quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por que o jornalismo móvel se tornou praticável?


O jornalismo e mobilidade não é novo. Nem as tecnologias portáteis. Entretanto, a expansão de experiências e estudos sobre a área aumentaram consideravelmente nos últimos cinco anos devido a um fato concreto: atualmente há uma estrutura técnica e estratégica que favorece a prática do jornalismo móvel. Esta estrutura é formatada por um conjunto de tecnologias móveis digitais sofisticadas (smartphones, câmeras digitais, netbooks, etc) e conexões sem fio (3G, Wi-Fi, WiMax e Bluetooth). E tudo isto vincula-se a uma rede banda larga móvel que instaura uma mobilidade sem precedente na produção, consumo e emissão de conteúdo (áudio, vídeo, imagens e textos).
É importante demarcar esta ambiência centrada no início do século XXI, principalmente a partir de 2004 em diante, para que possamos analisar o cenário do jornalismo móvel de uma forma mais objetiva. Em 2000, 2001 alguns autores falavam do tema de uma forma incipiente e ainda na condição futura de possibilidade do desenvolvimento do jornalismo móvel como John Pavlik (2001), no livro Journalism and New Media, e Stephen Quinn (2002), no livro Knowledge Managemente in the Digital Newsroom. A tecnologia mais avançada para a prática e citada por Pavlik era um Palm Pilot com reconhecimento da escrita. O Palm Pilot lançado em 1996 tinha uma mémoria interna de 128 kb.

A década de 1990 foi promissora para a expansão dos chamados Handhelds e Palmtops. Mas no início deste século as configurações dos dispositivos (e suas interfaces) melhoraram consideravelmente em paralelo ao surgimento das conexões banda larga móvel. Neste sentido, estamos diante de práticas impensáveis há dez anos. O conceito de jornalismo móvel, na sua acepção atual, está atrelado ao uso de tecnologias móveis digitais em redes móveis para potencializar a mobilidade de repórteres na prática jornalística. O curioso notar é que as conexões 3G abriram espaço para transmissões ao vivo via celular para redes de tv. Antes era impensável esta possibilidade pela inexistência de redes móveis com capacidade de tráfego de dados pesados como vídeo. Experiências brasileiras como a da TV Band e da Tv Jornal do Recife demonstram como o futuro do streaming no celular já está aqui. Naturalmente que as redes em breve aumentaram sua capacidade de alargamento com as redes 4G com velocidades de transmissão, download ou upload muito superior à tecnologia 3G.

Ferramentas para o Repórter 3G - Atualmente surge o que se denomina de repórter 3G ou repórter móvel. O ambiente móvel de produção, constituído por inúmeras ferramentas portáteis, impulsiona a prática ao colocar à disposição do repórter em campo as condições necessárias para apurar, navegar por banco de dados, editar conteúdo e emitir do local do acontecimento. Na prática isto vem ocorrendo em algumas circunstâncias e situações. Durante a solenidade de despedida de Michael Jackson o repórter da Globo, Rodrigo Bocardi (vídeo abaixo), utilizou a mini-câmera Flip para gravar sua passagem de dentro do estádio. Os netbooks, ainda pouco utilizados pelos repórteres, podem se transformar em breve numa estação de trabalho devido a sua portabilidade (minicomputadores de 7, 9, 10 polegas) e capacidade (120, 160 de HD) oferecendo condições para atividades mais complexas de edição. O Nokia N95, N96 e N97 ainda são os celulares ideais para a prática por possui recursos mais sofisticados para o jornalismo como câmera de 5 megapixels, gravador digital, teclado bluetooth e a possibilidade de agregação de outros acessórios de produtividade. O iPhone 3GS vem com novos aperfeiçoamentos e conta com uma quantidade enorme de aplicações disponíveis o que transformará o dispositivo num podero smartphone para o jornalismo móvel.

domingo, 19 de julho de 2009

As várias variáveis do Twitter


O jornalismo passa por diversas discussões na atualidade no âmbito do seu modelo de negócios, da relação com a audiência, das grades curriculares dos cursos, da formação profissional. O background desta discussão decorre da emergência das tecnologias digitais, do processo de convergência e da comunicação móvel. Alguns visualizam como uma crise, outros como novas oportunidades. O importante a observar é que, de fato, há mudanças significativas na prática jornalística associadas a fenômenos emergentes impactando o modo de fazer, o modo de consumir e o modo de compartilhar notícias (nos seus diversos formatos). Qualquer que seja o ângulo identificaremos tensões no campo do jornalismo e na indústria do entretenimento.

