do Festival MicroMínima. Veja abaixo mais detalhes das discussões:


"Nos dias 13, 14 e 15 de maio será realizada a terceira edição do Ciber.Comunica 3.0, evento que tem como objetivo discutir a comunicação associada às tecnologias contemporâneas. Nessa edição, a discussão do Ciber.Comunica girará em torno da Comunicação Sem Fio, envolvendo os cursos de Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Redes de Computadores e Sistemas de Informação.

O evento é uma iniciativa da coordenação dos cursos de Comunicação Social da Jorge Amado, em parceria com o Atelier de Comunicação e Cultura (GERCOM), o Centro Internacional de Pesquisa em Cibercultura da Facom/UFBA e o Centro de Excelência da Informação (CEI / A Tarde).
Apesar do tema atualíssimo, o Ciber.Comunica continua com os mesmos moldes. É o que garante o seu coordenador geral, o professor mestre Claudio Manoel Duarte. "O que motiva o Ciber.Comunica é o acompanhamento dos uso das tecnologias nas variadas formas de comunicar", justifica o professor.
O evento já tem alguns nomes confirmados. A palestra de abertura fica por conta do publicitário e mestrando Adelino Mont'Alverne, que fala sobre Comunicação, tecnologia móvel e publicidade. A palestra da professora Karla Brunet traz o tema Arte, tecnologia móvel e apropriação para o centro do debate, no dia 14, às 9h30. No dia seguinte, às 19h, o professor Fernando Firmino da Silva fala sobre Jornalismo e mobilidade.


Festiva MicroMínima

Também já foi confirmada no Ciber.Comunica 3.0 a realização da primeira edição do Festival MicroMínima, que irá premiar os melhores filmes produzidos através de celular. Os trabalhos foram produzidos durante a disciplina Novas Midias, ministrada pelos professores Macello Medeiros e Claudio Manoel nos cursos de Jornalismo e Publicidade.Os interessados em participar devem apenas contribuir, no ato da inscrição, com um quilo de alimento não-perecível, a ser entregue na sala do Núcleo de Ação Social da Jorge Amado, que fica localizada no Prédio I, Nível 9. Os alimentos arrecadados serão distribuídos a uma das entidades filantrópicas apoiadas em projetos sociais da instituição, a ser definida por sorteio. O participante terá direito a certificado."

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Celulares, protestos e tempo real

Jornal americano está usando celulares para transmissão em streaming (em tempo real) dos Protestos contra a China na passagem da tocha olímpica pelas ruas dos EUA. O jornal online The Sacramento Bee utiliza a tecnologia Qik, a mesma já testada pela BBC e ADNs conforme posts já publicados. Com a tecnologia, os repórteres transmitem em tempo real direto para o site ou blog. Diversas aplicações vêm surgindo e favorecendo a prática do jornalismo móvel e o uso de dispositivos móveis como plataformas de produção. Portanto, tecnologias da mobilidade e jornalismo se aproximam cada vez mais. Veja os videos e matéria publica em Journalism.Co.Uk



Trecho
"US newspaper The Sacramento Bee has been using mobile phone technology to relay video of protests against the Olympic torch procession, in San Francisco, in real time.By using Qik, a technology that allows live streaming from videophones to a flash player embedded on a website or blog, reporters were able broadcast moving images as events unfolded - effectively replicating a live TV news service at a fraction of the cost and with the flexibility to move freely and quickly.Reporter Manny Cristomo captured street-level action of clashes between supporters of China and Tibet, as well as the general turmoil of an event that took an unexpected series of twists, with a mobile phone mounted on his DV camera.Images captured by the videophone were automatically relayed by the Qik technology for live broadcast on its website.Desk staff were then able to download the content and add it to the newspaper's own video player (right) as an immediate account of events.Higher quality video shot on location on the dedicated digital camera could then be edited and added sometime later."Our goal is to try and create an immediacy for our online video, it's [using Qik) experimental, we have been using it for just the last two weeks," Mark Morris, the Bee's director of multimedia, told Journalism.co.uk."We see it as a way of posting editorial content immediately online, I think we had something posted on our site within 15 minutes of everything being transmitted into Qik."

futuro nômade e mobilidade

Edição da revista The Economist traz reportagem especial (nomads at last e our nomadic future) abordando que o mundo atual está cada vez mais marcado pelo nomadismo digital e pela mobilidade. A expansão das tecnologias móveis e das conexões sem fio seriam responsáveis pelas mudanças que se verifica agora e, principalmente, para o futuro. A matéria aponta mudanças na vida das pessoas nos aspectos cultural, político, das cidades, dos empregos. O texto defende que estaria emergendo uma nova versão para o nomadismo.

