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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrevistas sobre cobertura móvel na RTP de Portugal



Entrevistas com os dois participantes da cobertura móvel das eleições das Européias 2009 para a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), conforme postamos aqui. Nas entrevistas os repórteres Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço falam sobre as fragilidades da experiência e das potencialidades na cobertura a partir de dispositivos móveis.

Via Comunicamos

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval de Salvador: A Tarde investe em cobertura multimídia e uso de QR Code

O Jornal A Tarde, de Salvador, está investindo numa cobertura multimídia e móvel do carnaval 2009. O portal está com uma home exclusiva para o período do carnaval. Videos, fotos, webtv, blogs e mensagens para celular são algumas das características exploradas. No aspecto mobilidade A Tarde disponibilizou o canal Mobi A Tarde e a inserção do QRCode no jornal impresso para que os leitores com celulares compatíveis possam ter acesso a fotos e vídeos da cobertura.

Jornalismo móvel: JC OnLine na cobertura do Galo da Madrugada de Recife

Grandes eventos, grandes coberturas. O portal JC Online, do Recife, está realizando uma cobertura interativa do carnaval de Recife-Olinda. Para a cobertura do tradicional Galo da Madrugada deste sábado estão sendo utilizados cinco celulares de terceira geração Nokia N95, aplicativos Qik, Flickr e Cover It Live. Um canal especifico foi desenhado para comportar no mesmo ambiente as cinco câmeras em transmissão simultânea, as postagens das fotos e a seção minuto-a-minuto via Cover It Live com informações dos repórteres e participação interativa dos internautas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Experiências com jornalismo móvel se multiplicam



Com ferramentas de live streaming e celulares 3G em abundância, o jornalismo móvel se expande pelos grupos de comunicação do Brasil e fora do país. As redações móveis (com notebooks e conexões sem fio) e as transmissões ao vivo estão menos dependentes de estruturas tradicionais para coberturas jornalísticas. Ou por outro lado: complementam esta estrutura tradicional com mais agilidade devido à portabilidade dos dispositivos e a mobilidade expandida, que colocam repórteres ao vivo de forma instantânea e de praticamente qualquer lugar a partir de celulares 3G ou de netbooks, entre outras ferramentas.
Esta semana duas iniciativas me chamaram a atenção em torno desta abordagem. A primeira publicada no Comunique-se revelando que o Primeiro Jornal amplia atuação do Band Repórter Celular. Veja trecho da matéria: "O Band Repórter Celular é uma tecnologia que possibilita ao jornalista transmitir ao vivo as imagens de um acontecimento e passar a informação por meio de um celular. O sistema foi desenvolvido com exclusividade para a emissora. Com o celular, a possibilidade de flagrantes para a TV fica muito mais fácil." A Band tem uma parceria com a TIM para uso de sua rede 3G e vem se utilizando do jornalismo móvel nos seus programas de telejornalismo.
A segunda iniciativa é a do jornal de Oklahoma, dos Estados Unidos, o NewsOK.com, que realiza as coberturas de tempestadas na região a partir de ferramentas de redes sociais e de livestreaming. Esta notícia chegou até mim via Reunião de Pauta do Salatiel, que escreveu no post: "A novidade é que os repórteres foram para a rua em viaturas equipadas com mini laptop, rede sem fio e câmera portátil. Com mais o software Mogulus, passaram a fazer o que antes era exclusivo das TVs: transmissão ao vivo."

As rotinas jornalísticas contemporâneas incorporam estas novas formas de operar a relação potencializada do jornalismo e mobilidade em redes de televisão, emissoras de rádio, portais jornalísticos e também no jornalismo impresso, que mesmo impossibilitado do tempo real, usufrui destas ferramentas para agilizar a produção tendo em vista que o repórter em coberturas pode enviar do local o material de forma mais rápida. Antes do início deste século se falava deste jornalismo instantâneo de uma forma futurística. No livro de John Pavlik, de 2001, ele apontava claramente esta visão tendo em vista que não tínhamos ainda tecnologias disponíveis e nem redes banda larga para o exercício pleno do jornalismo móvel. Entretanto, a paisagem agora é outra. Multiplicam-se as experiências.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cobertura móvel participativa no JC Online