Os microblogs, essencialmente o Twitter, têm sido um dos desencadeadores destas reconfigurações. Como o jornalismo está se adaptando e explorando estas potencialidades? Como fica a relação com a fonte quando esta lança primeiro no Twitter as informações exclusivas? É perceptível a adoção rápida desta ferramenta nos mais diversos segmentos (políticos, artistas, acadêmicos, esportistas, mídia....) e isto transforma as relações não somente entre o público, mas também com a mídia. Técnicos e dirigentes de times de futebol anunciam as informações de impacto dos seus clubes no Twitter; políticos disparam no microblog as notícias parlamentares e de votações relevantes; os usuários divulgam suas críticas positivas ou negativas de filmes e outros serviços no Twitter. Enfim, há uma infinidade de usos que transforma esta ferramenta numa poderosa rede social (e móvel) que faz circular instantaneamente um conjunto de dados que abre possibilidades de utilização inimaginável para o jornalismo, para as empresas e paraos usuários.

A influência do microblog pode ser medida por dois textos publicados esta semana: Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias e Twitter pressiona uma mudança no foco da atividade jornalística. Ou seja: já é possível falar em mudanças nos dois setores que mais reclamam do "estrago" causado pelas mídias digitais: a indústria do entretenimento, que tenta brecar o download de músicas e filmes, mas não apresenta modelos alternativos; e do jornalismo, que atrela a crise dos jornais às novas formas de consumo de notícias.
Sem sombra de dúvidas estamos diante de um cenário que se tornou um campo fértil para pesquisas acadêmicas. E estas aumentam consideravelmente em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado permitindo observações as mais variadas. No livro "Blogs.com - estudos sobre blogs e comunicação" (organizado por @adriamaral, @raquelrecuero e @sandramontardo) escrevi o artigo Moblogs e Microblogs: Jornalismo e Mobilidade em que enquadrava este fenômeno do Twitter a partir da pespectiva da comunicação móvel à medida que possibilita uma atualização ou visualização através de dispositivos móveis amplificando o poder da rede e sua incorporação na rotina jornalística. A ampliação desta discussão poderá ser encontrada em breve no livro "Metamorfose jornalística 2: a reconfiguração da forma", que organizei com o amigo @dsoster, e será publicado no final do ano com a análise destas mudanças no jornalismo a partir de diversas perspectivas de análise.

Portanto, torna-se imprenscindível novos olhares sobre a superfície do jornalismo para endereçar questões de pesquisa que possam problematizar os fenômenos que orbitam em torno destas discussões.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrevistas sobre cobertura móvel na RTP de Portugal



Entrevistas com os dois participantes da cobertura móvel das eleições das Européias 2009 para a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), conforme postamos aqui. Nas entrevistas os repórteres Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço falam sobre as fragilidades da experiência e das potencialidades na cobertura a partir de dispositivos móveis.

Via Comunicamos

sexta-feira, 3 de julho de 2009

30 anos do Walkman da Sony

Na última quarta-feira, o Walkman da Sony completou 30 anos. Um aparelho cobiçado por jovens da década de 80 e 90. Agora com os sofisticados iPods e iPhones o Walkman parece um dinossauro. Entretanto, na época era um dispositivo móvel analógico revolucionário com a possibilidade de carregar suas músicas em fita cassete e ouvir em mobilidade. Nostagia!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

QR Code na revista Publish


A revista especializada em design e indústria gráfica, Publish, traz na capa deste mês o QR Code. Em algumas publicidades internas também aparece o QR Code complementando as informações para acesso via celular. Revistas e jornais estão cada vez mais adotando os códigos para complemento de matérias (com frases, notas, elementos multimídia).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Correio Braziliense implanta QR Code no jornal e versão móvel no novo projeto

