Mostrando postagens com marcador A Tarde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Tarde. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

QR code e jornalismo: por que essa interface ainda é tímida na mídia impressa?

A discussão em torno da sobrevivência da mídia impressa ou sobre a crise instalada sobre ela é cada vez mais recorrente no círculo acadêmico e nos grupos de comunicação. Novos modelos de negócios ou a adoção de novas tecnologias que façam o impresso renascer ou conquistar um público mais próximo de interfaces computacionais ou de celulares são apontados como saídas para o futuro. O Kindle, da Amazon, tem sido referenciado como uma das possibilidades para tal empreendimento. E por lá já estão grandes jornais dos Estados Unidos e até do Brasil - O Globo e Zero Hora - (veja lista de jornais para Kindle). Será mesmo o Kindle o salvador? O jornalismo impresso precisa realmente de uma tecnologia de distribuição salvadora ou é seu modelo de gestar os conteúdos que deve mudar? Ou ambas as coisas?

Para o analista de mídia e consultor de tecnologia e negócios, Rob Durst, em entrevista, "jornais e revistas devem parar de tratar suas publicações como produtos fixos" e pensá-los a partir da interface com o conteúdo online e móvel. Para isto ele propõe a implantação de QR Code nas publicações impressas para oferecer conteúdos extras e multimída (via leitura no celular) para seus leitores (de jornais e revistas).

"They can do this using mobile codes, which are essentially printed barcodes that readers “click on” using a camera phone—kind of like clicking on a Web link with a mouse. QR (quick response) codes are a good example. They are in widespread use throughout Asia. QR codes contain a Web address, and your phone’s browser automatically connects to that Web site when you take a picture of the code with your camera phone."

Na entrevista Rob Durst coloca também o potencial das tecnogias de ruptura como os leitores de e-books Kindle (Amazon), O Nook (Barnes & Noble) e o tablet (da Apple). Porém ele aponta vantagens e desvantagens nessas tecnologias tácteis digitais. Entre as vantagens estão a portabilidade, a facilidade de leitura e uma conexão maior com recursos web de hiperlinks. Entretanto, ele aponta que a desvantagem ainda está no tratamento estático do e-print (transposição) que contrasta com as características dinâmicas da Web.

Os leitores de tinta eletrônica como o Kindle e o QR Code são duas formas novas de transportar a leitura de jornais para plataformas portáteis digitais que se sobrepõem ao constrangimento do papel impresso. As experiências em andamento neste campo ainda são incipientes e sem dados concretos. O caso específico do QR Code foi implantado pioneiramente no Brasil pelo Jornal A Tarde de Salvador e posteriormente outras grandes publicações adotaram o recurso como o Correio Braziliense. A pouca disseminação ou conhecimento da tecnologia nos celulares ainda é um empecilho, mas é necessário criar a cultura. O uso do QR Code na Ásia é bastante disseminado, mas no Brasil ainda é incipiente. Verificamos seu uso por aqui de forma ainda localizada, especificamente na mídia como nos jornais mencionados e em projetos acadêmicos e artísticos. Mas está cada vez mais claro que a mídia impressa precisa avançar nesse sentido para perceber a necessidade de uma interface maior com as mídias de características online.

O Celular nos parece o dispositivo mais conveniente para essa conexão, principalmente por causa dos leitores de QR Code instalado. Portanto, três questões são fundamentais apontar como se tratando de empecilhos para um uso mais sitemático dessa tecnologia: 1.Desconhecimento da tecnologia QR Code por boa parte dos usuários de celulares; 2.Planos de banda larga móvel caros; 3.Uma cultura das empresas de visualizar essa conexão entre interfaces incipiente ou com estratégias que não levem em conta a particularidade de cada mídia e uma narrativa transmidiática (como prega Jenkins no livro Cultura da Convergência).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