Depois da cobertura experimental ao vivo da TV Cultura com o programa Roda Viva, que entrelaça num mesmo ambiente vídeos, fotos, microblog e transmissão simultânea, oJC Online estreiou ontem uma cobertura participativanos mesmos moldes para acompanhar o evento Oi Fashion Music. Com celulares 3G Nokia N95, câmeras digitais, notebooks e programas como Qik eCoverItLive os repórteres postavam fotos e textos, transmitiam videos ao vivo do evento e realizava enquetes com a participação do público. Cada vez mais o Sistema Jornal do Commercio caminha para coberturas integradas e o desenvolvimento de projetos de jornalismo móvel no Brasil. Leia alguns trechos da matéria sobre a cobertura do JC Online:

"Lá no teatro, uma verdadeira "micro-parafernalha" para que tudo funcionasse na experiência piloto. Três repórteres e um designer, munidos de laptop, câmeras fotográficas, celulares 3G e um notebook, foram deslocados para o local, de onde tudo pôde ser atualizado. No QG (que poderia ser em qualquer lugar onde estivesse rolando os desfiles ou nos bastidores), um dos repórteres recebia as informações e as disponibilizava, fazendo também a moderação dos comentários enviados pelas pessoas que estavam "assistindo" aos desfiles. A ferramenta possibilita ainda a postagem de enquetes em tempo real, ampliando a interatividade com o público. "


UPDATE 19h00 de 05/10: O portal JC Online também está fazendo cobertura das eleições 2008 com CoverItlive, Flickr e quatro câmeras geradas por celular no Qik.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O jornalismo e a tecnologia 3G


O celular vem se tornando uma plataforma de produção do jornalismo. Com câmera digital embutida, web, acesso à email, aplicativos de edição de textos, áudio, vídeos, as tecnologias móveis digitais oferecem uma redação completa em mobilidade para o relato de notícias em tempo real diretamente dos eventos. Entretanto, é com a tecnologia de terceira geração (3G), a banda larga dos celulares (que vai se expandir este ano no Brasil), que as condições para a produção jornalística a partir de dispositivos portáteis tornam-se mais palpáveis. A tecnologia de terceira geração é uma evolução dos celulares. A primeira geração foi a analógica da década de 1980 para início da de 1990 com apenas a função de fala; a segunda geração foi a digital ainda no início da década de 1990, que permitiu o envio de mensagens de texto e o acesso a internet em baixa velocidade; e a terceira é exatamente a banda larga com uma infinidade de recursos, além, claro, da capacidade de download, upload e navegação na internet em alta velocidade. Apesar da 3G já existir no Brasil desde 2004 com a operadora Vivo, é a partir de 2008 que o serviço vai se expandir devido ao leilão realizado em dezembro do ano passado que licitou as frequências e as 11 regiões a serem exploradas pelas operadoras de telefonia.

Na minha observação, a banda larga do celular significa muito para o jornalismo em mobilidade. Algumas características desta tecnologia favorem o trabalho em campo do repórter que necessita transmitir relatos direto do "front" do acontecimento:

  • 1.Envio de fotos, vídeos, áudio e textos em alta velocidade;
  • 2.Transmissão de vídeo em tempo real em streaming através das videochamadas;
  • 3. cobertura geográfica maior porque circula pelas operadoras de telefonia sem depender de hotspot Wi-Fi, mais limitado a shoppings, universidades, centros comerciais e residenciais;
  • 4.Possibilidade de utilizar o celular banda larga como modem num notebook;
  • 5.Acesso a tv digital nos aparelhos. Alguns aparelhos já devem vim prontos para captação de imagens de TV digital.

Estes são alguns aspectos e vantagens do uso da tecnologia. Em Recife o Sistema Jornal do Commercio já vem explorando estas condições nos seus veículos de comunicação através de aparelhos Nokia N95 e da 3G da Claro em projetos como o Notícia Celular e no JC Online na cobertura do Carnaval de Pernambuco

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Jornalismo móvel no G1


O portal de notícias da Globo, o G1, vem se utilizando de tecnologias móveis digitais na sua cobertura jornalística móvel. Com o uso de celulares e notebooks os repórteres postaram em tempo real nesta terça-feira (dia 4/12), direto do Senado Federal, as notícias da votação do processo de cassação do senador e presidente do Senado, Renan Calheiros. Os selos "blog ao Vivo" e "as coberturas do G1 em tempo real" identificavam a atualização contínua e instantânea de "pílulas" de notícias sobre o andamento do processo. Outro elemento de identificação da cobertura ao vivo é uma imagem à direita com um notebook e um celular.