O Correio Braziliense mudou o projeto gráfico e editorial do jornal impresso e também implementou mudanças no site. Entre as novidades estão o acesso móvel pelo m.correiobraziliense.com.br e a implantação de QR Codes no jornal impresso seguindo os passos do A Tarde de Salvador, que adotou a tecnologia em dezembro do ano passado. A partir dos códigos 2D publicados nas páginas do jornal, o usuário com aplicativo-leitor instalado em smartphones poderá acessar conteúdo multimídia (conexão impresso-celular-internet).

terça-feira, 16 de junho de 2009

Reportagem móvel na RTP de Portugal


A RTP (Rádio e Televisão de Portugal) está conduzindo um projeto de reportagem móvel na cobertura das eleições das Européias 2009. Dois repórteres com celulares acompanharam as votações em Lisboa com o envio de fotos e videos. A RTP criou uma estrutura no site do projeto que incluia transmissão ao vivo, mapas com a localização dos locais e horário do envio, galeria de imagens e o uso do Twitter.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Tarde lança versão móvel para iPhone

O Grupo A Tarde, de Salvador, lançou hoje a versão para iPhone de seu site móvel Mobi A Tarde e avança nas estratégias de comunicação móvel (transmissão ao vivo no carnaval, uso de QR Code e versão anterior mobile para outros smartphones). A plataforma atual, desenvolvida internamente pela equipe de profissionais do grupo, investe bem em conteúdos multimídias com a introdução de vídeos, galerias de imagens e, principalmente, áudio, pouco explorado em outros projetos similares no Brasil. A notícia em forma de áudio sempre terá seu espaço, principalmente para dispositivos móveis. O El Mundo Movil, da Espanha, por exemplo, oferece a possibilidade da navegação pelo conteúdo através do áudio acionado em um ícone na parte superior direita da home. A versão móvel para iPhone do A Tarde ficou bem amigável e competitiva. Vamos testar ao longo do tempo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Curso de mídias locativas: experiências e questões para pensar sobre o tema

Durante esta semana participei do curso "Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade", organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cibercidades da UFBA, organizado pelo professor André Lemos e que acontece no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA. Na quarta-feira (13/05) apresentei o tema "jornalismo e mídias locativas", mas me antecedendo tivemos na segunda-feira o André Lemos, na abertura do curso, com o tema "Mídia locativa - Comunicação e Mobilidade. Introdução e aspectos gerais"; e na terça-feira José Carlos Ribeiro abordando "Redes sociais e mídias locativas".
Algumas considerações sobre os três primeiros dias (o curso continua na próxima semana):

1.Mídias locativas é um tema relativamente novo na forma e nas práticas desencadeadas no contexto contemporâneo. Neste sentido há uma curiosidade em entender o que significa e que implicações traz para os estudos da cibercultura e da comunicação. Por trás desse objeto está uma série práticas associadas a emergência das conexões sem fio, de tecnologias móveis associadas a localização e todas as questões em torno da mobilidade.
2.Durante o curso foi interessante notar a atenção de um público muito interessado em conhecer melhor as pesquisas e discussões sobre o tema. O Grupo de Pesquisa em Cibercidades é um dos pioneiros no país quando se tratar da abordagem mídias locativas e, no momento, concentra um considerável número de pesquisadores de mestrado e doutorado com estudos voltados para a observação de fenômenos enquadrados nesta categoria. Estudos sobre games, jornalismo, mapas na web, redes sociais, enfim....
3.Portanto, para nós pesquisadores, é um entusiasmo participar de iniciativas como a deste curso à medida que temos a oportunidade de expor nossas pesquisas e debater com um público atento questões amadurecidas e outras que precisam ser postas para o aprofundamento. Além disso, o debate tem ido além do ambiente (auditório) invadindo microblogs e blogs (veja tag #midialocativa).
4.Além de falar sobre o impacto e as implicações das tecnologias móveis, da mídia locativa e derivados é importante experimentar. Neste sentido o curso também tem funcionado desta forma. Qr Codes, bluetooth, transmissões ao vivo via Qik e Twitter foram utilizados para potencializar o evento e dar visibilidade as tecnologias e suas aplicações de forma factível.