Trechos:


"SOMETIMES the biggest changes in society are the hardest to spot precisely because they are hiding in plain sight. It could well be that way with wireless communications. Something that people think of as just another technology is beginning to show signs of changing lives, culture, politics, cities, jobs, even marriages dramatically. In particular, it will usher in a new version of a very old idea: nomadism. "
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"Will it be a better life? In some ways, yes. Digital nomadism will liberate ever more knowledge workers from the cubicle prisons of Dilbert cartoons. But the old tyranny of place could become a new tyranny of time, as nomads who are “always on” all too often end up—mentally—anywhere but here (wherever here may be). As for friends and family, permanent mobile connectivity could have the same effect as nomadism: it might bring you much closer to family and friends, but it may make it harder to bring in outsiders. It might isolate cliques. Sociologists fret about constant e-mailers and texters losing the everyday connections to casual acquaintances or strangers who may be sitting next to them in the café or on the bus. "

sábado, 5 de abril de 2008

Vídeos sobre jornalismo móvel da Reuters

Veja alguns videos sobre o projeto da agência de notícias Reuters de Jornalismo Móvel. Nestes três videos você tem uma visão bem completa de como funciona o projeto, a partir do uso de um kit de ferramentas composto por um Nokia N95, teclado bluetooth, microfone e outros acessórios para a reportagem móvel. Diversas postagens no blog vêm relatando este projeto aqui.





sexta-feira, 4 de abril de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Twitter e perfil

Adriana Amaral publicou um post muito interessante sobre o Tweetstats, uma ferramente que permite visualizar graficamente algumas informações do perfil no Twitter como "linha do tempo das suas postagens, os dias e horários em que mais se posta". O Twitter cresce exponencialmente na rede como ferramenta jornalística, educacional e outros usos em redes sociais. Leia o texto aqui.

Cibercomunica 3.0

Bluetooth, wi-fi, wap comunication, infrared. Se esses termos ainda não fazem parte do seu vocabulário, isso vai mudar depois do Cibercomunica 3.0, promovido pelas Faculdade Jorge Amado nos dias 13, 14 e 15 de maio. Essa é a terceira edição do evento que tem como objetivo discutir a comunicação associada às tecnologias contemporâneas. A cada ano o Ciber.Comunica tem um tema central. Nesta edição a discussão girará em torno da Comunicação Sem Fio, envolvendo os cursos de Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Redes e Sistema. O evento é uma iniciativa da Coordenação dos Cursos de Comunicação Social da Jorge Amado, em parceria com o Atelier de Comunicação e Cultura – GERCOM e o Centro Internacional de Pesquisa em Cibercultura da Facom (UFBA), juntamente com o CEI (Centro de Excelência de Informação do Grupo A Tarde).

Durante o Ciber.Comunica 3.0 acontecerá, em paralelo, o Festival MicroMínima, de filmes produzidos através de celulares. Serão ao todo cerca de 150 microfilmes de até 1 minuto e 15 segundos de duração, cada, com tema e linguagem livres, realizados por alunos das disciplinas de Novas Mìdias I e II, coordenadas pelos professores mestres Claudio Manoel Duarte e Macello Medeiros.
Apesar do tema atualíssimo, o Cibercomunica continua obedecendo aos mesmos moldes. É o que garante o seu coordenador geral, o professor mestre Claudio Manoel Duarte. Segundo ele, o tema pode englobar palestras sobre software livre, open journalism, autoria, propaganda e marketing viral livre, produção e publicações coletivas a distância, educação a distância, bluetooth e informação, censura e rede, publicação literária em rede, creative commons, dentre outros. “O que motiva o Ciber.Comunica é o acompanhamento dos usos das tecnologias nas variadas formas de comunicar”, justifica o professor. O evento, que pretende inserir os estudantes da Jorge Amado na discussão sobre comunicação, informação e tecnologias contemporâneas, conta com a realização de workshops, palestras e mostra de vídeos, além de outras atividades.


O público-alvo é formado por alunos, professores e profissionais de comunicação, mas é importante ressaltar que o evento é aberto ao público geral. Os interessados em participar devem apenas contribuir, no ato da inscrição, com um quilo de alimento não-perecível, a ser entregue na sala do Núcleo de Ação Social da Jorge Amado, que fica localizada no Prédio I, Nível 9. Os alimentos arrecadados serão distribuídos para uma das entidades filantrópicas apoiadas em projetos sociais da instituição, a ser definida por sorteio. O participante terá direito a certificado.

Fonte: Lista Cibercultura.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

RJ-MÓVEL -Redação móvel da Rede Globo



A colega pesquisadora Grace Bender Azambuja, do Vida Sem Fio, deu a dica e fui atrás. O telejornal da RJTV, da Rede Globo do Rio de Janeiro, está utilizando desde 14 de agosto do ano passado uma redação móvel para produção de matérias jornalísticas pelos bairros da cidade e região metropolitana do Rio, é a RJ-MÓVEL. O veículo possui notebooks, câmeras de vídeo digital, ilha de edição e sistema de transmissão via satélite para entrar ao vivo.

Veja um trecho do anúncio do projeto:

"O RJTV 1ª Edição traz mais uma novidade para você: é o RJ-Móvel. Nossos repórteres ganham mais mobilidade para mostrar o que acontece de mais importante no nosso estado [...] Com esse carro, a equipe do RJTV vai percorrer as ruas da cidade, os municípios do Grande Rio de olho na notícia, bem mais perto da sua comunidade, atentos a tudo que acontece na nossa região. A bordo do RJ Móvel, produtores, técnicos e repórteres estarão prontos para gravar reportagens, transmitir notícias e entrevistas ao vivo de qualquer lugar, via satélite."