Gradativamente os portais de notícias vêm incorporando a prática do jornalismo móvel na sua produção jornalística. Isto deve em breve se tornar mais comum do que se imagina. Evidentemente que situações de eventos de grande repercussão como acidentes, conflitos, futebol, crises políticas e econômicas, o uso de tecnologias móveis digitais para noticiar diretamente do local torna-se mais adequado para mobilização de coberturas nesse formato.
Dois pontos são importantes destacar: 1. O atual desenvolvimento de tecnologias móveis digitais com capacidade de múltiplas funções para a produção jornalística (edição de textos, fotos, vídeos) presentes em dispositivos como o smartphone; 2. Uma nuvem de conexão sem fio que se forma pelos lugares mais remotos através de wi-fi, wimax, GPRS (das operadoras de celular) e o surgimento da banda larga de terceira geração 3G. Observa-se que o jornalismo móvel se desenvolve rapidamente.
Leia mais sobre o assunto em posts anteriores desse blog:

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Cobertura da Copa de 2014


Um artigo bem instigante da jornalista Cristina Dissat no site Jornalistas da Web sobre a internet e a cobertura jornalística da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O artigo traz depoimentos de pesquisadores, blogueiros e jornalistas que apontam cenários para daqui a sete anos em torno da tecnologia e jornalismo. A questão que guia o artigo é "E como estará a Internet em 2014 para a cobertura da imprensa para a Copa do Mundo?"


Dentro da minha perspectiva de pesquisa imagino que em 2014 teremos um cobertura baseada no jornalismo móvel ou algo similar (tanto em termos de produção quanto de difusão de notícias). Com a tv digital já em funcionamento e com uma infinidade de serviços para dispositivos móveis, conexões mais velozes em banda larga nos celulares, uma infinidade de tecnologias móveis digitais (com possibilidades muito mais amplas de edição, gravação de áudio e vídeo, integração total com a web 2.0, 4.0, 6.0...), os jornalistas ou repórteres cidadãos poderão enviar diretamente dos estádios todo tipo de conteúdo com qualidade inimaginável. É difícil prever com precisão se considerarmos que as tecnologias se metamorfoseiam rapidamente, mas até lá é provável que o jornalismo, a internet e o mundo digital será bem mais complexo que o de hoje. Arriscaria duas hipóteses: o jornalista acumulará muitas funções (repórter, fotógrafo, editor de áudio, texto, imagem, vídeo) e a convergência multimídia será mais consistente.


A tecnologia é como o futebol: uma caixinha de surpresa....

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Making of de cobertura móvel








Uma postagem sobre um making of de cobertura da Copa do Mundo feita para o blog Conexão Digital de Ricardo Anderáos, colunista da Band News [não é novo o post, mas ainda vale como registro pela especificidade]. Ele utilizou notebook, câmera digital, gravador digital, cartões de memória e diversos editores de fotos, vídeo e áudio. Evidentemente que mais de um ano depois muitas outras tecnologias foram agregadas às possibilidades jornalísticas de produção móvel. Mas o modelo que segue é mais ou menos o padrão de uma cobertura jornalística em condições de mobilidade.
fernando f. silva

sexta-feira, 20 de julho de 2007

cobertura jornalística móvel


Equipe de jornalistas do Jornal de Debates, que tem a frente Pedro Markun, fez uma cobertura móvel da Festa Literária Internacional de Parati utilizando celular como plataforma de produção. Cinco jornalistas produziram vídeos sobre a festa com entrevistas com personalidades como o escritor Fernando Morais. Como o celular está se tornando uma plataforma com capacidade de filmar, gravar áudio, editar textos, acessar a Internet e outras possibilidades a tendência é que venha a ser um aparelho ideal para esse tipo de cobertura não só no campo do jornalismo participativo ou cidadão, mas também por parte de empresas de comunicação que buscam mais agilidade na produção jornalística do mundo atual. Notícia sobre o assunto pode ser vista no Jornalistas da Web, inclusive com entrevista com Paulo Markun explicando como o trabalho foi realizado. Aí entra a questão da mobilidade proporcionada pelos dispositivos móveis.