Na minha apresentação, na quarta-feira, apresentei vários aspectos de minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo móvel relacionando as questões da mídia locativa com o jornalismo. Entendo que há aproximações e tensões em decorrência da configuração de cada área. Entretanto o que me parece comum é a possibilidade expandida de emissão de informação (tela acima) vinculada aos dispositivos móveis digitais e as conexões sem fio. Tanto para o jornalismo quanto para as mídias locativas temos aí implicações novas.
Outra perspectiva que apresentei enquadrei foi: "como estudar os fenômenos da comunicação móvel com os métodos e teorias clássicas pensadas para a comunicação de massa?". Raciocínio semelhante foi feito pelo José Carlos Ribeiro anteriormente.
E para encerrar, gostaria de reiterar que cursos como este, sem sobra de dúvidas, oportunizam discussões novas em busca de respostas para novos problemas colocados pela emergência das mídias locativas, da comunicação móvel e de todas estas práticas associadas às redes e aos processos de digitalização. Slide 5
Para quem não teve oportunidade de estar presente, uma série de vídeos estão disponíveis sobre a apresentação de André Lemos, José Carlos Ribeiro e Fernando Firmino ou ainda trechos das transmissões ao vivo via Qik http://qik.com/andrelemos

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Inscrições abertas para o curso de Mídias Locativas na FACOM/UFBA


Lembramos aos interessados na discussão que o Curso Mídias Locativas - Comunicação e Mobilidade está com as inscrições abertas através http://www.fapex.ufba.br/mof/

Abaixo segue as informações completas do curso com professores, temas e respectivas ementas.



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
GRUPO DE PESQUISA EM CIBERCIDADE

CURSO DE EXTENSÃO
MÍDIAS LOCATIVAS – COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE

COORDENADOR
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS, PESQUISADOR 1 DO CNPQ

PROFESSORES DO CURSO
EQUIPE DO GPC

André Lemos, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
José Carlos Ribeiro, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
Macello Medeiros, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Fermando Firmino da Silva, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Luiz Adolfo Andrade, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA

EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da “internet das coisas”. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet “pingando” nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados “atentos” a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO

Fapex/UFBA

CUSTO
Profissional – R$ 100,00
Estudante – R$ 50,00

CALENDÁRIO DO CURSO

11 DE MAIO - MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS – Prof. Dr.. André Lemos

12 DE MAIO - REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. Dr. José Carlos Ribeiro

13 DE MAIO – JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Fernando Firmino

18 DE MAIO – JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Luiz Adolfo Andrade.

19 DE MAIO – BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS - Prof. MsC Macello Medeiros

PROGRAMA DAS DISCIPLINAS

11 DE MAIO

MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS.
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS

EMENTA

As formas e artefatos comunicacionais têm transformado os espaços sociais desde as primeiras cidades até as metrópoles contemporâneas. As mídias locativas, agregando conteúdo informacional a um local específico, criam novas formas de ação no espaço urbano. Vemos essas mudanças na agregação de pessoas em áreas Wi-Fi, na busca por zonas de acesso às redes de telefonia celular, nas trocas de SMS, fotos ou vídeos, nas conexões em redes bluetooth, na emissão de dados por etiquetas de rádio freqüência, RFID3. A mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação, a fase da “internet das coisas”. As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades. Mostraremos nesse módulo como as formas sociais emergentes dessas mídias de função pós-massiva, aliadas às tecnologias móveis (dispositivos e redes de comunicação como palms, laptops, GPS, celulares, etiquetas RFID, Wi-Fi, bluetooth), criam novos processos de controle informacional do espaço, em novos “territórios informacionais”. Para tanto, criamos uma tipologia das mídias locativas e definimos os territórios informacionais como heterotopias (Foucault) da ciberurbe. Mostramos exemplos concretos a partir de experiências em meio, geolocalização, anotações urbanas e realidade aumentada, games, jornalismo, etc. Apontamos também algumas questões ligadas ao controle, vigilância e invasão da privacidade.

BIBLIOGRAFIA

Beslay, Laurent., Hakala, Hannu., Digital Territory: Bubbles., in Vision Book, 2005., http://europa.eu.int/information_society/topics/research/visionbook/index_en.htm

Bourdin, Alain., A Quesão Local. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.

Castells, Manuel., A era da intercomunicação, in Le Monde Diplomatique., in http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379, 2006.