QR Code na revista Publish


A revista especializada em design e indústria gráfica, Publish, traz na capa deste mês o QR Code. Em algumas publicidades internas também aparece o QR Code complementando as informações para acesso via celular. Revistas e jornais estão cada vez mais adotando os códigos para complemento de matérias (com frases, notas, elementos multimídia).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Correio Braziliense implanta QR Code no jornal e versão móvel no novo projeto

O Correio Braziliense mudou o projeto gráfico e editorial do jornal impresso e também implementou mudanças no site. Entre as novidades estão o acesso móvel pelo m.correiobraziliense.com.br e a implantação de QR Codes no jornal impresso seguindo os passos do A Tarde de Salvador, que adotou a tecnologia em dezembro do ano passado. A partir dos códigos 2D publicados nas páginas do jornal, o usuário com aplicativo-leitor instalado em smartphones poderá acessar conteúdo multimídia (conexão impresso-celular-internet).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Tarde lança versão móvel para iPhone

O Grupo A Tarde, de Salvador, lançou hoje a versão para iPhone de seu site móvel Mobi A Tarde e avança nas estratégias de comunicação móvel (transmissão ao vivo no carnaval, uso de QR Code e versão anterior mobile para outros smartphones). A plataforma atual, desenvolvida internamente pela equipe de profissionais do grupo, investe bem em conteúdos multimídias com a introdução de vídeos, galerias de imagens e, principalmente, áudio, pouco explorado em outros projetos similares no Brasil. A notícia em forma de áudio sempre terá seu espaço, principalmente para dispositivos móveis. O El Mundo Movil, da Espanha, por exemplo, oferece a possibilidade da navegação pelo conteúdo através do áudio acionado em um ícone na parte superior direita da home. A versão móvel para iPhone do A Tarde ficou bem amigável e competitiva. Vamos testar ao longo do tempo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Jornal Canadense utiliza códigos de barra 2D para levar notícias ao celular


O National Post do Canadá passou a utilizar, desde o início de abril, códigos de barra 2D ScanLife na edição impressa do jornal, uma espécie de QR Code. Desta forma, um celular como iPhone munido de um aplicativo-leitor do código poderá acessar material complementar (áudio, video, imagens, páginas web). O projeto é similar ao inaugurado pelo A Tarde de Salvador em dezembro do ano passado com a tecnologia QR CODE. A diferença é que o ScanLife é proprietário, o que pode limitar a expansão do projeto. No vídeo acima é demonstrado como o leitor pode utilizar o ScanLife para a partir do jornal acessar conteúdos no celular. Mais uma vez temos aí um exemplo de interface entre uma mídia analógica e outra digital numa aproximação e interação entre plataformas objetivando a disponibilização de conteúdo jornalístico.

Veja a descrição do uso do Scanlife no National Post:

This is a Scanlife 2D barcode, and with it, the National Post is revolutionizing the way our newspaper and mobile website interact to bring you the freshest, most relevant content possible. Here's how it works:

1. On your smartphone, go to getscanlife.com and download the free Scanlife application. (Standard data rates apply.)

2. Use the Scanlife application to take a photo (or scan) of any 2D barcode like this one in the National Post.

3. Information in the barcode will instantly direct your mobile browser to relevant content on our mobile site at m.nationalpost.com.

And that's it! Check out our instructional video below for a more detailed tutorial on how to use Scanlife codes in the National Post."

quarta-feira, 11 de março de 2009

QR Code da televisão para o celular? O uso será em programa do canal Multishow

No post anterior comentamos sobre o uso de QR Code no jornal impresso A Tarde para acesso complementar via celular de textos, fotos, videos. O celular ou smartphones necessita de um leitor destes tipos de códigos bidimensionais. Depois de A Tarde com sua experiência inédita no Brasil em um jornal impresso, o canal por assinatura Multishow anuncia que vai utilizar o QR Code na televisão no programa Urbano. Assim o telespectador poderá apontar o celular para a tela da tv e baixar papel de parede e outras informações sobre o programa e etc. São novos usos que estão sendo apropriados pelos meios de comunicação para situações até então impensadas de conexão de uma mídia para outra, seja analógica ou digital. De jornal para celular e de televisão para celular.

