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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Jornalistas sem redação



Depois de um tempo afastado por causa de viagens e muitas atividades acadêmicas, volto ao blog. Teremos muitas novidades por aqui, muita coisa para comentar sobre jornalismo e tecnologia. Gradativamente atualizarei o blog com diversas questões relacionadas à minha pesquisa de doutorado, a artigos publicados em livros e apresentados em eventos como forma de compartilhar com os leitores deste blog.

JORNALISTAS SEM REDAÇÃO
Para começar destaco a interessante matéria publicada esta semana pelo El País denominada "Periodistas sin redacción". O enfoque é exatamente nos jornalistas que trabalham fora da redação produzindo todo tipo de conteúdo e enviando através de diversas conexões disponíveis e se utilizando para a execucação do trabalho de conexão à internet, computador portátil, câmeras digitais e celulares. Na matéria há depoimentos de pesquisadores como Ramón Salaverría e de profissionais que adotaram esta forma de exercer o jornalismo.

Como background está a questão da mobilidade e o fato de que dispomos hoje de uma infra-estrutura adequada para o desenvolvimento da atividade jornalística no campo, fora das redações, de onde de fato as notícias acontecem e que, de uma certa forma, a Internet paradoxalmente inverteu os processos transformando os profissionais em "jornalistas sentados" que apura tudo de frente ao desktop sem sair da redação. Com as tecnologias móveis e as inúmeras conexões disponíveis como a 3G espera-se que os repórteres voltem à rua para acompanhar de perto e com mais precisão os acontecimentos do dia-a-dia. Este fenômeno "do retorno" já começa a acontece em alguns grupos de comunicação com a adoção do modelo de jornalismo móvel.

Vale a pena ler "Periodistas sin redacción tendo em vista que em breve esta será uma realidade mais presente nos meios de comunicação com práticas mais vinculadas ao espaço urbano, à realidade dos acontecimentos. Tecnologias para o jornalismo em mobilidade já temos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Jornalismo móvel de baixo custo



O prática do jornalismo móvel ou da produção de conteúdo (áudio, vídeo e fotos) tem sido realizada com mais frequência com a utilização de celulares sofisticados como o Nokia N95 devido a qualidade próxima a DVD com câmera de 5 megapixels a exemplo do projeto da agência Reuters. O iPhones entrou na área também. Entretanto, começam a surgir equipamentos mais acessíveis e baratos para finalidades que não exijam um registro de imagens ou vídeos em alta resolução. A Creative, dos Estados Unidos, tem disponível no mercado a Vado Pocket Video. Trata-se de uma câmera de apenas U$S 99 com capacidade de gravação de até uma hora no formato MPEG-4 e AVI com 30 quadros e armazenamento na memória interna de 2GB. É uma câmera bem portátil com peso de 84 gramas e bateria. Há outras opções no mercado com as mesmas características como a Flip e Aipitek que custam menos de U$S 200. Veja uma demonstração da Vado. Uma cobertura jornalística pode perfeitamente ser realizada com uma câmera como esta sem o medo de ser roubado e se perder uma fortuna.

sábado, 5 de abril de 2008

Vídeos sobre jornalismo móvel da Reuters

Veja alguns videos sobre o projeto da agência de notícias Reuters de Jornalismo Móvel. Nestes três videos você tem uma visão bem completa de como funciona o projeto, a partir do uso de um kit de ferramentas composto por um Nokia N95, teclado bluetooth, microfone e outros acessórios para a reportagem móvel. Diversas postagens no blog vêm relatando este projeto aqui.





sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Repórteres móveis na África


A produção móvel do projeto "Voices of African" (leia post publicado aqui) do African News voltou a ser destacado pelo mundo afora. Agora o MobileActive trouxe duas matérias sobre a produção jornalística a partir de celulares: Voices of Africa: Citizen Reporting With Mobile Phones e Mobile Reporters in Africa: Guest Blog from AfricaNews' Mobile Voices.

O projeto "Voices of African" se caracteriza pelo uso de telefones móveis da Nokia E61 para a produção e envio de fotos, vídeos, áudio e textos diretamente para o site do projeto. Quatro países africanos participam da cobertura África do sul, Moçambique, Gana e Kenia. Os repórteres utilizam redes wireless GPRS. A escolha do GPRS como conexão sem fio oferece a possibilidade de cobertura em lugares remotos, de difícil acesso, onde seja improvável a existência de zonas wi-fi. A idéia é ter 20 profissionais envolvidos no projeto. A dica veio do novo Blog do meu amigo Danilo Cyberdemo.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Blog atualizado via smartphone




A partir de hoje esse blog vai exercer com mais ênfase a mobilidade com características de um moblog (blog móvel). Boa parte dos posts serão enviados em situação de mobilidade diretamente de um smartphone Treo, da Palm, através de MMS (mensagem multimídia). Já vinha fazendo a atualização de alguns posts dessa forma, mas a intenção agora é intensificar ao máximo essa prática visando experimentar as situações reais do jornalismo móvel. Durante este período terei a oportunidade de relatar as facilidades e dificuldades do uso de dispositivos móveis a partir da interface com o espaço urbano. A escolha do smartphone se dar pela portabilidade, pelos recursos disponíveis (editores de texto, câmera digital, acesso à email e web) e pela conexão permanente via GPRS da operadora de telefonia. Essa experiência também servirá de suporte para as pesquisas da minha tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA, orientada por André Lemos, sobre a produção jornalí­stica a partir do uso de tecnologias móveis digitais e conexões sem fio.

fernando f. silva

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Digital Pen - uma ferramenta para o repórter móvel anotar e transferir suas informações




Na mesma proporção em que se expande o jornalismo móvel também se expandem as ferramentas portáteis para o desenvolvimento de atividades jornalísticas em condições de mobilidade. A Digital Pen é uma dessas eficientes ferramentas que facilita o trabalho do repórter. Trata-se de uma caneta digital (que também é uma USB flash drive) que pode ser utilizada para escrever livremente num papel, armazenar páginas de informação (em tempo real) e depois transferir as anotações e rascunhos para o computador através da entrada USB e ser enviado diretamente para um email. Depois de transferido pode-se transformar as anotações em imagens ou em textos (essa é a parte boa). Além do mais a caneta digital é uma memória flash para armazenar diversos outros arquivos como música, vídeo, textos. Entrevistas, reportagens ou a apuração de uma notícia são situações em que o repórter pode utilizar essa caneta, escrevendo as informações num papel que serão transferidas para a conversão em formato de texto. Essa ferramenta agiliza imensamente o trabalho do repórter. Veja um vídeo demonstrando como a Digital Pen funciona ou veja uma infografia com um demo mostrando também as funcionalidades desse aparelho. A Digital Pen custa em média U$ 80 e pesa 16 gramas.
fernando f. silva