Foucault, Michel, De Outros Espaços., in Architecture, Mouvement, Continuité, 1984, traduzido por Pedro Moura, disponível em http://www.rizoma.net/interna.php?id=169&secao=anarquitextura

Hemment, D., Evans, J., Humphries, T., Raento, M., Locative Media and pervasive surveillance: The Loca Project., in http://www.drewhemment.com/2006/locative_media_and_pervasive_surveillance_the_loca_projectby_drew_hemment_john_evans_theo_humphries_mika_raento.html., 2006

Lemos, A. (2008) Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir., São Paulo: EDUC., pp. 207-230.

Lemos, A., (2007). Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dosDispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multirredes (DHMCM). Revista Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v.4, n.10, p.23-40, jul.

Lemos, A.(2009). Mobile Communication and New Sense of Places. A Critique of Spatialization in Cyberculture. No prelo. Galáxia, PUC -SP.

Lemos, André., Ciberespaço e Tecnologias Móveis: processos de Territorialização e?Desterritorialização na Cibercultura., COMPÓS, Baurú, SP, junho de 2006.

Lemos, André., Cidade Ciborgue., in Galáxia. Revista Transdisciplinar de Comunicação, Semiótica, Cultura., n. 8, PUC-SP, São Paulo, EDUC:Brasília, 2004

Lemos,André (org). Ciberurbe. A cidade na sociedade da informação, RJ, Ed. E-papers, 2005.
McCulloug, M., (2). On The Urbanism of Locative Media, Places 18.2, p. 27., 2006., http://repositories.cdlib.org/cgi/viewcontent.cgi?article=2243&context=ced/places

Pope, S. The Shape of Locative Media, Mute Magazine Issue 29 (9 February 2005)., http://www.metamute.com/look/article.tpl?IdLanguage=1&IdPublication=1&NrIssue=29&NrSection=10&NrArticle=1477

Rheingold, H., Smart Mobs. The next social revolution., Perseus Publishing, 2003.

Santaella, L. (2008). A Estética Política das Mídias Locativas. In Nómadas, n.. 28. Abril 2008. In http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/colombia/iesco/nomadas/28/12-estetica.pdf

Tuters, Marc. The Locative Utopia., in http://www.locative.net/tcmreader/index.php?endo;tuters , 2006.

12 DE MAIO.

REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. DR. JOSÉ CARLOS RIBEIRO

EMENTA

Este módulo se propõe a mapear e discutir alguns elementos que compõem o quadro das trocas sociais efetivadas através do uso das mídias locativas nos espaços dos centros urbanos. A partir da análise de diversos exemplos, procura-se evidenciar as principais características que se revelam como promotoras de mudanças nas redes e nas dinâmicas sociais vivenciadas por seus participantes. Em uma perspectiva mais ampla, busca-se também examinar em que medida estas manifestações singulares servem de base para se pensar em uma gradativa mudança em padrões habituais de sociabilidade no contexto contemporâneo.

BIBLIOGRAFIA

Albrecht, K., McIntyre, L. Spychips. How Majors Corporations and Government Plan to Track Your Every Purchase and Watch Your Every Move., NY: Plume Book, 2006.

Kraan, A. To Act in Public through Geo-Annotation. Social Encounters through Locative Media Art. In OPEN no. 11 Hybrid Space. Disponível em http://www.skor.nl/download.php?id=3234.

Lemos, A. Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir. São Paulo: EDUC, pp. 207-230, 2008.

Meyrowitz, J. No Sense of Place. The impact of Electronic Media on Social Behavior. London: Oxford University Press, 1985.

Ribeiro, J. C. ; Brunet, K. ; Falcão, T. Comunicação Móvel e Jogos em Espaços Híbridos. E-Compós (Brasília), v. 11, p. 02, 2008. Disponível em http://www.compos.org.br/ seer/index.php/e-compos/article/view/247/275.

Shirvanee, L. Locative Viscosity: Traces Of Social Histories In Public Space. Disponível em http://leoalmanac.org/journal/vol_14/lea_v14_n03-04/lshirvanee.asp.

Siegemundand, F.; Florkemeier, C. Interactionin Pervasive Computing Settings using Bluetooth-enabled Active Tags and Passive RFID Technology together with Mobile Phones. Disponível em http://xml.coverpages.org/Siegemund-BluetoothRFID.pdf.