O professor André Lemos tem mostrando no Carnet de Notes vários exemplos do uso do QR Code vinculado às práticas da mídia locativa.

terça-feira, 10 de março de 2009

Kyte e LiveCast nas transmissões ao vivo por celular no portal A Tarde



O Grupo A Tarde, de Salvador, vem avançando em relação a projetos mobile e de convergência. Em dezembro relatamos aqui a implantação pioneira de QR Code no jornal impresso e, em janeiro, o lançamento do canal Mobi A Tarde. No carnaval 2009 de Salvador esta combinação - que expande os aspectos de mobilidade na produção e recepção de conteúdos - esteve presente na cobertura multimídia da festa.
Neste post gostaríamos de reforçar uma das experiências com cobertura ao vivo por celular do carnaval. Com celulares Nokia N95, LG com Windows Media Player e as aplicações KyteTV e LiveCast foram realizadas coberturas ao vivo de celular para celular com transmissões dos tradicionais circuitos Dôdo e Osmar (no Campo Grande) e Barra-Ondina.

A seguir os canais utilizados no Livecast e no Kyte: http://www.livecast.com/mobi e celular (http://www.livecast.com/mobile/asx.aspx?mobi); e Kyte em http://www.kyte.tv/ch/229303-carnaval-na-barra-mobi-a-tarde e celular (http://m.kyte.tv/ch/229303-carnaval-2009-mobi-a-tarde).
Para o acesso diretamente no celular um link foi gerado redirecionando os usuários para o http://m.atarde.com.br/i/aovivo/. Aqui o usuário assistia ao vivo no celular em streaming ou visualizava outros vídeos produzidos pelos repórteres nos circuitos.
Em contato com a editora-coordenadora do Mobi A Tarde, Iloma Sales, ela nos contou como foi a experiência com o LiveCast, o Kyte e o celular Nokia N95 para as transmissões ao vivo:

  • "O Livecast tem uma opção de 'share' que podemos disponibilizar seções de 'ao vivo', gerando vídeos de momentos específicos. O Kyte, idem. Com uma diferença, o Live tem conexão direta com o YouTube. Daí, como já dispomos de um canal de vídeos no YouTube, enviávamos estas seções para lá, de modo automático. Além da transmissão ao vivo no celular, esta também acontecia via web; o que ampliou nosso alcance em termos de audiência."

Quando comecei minha pesquisa de doutorado na UFBA sobre jornalismo e mobilidade, em 2007, tínhamos poucas experiências com celulares e transmissões ao vivo. Com a entrada das redes banda larga 3G no Brasil e o surgimento de aparelhos sofisticados como o Nokia N95 (para produção de conteúdo ou transmissões) e o iPhone (para navegação e transmissão) estamos vivenciando um cenário de expansão do jornalismo móvel no Brasil. Temos duas perspectivas muito claras quando se fala de jornalismo móvel: uma centrada na difusão/recepção de conteúdo em web móvel (exemplos não faltam de empresas e portais com formatos apropriados para visualização em dispositivos móveis; e outra centrada na produção de conteúdo ou nas transmissões ao vivo através de celulares (neste item temos inúmeras experiências surgindo desde portais de Internet a redes de televisão como a Band e a Tv Jornal do Recife.
Em breve estarão disponíveis em livro e eventos dois artigos científicos que estou elaborando abordando este panorama do jornalismo e mobilidade.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval de Salvador: A Tarde investe em cobertura multimídia e uso de QR Code