13 DE MAIO

JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. MSC. FERNANDO FIRMINO

EMENTA

As tecnologias móveis digitais em redes sem fio e as tecnologias baseadas em localização penetram cada vez mais no ambiente jornalístico e formatam novas práticas comunicacionais. Observamos que a mobilidade expandida na produção, distribuição e consumo de informação propiciada por estes dispositivos, reconfigura o jornalismo em suas rotinas jornalísticas, nos seus produtos e na forma como a audiência lida com a informação na sociedade contemporânea. Portanto, nosso objetivo com o curso é oferecer um panorama da área e discutir as potencialidades e implicações do jornalismo e mobilidade como categoria sob a perspectiva do jornalismo móvel e do jornalismo locativo. Mostraremos experiências midiáticas com abordagem dos aspectos de mobilidade e localização vinculados às mídias locativas e à comunicação móvel.

BIBLIOGRAFIA

Briggs, Mark. Journalism 2.0 – how to survive and thrive (a digital literacy guide for the information age. Disponível em http://www.kcnn.org/resources/journalism_20/ acesso em 27 dez. 2007.

Goggin, Gerard. Cell Phone Culture – mobile technology in everyday life. New York: Routledge, 2006

Lemos, André. Cidade e mobilidade. Telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais. Revista MATRIZes n.1 out. 2007

Pavlik, John V. Journalism and new media. New York: Columbia University Press, 2001

Paterson, Chris. Domingo, David (orgs.). Making Online News - the ethnography of new media production. New York: Peter Lang, 2008

Pellanda, Eduardo. Internet móvel: novas relações na cibercultura derivadas da mobilidade da comunicação. (tese doutorado). Porto Alegre: PUC-RS, 2005

Pardo Kuklinski, Hugo; BRANDT, J.; PUERTA, J. P. Mobile web 2.0. A theoretical – technical framework and developing trends. International Journal of Interactive Mobile Technologies (iJIM). Vol. 2, No. 4, p. 54-61, 2008

Quinn, Stephen; LAMBRE, Stephen. Online Newsgathering – research and reporting for journalism. Oxford: Focal Press, 2008.

Santaella, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007

Salaverría, Ramón.; AVILÉS, José Alberto García. La convergencia tecnológica em los medios de comunicación: retos para el periodismo. Trípodos, número 23, Barcelona, 2008, p. 31-47

Silva, Fernando Firmino da. Edição de imagem em jornalismo móvel. In FELLIPI, Ângela; SÓSTER, Demétrio de Azevedo; PICCININ, Fabiana (orgs.). Edição de imagens em jornalismo. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008

Silva, Fernando Firmino da. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: Amaral, A.; Recuero, R.; Montardo, S. (orgs.). Blogs.com: Estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009

18 DE MAIO

JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIA LOCATIVA.
PROF. MSC. LUIZ ADOLFO DE ANDRADE

EMENTA

O objetivo deste módulo é explorar a relação entre jogos eletrônicos e as mídias locativas. Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos games, considerando os diferentes gêneros e plataformas. Mostrar o formato dos pervasive/ubiquitous games, criados com base no paradigma do Computador do Século XXI e viabilizados pelo advento das redes sem fio, plataformas móveis e mídias locativas. Apresentar a classificação atual destes games (pervasive games, alternate reality games, ubiquitous games, cross-media games, etc) acompanhada dos principais projetos, no mundo. Explicar como é feito o design destes jogos, destacando papel das mídias locativas e suas diversas finalidades - marketing, treinamento, educação, política, etc.

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Luiz Adolfo de. Efeitos em terceira pessoa e funções pós-massivas: o caso de Obsessão Compulsiva. Trabalho Apresentado no II Simpósio da ABCIBER (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura. São Paulo: PUC, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Andrade, Luiz Adolfo de. Realidades Alternadas ou revelações de Lost sobre games e ficção seriada. Trabalho apresentado no Colóquio internacional Televisão e Realidade. Salvador: UFBA, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Mcgonigal, Jane. The Puppet Master Problem: Design for Real-World, Mission-Based Gaming.” Second Person. MIT Press, January 2007. Eds. Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin. Http://www.avantgame.com/writings.htm