O Jornal A Tarde, de Salvador, está investindo numa cobertura multimídia e móvel do carnaval 2009. O portal está com uma home exclusiva para o período do carnaval. Videos, fotos, webtv, blogs e mensagens para celular são algumas das características exploradas. No aspecto mobilidade A Tarde disponibilizou o canal Mobi A Tarde e a inserção do QRCode no jornal impresso para que os leitores com celulares compatíveis possam ter acesso a fotos e vídeos da cobertura.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Tarde lança canal móvel


O Grupo A Tarde , de Salvador, lançou hoje o portal móvel Mobi A TARDE (m.atarde.com.br). Em versão beta, o canal vem preparado para ser acessado em celulares ou outros dispositivos que suportem versões WAP e Xhtml. O grupo anuncia para breve uma versão para o formato do iPhone e iPod Touch. Além do acesso a conteúdos do portal, 15 editorias farão parte do conteúdo que poderá ser recebido em forma de SMS por usuários das operadoras Claro, Vivo e Oi (R$ 0,10 por mensagem). Esporte, economia, cultura e outros conteúdos específicos fazem parte da estratégia. Um dos destaques será o canal especial de Verão com informações sobre o Carnaval de Salvador. Uma equipe foi formada para produzir conteúdos específicos para aparelhos portáteis com textos mais curtos que os qu
e aparecem nas versões normais do portal. 

O Grupo A Tarde vem
 investindo em convergência jornalística através de suas mídias como rádio, jornal, portal, agência, revista e canal mobile. Em dezembro, lançou o primeiro projeto com tecnologia QR Code no jornal impresso no Brasil. O investimento de A Tarde em novas tecnologias se reflete nos departamentos criados para pensar e desenvolver projetos na área com a instituição da Coordenadorias de Jornalismo Integrado (Mariana 
Carneiro), Coordenadoria de Novos Negócios (Ana Carolina Casais) e Coordenadoria de Conteúdo Móvel (Iloma Sales). 


Mundo mobile –  Em tempo! Vale a pena acompanhar também a iniciativa do site Jornalistas da Web, que desde ontem, passou a criar links na sua versão mobile (jornalistasdaweb.com.br/mobile) para outros sites móveis externos. A idéia é disponibilizar todos os links de forma a auxiliar os usuários de dispositivos móveis a agregarem novas fontes. Com mais de 4 bilhões de celulares no mundo e o crescente acesso à internet por dispositivos móveis um verdadeiro mundo móvel se descortina. 

Este blog de Jornalismo Móvel também pode ser acessado em formato mobi em http://jornalismomovel.mofuse.mobi/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Tarde implanta tecnologia QR Code no jornal impresso para acesso móvel

O Grupo A Tarde, da Bahia, lançou hoje um projeto de integração de mídia através da implantação do QR Code no jornal impresso. Algumas matérias vão vim acompanhadas do código QR que pode levar o leitor, munido de um celular com um aplicativo que possa lê o código, a ter acesso a informações complementares na tela do dispositivo móvel como vídeos, fotos, áudios ou outros textos extras. É a primeira iniciativa no Brasil de uma empresa de comunicação e demonstra claramente a integração entre os suportes - jornal impresso, internet e celular. Bastante popular no Japão, Estados Unidos e Europa o QR Code é uma espécie de substituto dos códigos de barra das embalagens. A vantagem é que vai além e visualiza outros formatos. Um exemplo: numa estação de metrô que disponibilize o código nos murais é possível visualizar o mapa do percurso no próprio celular com o aplicativo leitor embutido. Em relação ao jornal vai funcionar da mesma forma. No carnaval 2009 é possível levar o leitor do jornal impresso a fotos complementares da passagem dos trios no circuito Barra-Ondina.

Para o jornalismo é mais uma tentativa de ampliar as possibilidades de integração de mídias num ambiente de pura convergência e de emergência da comunicação móvel a partir da expansão das tecnologias móveis digitais e de conexões como 3G. Veja video do projeto de A Tarde e video complementar do Jornal da Globo explicando como funciona o QR Code no Japão.