Lemos, André. Mídia locativa e territórios informacionais. 2007. Disponível em http://www.andrelemos.info/artigos/midia_locativa.pdf

19 DE MAIO

BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS.
PROF. MSC MACELLO MEDEIROS

EMENTA

O advento dos artefatos móveis como os smartphones (celulares de última geração), PDAs, Notebooks e Netbooks vem reconfigurando a forma do consumo de informação. As conexões via tecnologia Bluetooth, por exemplo, estão sendo utilizadas para o envio de conteúdo informativo para esse dispositivos como podemos constatar na ações de Bluetooth Marketing. Esse tipo de ação é realizada em um lugar determinado, geralmente lojas, stands de vendas, shoppings, bares e restaurantes, onde os clientes portadores de artefatos móveis como os celulares podem receber cupons de desconto, informações do cardápio, promoções, peças de campanha publicitária, etc. A proposta do curso é entender o funcionamento básico da tecnologia bluetooth nos artefatos móveis e as suas implicações nos usos e práticas comunicacionais contemporâneas.

BIBLIOGRAFIA

Anderson, Chris. A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho. São Paulo: Editora Elsevier, 2006.

Beltrão, Luís; Quirino, Newton de Oliveira. Subsídios para uma teoria da comunicação de massa. São Paulo: Summus, 1986/2003.

Canetti, Elias. Massa e Poder. São Paulo: Companhia das letras, 1995.

Castells, Manuel. A Era da Intercomunicação. Artigo do site Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379

Kumar, Krishan. Da Sociedade Pós-Industrial à Pös-Moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2006.

Lemos, André. Mídia Locativa e Territórios Informacionais, in Carnet de Notes http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/locativa.pdf , janeiro, 2007.

______________ Cidade e Mobilidade. Telefones Celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais., in Matrizes, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação., USP, ano 1, n.1, São Paulo, 2007, ISSN 1982-2073, pp.121-137.

Mackenzie Adrian in SHELLER, Mimi; URRY John. Mobile Technologies of The City. New York: Editora Routledge, 2006

Oliveira, Ricardo Augusto Rabelo. Bluetooth e Multimídia. Anais do IV Workshop em Tratamento de Imagens, NPDI/DCC/ICEx/UFMG, p. 14-25, Junho de 2003.

Prado, Eduardo. Mobile Marketing: Uma Nova Mídia Digital. Artigo do site TELECO. Disponível em http://www.teleco.com.br/emdebate/eprado21.asp.

Tahtinen, Jaana. Mobile Advertising or Mobile Marketing. A Needs for a New Concept? In FeBR 2005 – Frontiers of e-Business Research 2005. Conference Proceedings of eBRF 2005 pp. 152-164.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Curso sobre Mídias Locativas na UFBA

Repassando

Está "no ar" o novo site do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa. O site ainda está em construção mas já pode ser visitado. Ressalto e aproveito para divulgar o Curso de Extensão sobre Mídias Locativas que começa no dia 11 de maio a noite.

Peço que divulguem. As vagas são limitadas. Abaixo a ementa e informações gerais. Mais detalhes no link.



EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da ?internet das coisas?. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet ?pingando? nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados ?atentos? a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Repórter 3G do Extra: mobilidade e conteúdo multimídia em reportagens de campo

O Extra, desde janeiro de 2009, está com o projeto "Repórter 3G" baseado na incorporação à produção jornalística de tecnologias móveis digitais em redes de terceira geração. Os repórteres munidos de celulares e notebooks realizam reportagens de campo, editando e enviando direto do local o conteúdo produzido (áudio, vídeo, textos e imagens) e que pode ser visto aqui.
Hoje foi publicado no Globo Online, no canal Amanhã no Globo, um relato do trabalho dos repórteres que permite uma visualização de como está sendo articulado o uso de tecnologias móveis digitais no Extra. Veja alguns trechos:


O projeto de Jornalismo 3G do Extra foi o tema do bate-bapo que os estagiários tiveram ontem com o editor de Cidade e Polícia do Extra, Fábio Gusmão, e o repórter Fernando Torres. Desde janeiro, os repórteres do jornal vão para a rua munidos de notebook e celular com câmera e, além de apurar para o jornal impresso, produzem material multimídia para o Extra online. O próprio jornalista filma, edita e envia os vídeos e áudios em tempo real, direto da rua, da calçada, do carro de reportagem, ou de onde mais a notícia permitir.

.................

- Online x impresso: O repórter 3G tem que fazer a cobertura para o online, mas também tem que guardar o lide do dia seguinte. Não pode correr o risco de ir para a pauta e priorizar o vídeo. Tem que se preocupar com tudo ao mesmo tempo agora. Vídeo é importante, mas o repórter não pode se esquecer da apuração e da fotografia, sem a qual não há matéria no dia seguinte."

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Estúdio portátil da Reuters


Este é o Kit para os jornalistas móveis ou multimídias da agência Reuters apresentado recentemente. O kit, uma espécie de estúdio portátil, é composto por câmeras de vídeo, microfones, iluminação, tripé e monitor, além de outros acessórios como pode ser visto nas duas imagens acima. A câmera Flip também é utilizada como ferramenta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mogulus anuncia o lançamento do Procaster para transmissões ao vivo


O Mogulus anunciou esta semana a disponibilização do aplicativo gratuito Procaster que trabalha de forma integrada à plataforma Mogulus para transmissões ao vivo. A diferença é que a ferramenta transmite de várias fontes: da webcam, da tela do computador e do videogame. Depois de instalado no seu computador com sistema Windows, você escolhe a fonte da transmissão (video, screen, game) e começa a transmitir com um simples toque no icone Go Live.  Além disso é possível compartilhar ou interagir a transmissão através de chats, twitter e inserção no blog ou site com o embed ou link para o endereço Mogulus do ao vivo. É possível definir algumas preferências de performance como a qualidade do vídeo (baixo, normal, alta, HD e customizada) e também é possível alterar outras configurações. Veja um video demonstrativo de sua funcionalidade.

Nos testes preliminares que realizei funcionou e de forma prática. Vou mexer mais um pouco para verificar com mais precisão os pontos fortes e fracos. De qualquer forma é um aplicativo para desktop. 

Manifesto sobre mídias locativas

Este blog tem discutido, ao longo destes dois anos, muitas questões relativas ao jornalismo móvel e ao jornalismo locativo como parte da minha tese de doutorado em andamento. Este panorama está englobado dentro de algumas das práticas das mídias locativas especialmente em relação à geolocalização, à ubiquidade e à pervasividade propiciadas pelas novas formas de consumo e de produção de conteúdo atreladas à introdução das tecnologias móveis e conexões sem fio no contexto contemporâneo. Portanto, para um aprofundamento de todos estes aspectos sugiro a leitura indispensável do "Manifesto sobre as mídias locativas" do professor e do meu orientador de tese, André Lemos, publicada ontem na revista eletrônica 404nOtF0und.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Jornal Canadense utiliza códigos de barra 2D para levar notícias ao celular


O National Post do Canadá passou a utilizar, desde o início de abril, códigos de barra 2D ScanLife na edição impressa do jornal, uma espécie de QR Code. Desta forma, um celular como iPhone munido de um aplicativo-leitor do código poderá acessar material complementar (áudio, video, imagens, páginas web). O projeto é similar ao inaugurado pelo A Tarde de Salvador em dezembro do ano passado com a tecnologia QR CODE. A diferença é que o ScanLife é proprietário, o que pode limitar a expansão do projeto. No vídeo acima é demonstrado como o leitor pode utilizar o ScanLife para a partir do jornal acessar conteúdos no celular. Mais uma vez temos aí um exemplo de interface entre uma mídia analógica e outra digital numa aproximação e interação entre plataformas objetivando a disponibilização de conteúdo jornalístico.

Veja a descrição do uso do Scanlife no National Post:

This is a Scanlife 2D barcode, and with it, the National Post is revolutionizing the way our newspaper and mobile website interact to bring you the freshest, most relevant content possible. Here's how it works:

1. On your smartphone, go to getscanlife.com and download the free Scanlife application. (Standard data rates apply.)

2. Use the Scanlife application to take a photo (or scan) of any 2D barcode like this one in the National Post.

3. Information in the barcode will instantly direct your mobile browser to relevant content on our mobile site at m.nationalpost.com.

And that's it! Check out our instructional video below for a more detailed tutorial on how to use Scanlife codes in the National Post."